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Avaliação do potencial de produção do pinheiro manso na região de Mirandela, Trás-os-Montes, Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As áreas arborizadas com Pinheiro manso (Pinus pinea L.) têm aumentado nos últimos anos devido ao rendimento do pinhão, sendo necessário realizar estudos de caracterização da cultura para poder aplicar uma gestão adequada e maximizar a sua produtividade. O presente trabalho tem como objetivo avaliar o potencial produtivo do Pinheiro manso sob a ótica da multifuncionalidade na Terra Quente Transmontana. Nesta perspetiva avaliouse a produção em volume, biomassa e carbono, bem como a produção de pinha e pinhão e outros produtos complementares da exploração como os cogumelos. O trabalho foi realizado numa área de Pinheiro manso com 40 hectares e cerca de 25 anos de idade. Foram instaladas 5 parcelas de ensaio permanentes de monitorização com 2.500 m², sendo 2 parcelas em condições sem desbaste e 3 parcelas em condições com desbaste. Realizouse um inventário florestal com 20 parcelas de amostragem de 500 m² para auxiliar na caracterização da produção do povoamento. Foi efetuada a caracterização dendrométrica do povoamento e procedeu-se à quantificação dos demais produtos (volume de madeira, biomassa, armazenamento de C, pinhas, pinhões e cogumelos). Relativamente à produção de pinha, fez-se a quantificação do número de pinhas presentes em cada árvore amostrada e colheram-se 4 pinhas amostra por árvore para análise em laboratório. As pinhas/pinhões foram avaliadas em peso, características biométricas e sanidade. Em relação aos cogumelos foram instalados 3 transetos de 50 m² por parcela, tendo-se considerado para o efeito 2 parcelas de monitorização sem desbaste e 1 parcela de monitorização com desbaste, e quantificado o número e peso verde por espécie. Os resultados apontam para uma produção média em volume do povoamento não desbastado de 50,66 m³ ha-1 e 24,28 m³ ha-1 com desbaste. Para biomassa total média obteve-se na condição sem desbaste 61 239,90 kg ha-1 e 31 229,19 kg ha-1 na condição com desbaste. Relativamente ao armazenamento de C total foram obtidos valores médios de 30,62 t C ha-1 na condição sem desbaste e 15,61 t C ha-1 para condição com desbaste. Nas parcelas de monitorização obteve-se um peso verde médio de pinha de 277,71 g e 2,53% de ataque de insetos para a safra 2018/2019 e 219,17 g de peso verde e 2,45% de ataque de insetos para a safra 2019/2020, para as parcelas de inventário florestal obteve-se 237,32 g na safra de 2019/2020. Nas parcelas de monitorização obteve-se um rendimento em miolo de 2,21% para a safra de 2018/2019 e 2,07% para a safra de 2019/2020. Por sua vez, nas parcelas de inventário florestal obteve-se um rendimento em miolo de 2,09% para a safra de 2019/2020. Nas parcelas de monitorização, na safra de 2018/2019, foram necessárias, em média, cerca de 3,6 pinhas para se obter 1 kg de pinha tendo aumentado para 4,8 pinhas por quilo na safra de 2019/2020. Com base na informação das parcelas de inventário florestal foram necessárias cerca de 3,57 pinhas para obter 1 kg de pinha na safra de 2019/2020. Relativamente aos cogumelos foram observadas nas parcelas de monitorização sem desbaste cinco espécies comestíveis: Lactarius Deliciosus, Russula cyanoxantha, Cantharellus lutescens, Tricholoma sp. e Suillus granulatus. Na área desbastada foram observadas 3 espécies comestíveis: Lactarius Deliciosus, Russula cyanoxantha e Cantharellus lutescens. Por se tratar de um povoamento jovem inicialmente instalado com o objetivo de produção de madeira e convertido após 20 anos para produção de pinha, com redução significativa de densidades por ação de desbaste, a sua produção não se encontra ainda maximizada devido ao curto espaço temporal de reabertura à luz para induzir a sua formação. O potencial de produção, avaliado com base nos modelos retirados da bibliografia de referência, demonstra um elevado potencial para esta cultura na região de Mirandela.
Autores principais:Porrua, Douglas
Assunto:Produção da Pinus pinea Pinhão Produção de pinha Biomassa Carbono Cogumelos Silvicultura multifuncional
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:As áreas arborizadas com Pinheiro manso (Pinus pinea L.) têm aumentado nos últimos anos devido ao rendimento do pinhão, sendo necessário realizar estudos de caracterização da cultura para poder aplicar uma gestão adequada e maximizar a sua produtividade. O presente trabalho tem como objetivo avaliar o potencial produtivo do Pinheiro manso sob a ótica da multifuncionalidade na Terra Quente Transmontana. Nesta perspetiva avaliouse a produção em volume, biomassa e carbono, bem como a produção de pinha e pinhão e outros produtos complementares da exploração como os cogumelos. O trabalho foi realizado numa área de Pinheiro manso com 40 hectares e cerca de 25 anos de idade. Foram instaladas 5 parcelas de ensaio permanentes de monitorização com 2.500 m², sendo 2 parcelas em condições sem desbaste e 3 parcelas em condições com desbaste. Realizouse um inventário florestal com 20 parcelas de amostragem de 500 m² para auxiliar na caracterização da produção do povoamento. Foi efetuada a caracterização dendrométrica do povoamento e procedeu-se à quantificação dos demais produtos (volume de madeira, biomassa, armazenamento de C, pinhas, pinhões e cogumelos). Relativamente à produção de pinha, fez-se a quantificação do número de pinhas presentes em cada árvore amostrada e colheram-se 4 pinhas amostra por árvore para análise em laboratório. As pinhas/pinhões foram avaliadas em peso, características biométricas e sanidade. Em relação aos cogumelos foram instalados 3 transetos de 50 m² por parcela, tendo-se considerado para o efeito 2 parcelas de monitorização sem desbaste e 1 parcela de monitorização com desbaste, e quantificado o número e peso verde por espécie. Os resultados apontam para uma produção média em volume do povoamento não desbastado de 50,66 m³ ha-1 e 24,28 m³ ha-1 com desbaste. Para biomassa total média obteve-se na condição sem desbaste 61 239,90 kg ha-1 e 31 229,19 kg ha-1 na condição com desbaste. Relativamente ao armazenamento de C total foram obtidos valores médios de 30,62 t C ha-1 na condição sem desbaste e 15,61 t C ha-1 para condição com desbaste. Nas parcelas de monitorização obteve-se um peso verde médio de pinha de 277,71 g e 2,53% de ataque de insetos para a safra 2018/2019 e 219,17 g de peso verde e 2,45% de ataque de insetos para a safra 2019/2020, para as parcelas de inventário florestal obteve-se 237,32 g na safra de 2019/2020. Nas parcelas de monitorização obteve-se um rendimento em miolo de 2,21% para a safra de 2018/2019 e 2,07% para a safra de 2019/2020. Por sua vez, nas parcelas de inventário florestal obteve-se um rendimento em miolo de 2,09% para a safra de 2019/2020. Nas parcelas de monitorização, na safra de 2018/2019, foram necessárias, em média, cerca de 3,6 pinhas para se obter 1 kg de pinha tendo aumentado para 4,8 pinhas por quilo na safra de 2019/2020. Com base na informação das parcelas de inventário florestal foram necessárias cerca de 3,57 pinhas para obter 1 kg de pinha na safra de 2019/2020. Relativamente aos cogumelos foram observadas nas parcelas de monitorização sem desbaste cinco espécies comestíveis: Lactarius Deliciosus, Russula cyanoxantha, Cantharellus lutescens, Tricholoma sp. e Suillus granulatus. Na área desbastada foram observadas 3 espécies comestíveis: Lactarius Deliciosus, Russula cyanoxantha e Cantharellus lutescens. Por se tratar de um povoamento jovem inicialmente instalado com o objetivo de produção de madeira e convertido após 20 anos para produção de pinha, com redução significativa de densidades por ação de desbaste, a sua produção não se encontra ainda maximizada devido ao curto espaço temporal de reabertura à luz para induzir a sua formação. O potencial de produção, avaliado com base nos modelos retirados da bibliografia de referência, demonstra um elevado potencial para esta cultura na região de Mirandela.