Publicação

Avaliação do teor em compostos fenólicos e atividade antioxidante de folhas de videira com vista ao seu aproveitamento para uso alimentar

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A videira (Vitis vinifera L.) é uma das plantas mais cultivadas em Portugal, sendo que as suas folhas não têm praticamente utilização. Trabalhos recentes demonstraram que são constituídas por uma série de componentes que lhe conferem propriedades e funções de elevada importância. No presente trabalho, pretendeu-se avaliar as folhas de diferentes castas de videira no que respeita ao seu teor em antioxidantes e bioatividade com vista à sua inclusão na dieta humana. Foram selecionadas 10 castas de videira, quatro tintas (Tinta Amarela, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional) e seis brancas (Côdega do Larinho, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato e Viosinho) cultivadas no Planalto Mirandês, e colhidas amostras de folhas sãs. Prepararam-se extratos aquosos onde foi avaliado o teor em compostos fenólicos, derivados do ácido hidroxicinámico e flavonóis e a atividade antioxidante (DPPH, ABTS, poder redutor, e a capacidade redutora total). De uma maneira geral foram registados maiores teores de fitoquímicos e uma maior atividade antioxidante nas castas brancas em relação às castas tintas. A Malvasia Fina foi a casta que apresentou teores mais elevados de compostos e maior atividade antioxidante, enquanto a Touriga Franca foi a que apresentou valores mais reduzidos. O teor em fenóis totais variou entre 114 e 145 mg g-1 de extrato enquanto os teores de derivados do ácido hidroxicinámico e flavonóis variaram entre 38 e 49 mg g-1 e entre 77 e 102 mg g-1 (Gouveio e Malvasia Fina respetivamente). Os valores de EC50 (concentração efetiva que inibe 50% dos radicais livres) variaram entre os 0,133 e 0,234 mg mL-1 para o DPPH (Rabigato e Tinta Roriz respetivamente) e entre os 0,258 e 0,402 mg mL-1 para o ABTS (Malvasia Fina e Touriga Franca). Os resultados obtidos indicam que as castas brancas são mais interessantes no teor em componentes bioativos e potencial antioxidante, sendo as folhas de Malvasia Fina as que apresentaram maior potencialidade para incluir como ingrediente na dieta alimentar.
Autores principais:Lima, Adriano Freitas
Outros Autores:Bento, Albino; Pereira, J.A.; Baraldi, Ilton J.; Malheiro, Ricardo
Assunto:Vitis vinifera L. Folhas de videira Composição fitoquímica
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A videira (Vitis vinifera L.) é uma das plantas mais cultivadas em Portugal, sendo que as suas folhas não têm praticamente utilização. Trabalhos recentes demonstraram que são constituídas por uma série de componentes que lhe conferem propriedades e funções de elevada importância. No presente trabalho, pretendeu-se avaliar as folhas de diferentes castas de videira no que respeita ao seu teor em antioxidantes e bioatividade com vista à sua inclusão na dieta humana. Foram selecionadas 10 castas de videira, quatro tintas (Tinta Amarela, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional) e seis brancas (Côdega do Larinho, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato e Viosinho) cultivadas no Planalto Mirandês, e colhidas amostras de folhas sãs. Prepararam-se extratos aquosos onde foi avaliado o teor em compostos fenólicos, derivados do ácido hidroxicinámico e flavonóis e a atividade antioxidante (DPPH, ABTS, poder redutor, e a capacidade redutora total). De uma maneira geral foram registados maiores teores de fitoquímicos e uma maior atividade antioxidante nas castas brancas em relação às castas tintas. A Malvasia Fina foi a casta que apresentou teores mais elevados de compostos e maior atividade antioxidante, enquanto a Touriga Franca foi a que apresentou valores mais reduzidos. O teor em fenóis totais variou entre 114 e 145 mg g-1 de extrato enquanto os teores de derivados do ácido hidroxicinámico e flavonóis variaram entre 38 e 49 mg g-1 e entre 77 e 102 mg g-1 (Gouveio e Malvasia Fina respetivamente). Os valores de EC50 (concentração efetiva que inibe 50% dos radicais livres) variaram entre os 0,133 e 0,234 mg mL-1 para o DPPH (Rabigato e Tinta Roriz respetivamente) e entre os 0,258 e 0,402 mg mL-1 para o ABTS (Malvasia Fina e Touriga Franca). Os resultados obtidos indicam que as castas brancas são mais interessantes no teor em componentes bioativos e potencial antioxidante, sendo as folhas de Malvasia Fina as que apresentaram maior potencialidade para incluir como ingrediente na dieta alimentar.