Publicação
Complicações do doente crítico submetido a ventilação não invasiva no serviço de urgência
| Resumo: | A utilização da ventilação não invasiva (VNI) é um dos desafios que o enfermeiro, em contexto do serviço de urgência (SU), enfrenta na execução das suas funções enquanto cuidador, uma vez que esta é uma técnica indispensável no tratamento de várias patologias em situações de emergência do foro respiratório. O objetivo geral deste trabalho consiste em identificar as complicações dos doentes críticos submetidos a terapia com VNI, internados no SU da Unidade Local de Saúde de Bragança. Trata-se de um estudo observacional, de caráter exploratório, quantitativo e descritivo, realizado através da aplicação de uma grelha de observação a uma amostra de 35 doentes críticos sujeitos a terapia com VNI, no período de novembro de 2017 a março de 2018. Dos 35 doentes estudados, 57.14% eram do sexo feminino e a faixa etária com maior frequência correspondia a mais de 85 anos (37.14%). As Comorbilidades mais prevalentes foram as perturbações do tipo cardiovascular (85.71%) e perturbações respiratórias (51.43%). Os diagnósticos clínicos de maior frequência no momento de admissão do doente crítico no SU foram: insuficiência respiratória (45.71%), insuficiência cardíaca (34.29%) e 37.14% dos doentes foram diagnosticados com pneumonia. Verificou-se a utilização do modo Bilevel positive pressure airway pressure (BPAP) em maior incidência em todos os momentos de avaliação definidos pela investigadora. As complicações mais frequentes dos doentes submetidos a VNI, encontradas neste estudo, foram: secura da boca, sensação de claustrofobia, ulcerações da face ou desconforto causado pela máscara, com dor presente no nariz, marcas e rubor no local de contacto, alguma evidência para distensão abdominal, aerofagia e acumulação de secreções. Sugerimos a realização de outros estudos com amostras maiores, onde seja possível determinar outras associações e a sensibilização da equipe multidisciplinar para a identificação precoce das complicações inerentes a este tipo de tratamento. |
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| Autores principais: | Fernandes, Sílvia |
| Assunto: | Doente crítico Ventilação não invasiva Complicações da ventilação não invasiva |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A utilização da ventilação não invasiva (VNI) é um dos desafios que o enfermeiro, em contexto do serviço de urgência (SU), enfrenta na execução das suas funções enquanto cuidador, uma vez que esta é uma técnica indispensável no tratamento de várias patologias em situações de emergência do foro respiratório. O objetivo geral deste trabalho consiste em identificar as complicações dos doentes críticos submetidos a terapia com VNI, internados no SU da Unidade Local de Saúde de Bragança. Trata-se de um estudo observacional, de caráter exploratório, quantitativo e descritivo, realizado através da aplicação de uma grelha de observação a uma amostra de 35 doentes críticos sujeitos a terapia com VNI, no período de novembro de 2017 a março de 2018. Dos 35 doentes estudados, 57.14% eram do sexo feminino e a faixa etária com maior frequência correspondia a mais de 85 anos (37.14%). As Comorbilidades mais prevalentes foram as perturbações do tipo cardiovascular (85.71%) e perturbações respiratórias (51.43%). Os diagnósticos clínicos de maior frequência no momento de admissão do doente crítico no SU foram: insuficiência respiratória (45.71%), insuficiência cardíaca (34.29%) e 37.14% dos doentes foram diagnosticados com pneumonia. Verificou-se a utilização do modo Bilevel positive pressure airway pressure (BPAP) em maior incidência em todos os momentos de avaliação definidos pela investigadora. As complicações mais frequentes dos doentes submetidos a VNI, encontradas neste estudo, foram: secura da boca, sensação de claustrofobia, ulcerações da face ou desconforto causado pela máscara, com dor presente no nariz, marcas e rubor no local de contacto, alguma evidência para distensão abdominal, aerofagia e acumulação de secreções. Sugerimos a realização de outros estudos com amostras maiores, onde seja possível determinar outras associações e a sensibilização da equipe multidisciplinar para a identificação precoce das complicações inerentes a este tipo de tratamento. |
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