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Valor fertilizante de leguminosas anuais cultivadas como adubo verde

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Resumo:As leguminosas anuais cultivadas como adubo verde podem variar em seu valor fertilizante dependendo de vários fatores, como a espécie de leguminosa, o manejo agronómico e as condições do solo. No entanto, em geral, as leguminosas anuais têm um alto valor fertilizante devido à sua capacidade de fixar azoto atmosférico através da simbiose com bactérias da família Rizobiaceae. O azoto é um nutriente essencial para o crescimento das plantas, mas muitas vezes é limitado no solo. As leguminosas anuais têm a capacidade de fixar azoto atmosférico e convertê-lo em uma forma utilizável pelas plantas. Essa fixação de azoto ocorre dentro dos nódulos das raízes das leguminosas, onde as bactérias fixadoras transformam azoto elementar em amónia e outros compostos nitrogenados. Além de fornecer azoto para as plantas, as leguminosas anuais também podem melhorar a saúde do solo e aumentar sua fertilidade. Isso ocorre porque as raízes das leguminosas podem penetrar profundamente no solo, contribuindo para diminuir os riscos de compactação e usando nutrientes que estavam nas camadas mais profundas. Além disso, as leguminosas anuais também podem melhorar a estrutura do solo, aumentar a matéria orgânica e a capacidade de retenção de água. Neste trabalho, avaliou-se o valor fertilizante de leguminosas e gramíneas, incluindo seu potencial de incorporação de azoto no solo e o favorecimento na absorção de outros nutrientes, em duas áreas de olival de sequeiro com solos ácidos. O primeiro ensaio foi instalado na quinta do Valongo em Mirandela, no Nordeste de Portugal. O segundo ensaio foi instalado em Bragança na quinta do Pinheiro Manso. Cada ensaio consistiu em 11 talhões, sendo cada um delimitado por quatro oliveiras num compasso 7 m × 7 m, a que correspondem 49 m2, onde se semearam individualmente, fava (Vicia faba, cvs. Favel e Vesúvio), tremoço- branco (Lupinus albus, cv. Estoril), treomoço-de-folha-estreita ou tremoço-azul (Lupinus angustifolium, cv. Karo), tremocilhas (Lupinus luteus, cvs. Nacional e Mister), trevo- encarnado (Trifolium incarnatum, cv. Diogene), trevo-subterrâneo (Trifolium subterraneum, cvs. Campeda e Dalkeith), aveia (Avena sativa, cv. Boa Fé) e azevém anual (Lolium multiflorum, cv. Falladino). As plantas foram colhidas ao longo de três fases distintas (março a maio) e levadas para estufa de secagem regulada a 70 oC até atingirem peso constante, sendo posteriormente pesadas, moídas e analisadas para a composição elementar dos seus tecidos. Nos dois ensaios, as tremocilhas, cvs. Nacional (7,27 t ha-1 e 8,28 t ha-1) e o tremoceiro-azul, cv. Karo (7,21 t ha-1 e 8,83 t ha-1), apresentaram os maiores valores de matéria seca, assim como maior acumulação de azoto, revelando-se as mais promissoras para adubação verde, constituindo-se como uma importante fonte de azoto para a cultura principal e para a melhoria da fertilidade do solo.
Autores principais:Nharreluga, Ézar Alfredo
Assunto:Fixação biológica do azoto Leguminosas anuais Adubos verdes
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:As leguminosas anuais cultivadas como adubo verde podem variar em seu valor fertilizante dependendo de vários fatores, como a espécie de leguminosa, o manejo agronómico e as condições do solo. No entanto, em geral, as leguminosas anuais têm um alto valor fertilizante devido à sua capacidade de fixar azoto atmosférico através da simbiose com bactérias da família Rizobiaceae. O azoto é um nutriente essencial para o crescimento das plantas, mas muitas vezes é limitado no solo. As leguminosas anuais têm a capacidade de fixar azoto atmosférico e convertê-lo em uma forma utilizável pelas plantas. Essa fixação de azoto ocorre dentro dos nódulos das raízes das leguminosas, onde as bactérias fixadoras transformam azoto elementar em amónia e outros compostos nitrogenados. Além de fornecer azoto para as plantas, as leguminosas anuais também podem melhorar a saúde do solo e aumentar sua fertilidade. Isso ocorre porque as raízes das leguminosas podem penetrar profundamente no solo, contribuindo para diminuir os riscos de compactação e usando nutrientes que estavam nas camadas mais profundas. Além disso, as leguminosas anuais também podem melhorar a estrutura do solo, aumentar a matéria orgânica e a capacidade de retenção de água. Neste trabalho, avaliou-se o valor fertilizante de leguminosas e gramíneas, incluindo seu potencial de incorporação de azoto no solo e o favorecimento na absorção de outros nutrientes, em duas áreas de olival de sequeiro com solos ácidos. O primeiro ensaio foi instalado na quinta do Valongo em Mirandela, no Nordeste de Portugal. O segundo ensaio foi instalado em Bragança na quinta do Pinheiro Manso. Cada ensaio consistiu em 11 talhões, sendo cada um delimitado por quatro oliveiras num compasso 7 m × 7 m, a que correspondem 49 m2, onde se semearam individualmente, fava (Vicia faba, cvs. Favel e Vesúvio), tremoço- branco (Lupinus albus, cv. Estoril), treomoço-de-folha-estreita ou tremoço-azul (Lupinus angustifolium, cv. Karo), tremocilhas (Lupinus luteus, cvs. Nacional e Mister), trevo- encarnado (Trifolium incarnatum, cv. Diogene), trevo-subterrâneo (Trifolium subterraneum, cvs. Campeda e Dalkeith), aveia (Avena sativa, cv. Boa Fé) e azevém anual (Lolium multiflorum, cv. Falladino). As plantas foram colhidas ao longo de três fases distintas (março a maio) e levadas para estufa de secagem regulada a 70 oC até atingirem peso constante, sendo posteriormente pesadas, moídas e analisadas para a composição elementar dos seus tecidos. Nos dois ensaios, as tremocilhas, cvs. Nacional (7,27 t ha-1 e 8,28 t ha-1) e o tremoceiro-azul, cv. Karo (7,21 t ha-1 e 8,83 t ha-1), apresentaram os maiores valores de matéria seca, assim como maior acumulação de azoto, revelando-se as mais promissoras para adubação verde, constituindo-se como uma importante fonte de azoto para a cultura principal e para a melhoria da fertilidade do solo.