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Análise do ciclo de vida do azeite: caso de estudo do azeite de Trás-os-Montes

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Resumo:O sector do azeite é um importante sector económico no nosso país. Sendo Portugal um grande consumidor deste produto, é também um dos principais produtores Europeus (o quarto maior produtor da Europa, atrás da Grécia, Itália e Espanha) e um dos principais exportadores. A nível nacional, a região de Trás-os-Montes é, segundo o Recenseamento Agrícola de 2009, a segunda maior região olivícola e a primeira ao nível da produção de azeitona para a mesa. Numa altura em que a consciencialização ambiental está a ganhar um peso nas escolhas diárias de produtos de consumo, é cada vez mais importante haver uma produção com baixo impacte ambiental. A Análise de Ciclo de Vida (ACV) é uma importante ferramenta de análise do impacte ambiental deste sector. A ACV assenta na utilização de ferramentas de modelação de todas as etapas necessárias para a produção de um determinado produto, fazendo de seguida uma avaliação aos impactes causados no ambiente. Este estudo teve como ponto de partida inquéritos aplicados a três produtores de azeitonas (F1, F2 e F3) e a dois lagares de azeite (P2 e P3), tendo estas actividades características diferenciadas. Para uma correta análise, foi seguido a metodologia referida nas ISO’s 14040 e 14044 e a parametrização referida na última versão do Environmental Product Declaration (EPD). Os resultados obtidos resultam da avaliação de diferentes interacções entre o olival e o lagar, obtendo-se um total de seis cenários com diferentes resultados, expressos na intensidade de indicadores de avaliação de impacto (midpoints). Foram avaliados seis indicadores, sendo eles: as Alterações climáticas, a Acidificação terrestre, a Depleção do ozono estratosférico, o Potencial de criação de ozono fotoquímico, o Potencial de eutrofização e a Ocupação terrestre. Os resultados são obtidos havendo uma ligação entre a fase de produção de azeitona (F1, F2 e F3) e a fase da extracção da azeitona (P2 e P3), havendo uma interacção e criando cenários entre eles. No geral, os resultados mostram que os processos a montante da produção de azeitona (produção de fertilizantes e de combustível principalmente) têm um grande peso nos resultados finais, fazendo com que esta fase tenha um valor de impacte superior à fase de extração, onde o principal processo de impacte é a produção de uma embalagem.
Autores principais:Cunha, Mário Sérgio Vieira da
Assunto:Análise de ciclo de vida Azeite Azeitona Oliveira Lagar Impacte ambiental
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O sector do azeite é um importante sector económico no nosso país. Sendo Portugal um grande consumidor deste produto, é também um dos principais produtores Europeus (o quarto maior produtor da Europa, atrás da Grécia, Itália e Espanha) e um dos principais exportadores. A nível nacional, a região de Trás-os-Montes é, segundo o Recenseamento Agrícola de 2009, a segunda maior região olivícola e a primeira ao nível da produção de azeitona para a mesa. Numa altura em que a consciencialização ambiental está a ganhar um peso nas escolhas diárias de produtos de consumo, é cada vez mais importante haver uma produção com baixo impacte ambiental. A Análise de Ciclo de Vida (ACV) é uma importante ferramenta de análise do impacte ambiental deste sector. A ACV assenta na utilização de ferramentas de modelação de todas as etapas necessárias para a produção de um determinado produto, fazendo de seguida uma avaliação aos impactes causados no ambiente. Este estudo teve como ponto de partida inquéritos aplicados a três produtores de azeitonas (F1, F2 e F3) e a dois lagares de azeite (P2 e P3), tendo estas actividades características diferenciadas. Para uma correta análise, foi seguido a metodologia referida nas ISO’s 14040 e 14044 e a parametrização referida na última versão do Environmental Product Declaration (EPD). Os resultados obtidos resultam da avaliação de diferentes interacções entre o olival e o lagar, obtendo-se um total de seis cenários com diferentes resultados, expressos na intensidade de indicadores de avaliação de impacto (midpoints). Foram avaliados seis indicadores, sendo eles: as Alterações climáticas, a Acidificação terrestre, a Depleção do ozono estratosférico, o Potencial de criação de ozono fotoquímico, o Potencial de eutrofização e a Ocupação terrestre. Os resultados são obtidos havendo uma ligação entre a fase de produção de azeitona (F1, F2 e F3) e a fase da extracção da azeitona (P2 e P3), havendo uma interacção e criando cenários entre eles. No geral, os resultados mostram que os processos a montante da produção de azeitona (produção de fertilizantes e de combustível principalmente) têm um grande peso nos resultados finais, fazendo com que esta fase tenha um valor de impacte superior à fase de extração, onde o principal processo de impacte é a produção de uma embalagem.