Publicação
Aplicação de indicadores de sustentabilidade em bairros da cidade de Bragança
| Resumo: | A qualidade de vida da população, nas suas múltiplas dimensões, depende da qualidade do espaço urbano. A capacidade de planear cidades que respondam aos requisitos individuais, considerando aspectos globais, como as alterações climáticas ou a preservação de recursos, é um dos mais importantes desígnios da sociedade contemporânea. Assim como outras estruturas complexas, as cidades funcionam pela relação de partes, onde indivíduos, habitações e outros componentes constituem estruturas sucessivamente complementares que formam uma realidade urbana, de complexidade variável, num todo nem sempre coerente e funcional. Neste contexto, os bairros, como blocos construtivos da cidade, permitem uma abordagem suficientemente grande para considerar amplas questões de sustentabilidade e suficientemente pequena para afetar a vida das pessoas e promover facilidade de implementação. Este estudo teve como objetivo aplicar indicadores de sustentabilidade ao contexto urbano, considerando dois bairros contrastantes da cidade de Bragança (Portugal): um tradicional e outro contemporâneo. A escolha dos indicadores para a avaliação se deu por meio de um método de seleção que envolveu a identificação de princípios relacionados à escala de Bairro em documentos internacionais, nomeadamente a Carta do Novo Urbanismo, a Nova Carta de Atenas, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Objetivo 11) e a Nova Agenda Urbana. Além disso, a escolha de indicadores considerou a disponibilidade de dados e sua aplicação no contexto local. Como resultado, obteve-se um sistema de 14 indicadores: Complexidade urbana; Compacidade corrigida; Proximidade aos equipamentos; Espaços verdes de acesso ao público; Densidade populacional e habitacional; Espaços de permanência per capita; Proximidade aos pontos de recolha de resíduos; Proximidade a transportes alternativos ao veículo privado; Espaço viário destinado ao peão; Fator de Visão do Céu; Estado de conservação dos edifícios; Percentagem de áreas impermeáveis e Superfície urbana em zona de potencial inundação. Embora similaridades tenham sido encontradas, ambos os contextos apresentaram diferentes performances, sem benefícios claros e exclusivos de um dos bairros. Para além desta interpretação, a avaliação espacial do interior do Bairro permitiu uma análise mais aprofundada. Neste estudo, os indicadores se mostraram ferramentas efetivas de análise, por auxiliar no processo de planeamento. Em trabalhos futuros, estudos complementares devem ser incluídos na avaliação, como a percepção da população e análise de governança. |
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| Autores principais: | Santos, Gleici Pérola de Oliveira dos |
| Assunto: | Indicadores Bairro Princípios de desenvolvimento sustentável |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A qualidade de vida da população, nas suas múltiplas dimensões, depende da qualidade do espaço urbano. A capacidade de planear cidades que respondam aos requisitos individuais, considerando aspectos globais, como as alterações climáticas ou a preservação de recursos, é um dos mais importantes desígnios da sociedade contemporânea. Assim como outras estruturas complexas, as cidades funcionam pela relação de partes, onde indivíduos, habitações e outros componentes constituem estruturas sucessivamente complementares que formam uma realidade urbana, de complexidade variável, num todo nem sempre coerente e funcional. Neste contexto, os bairros, como blocos construtivos da cidade, permitem uma abordagem suficientemente grande para considerar amplas questões de sustentabilidade e suficientemente pequena para afetar a vida das pessoas e promover facilidade de implementação. Este estudo teve como objetivo aplicar indicadores de sustentabilidade ao contexto urbano, considerando dois bairros contrastantes da cidade de Bragança (Portugal): um tradicional e outro contemporâneo. A escolha dos indicadores para a avaliação se deu por meio de um método de seleção que envolveu a identificação de princípios relacionados à escala de Bairro em documentos internacionais, nomeadamente a Carta do Novo Urbanismo, a Nova Carta de Atenas, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Objetivo 11) e a Nova Agenda Urbana. Além disso, a escolha de indicadores considerou a disponibilidade de dados e sua aplicação no contexto local. Como resultado, obteve-se um sistema de 14 indicadores: Complexidade urbana; Compacidade corrigida; Proximidade aos equipamentos; Espaços verdes de acesso ao público; Densidade populacional e habitacional; Espaços de permanência per capita; Proximidade aos pontos de recolha de resíduos; Proximidade a transportes alternativos ao veículo privado; Espaço viário destinado ao peão; Fator de Visão do Céu; Estado de conservação dos edifícios; Percentagem de áreas impermeáveis e Superfície urbana em zona de potencial inundação. Embora similaridades tenham sido encontradas, ambos os contextos apresentaram diferentes performances, sem benefícios claros e exclusivos de um dos bairros. Para além desta interpretação, a avaliação espacial do interior do Bairro permitiu uma análise mais aprofundada. Neste estudo, os indicadores se mostraram ferramentas efetivas de análise, por auxiliar no processo de planeamento. Em trabalhos futuros, estudos complementares devem ser incluídos na avaliação, como a percepção da população e análise de governança. |
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