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Avaliação das Propriedades Bioativas de Diferentes Partes de Humulus lupulus L.: Potencial Antioxidante, Antimicrobiano e Composição Química

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Resumo:Este estudo, teve como objetivo analisar, as propriedades bioativas e a composição química de diferentes partes da planta Humulus lupulus L. (lúpulo), incluindo flores, folhas e rizomas de duas cultivares (Cascade e Nugget) e um Espontâneo. Os principais parâmetros analisados, foram a capacidade antioxidante, a composição de compostos fenólicos, além da atividade antibacteriana e antifúngica dos extratos. Os resultados demonstraram, que o rizoma da cultivar Nugget, apresentou a maior atividade antioxidante, com um IC50 de 0,0635 mg/mL no ensaio DPPH, seguido pelo rizoma do Espontâneo com 0,079 mg/mL. As folhas também exibiram uma atividade antioxidante, com o IC50 variando entre 0,25 mg/mL (Cascade) e 0,077 mg/mL (Espontâneo). Por outro lado, as flores apresentaram a menor capacidade antioxidante, com valores de IC50 de 0,164 mg/mL (Espontâneo) e 0,39 mg/mL (Nugget). No ensaio de TBARS, que determina a inibição da peroxidação lipídica, os rizomas também se destacaram com 0,0004 mg/mL (Nugget). Em termos de compostos fenólicos, as flores destacaram-se, por apresentar a maior quantidade de compostos fenólicos totais a variar entre 5,74 mg/g (Cascade) e 7,2mg/g (Nugget). A flor da cultivar Cascade, apresentou o maior teor de ácidos fenólicos totais (2,04 mg/g), enquanto o maior conteúdo de flavonoides, foi encontrado nas folhas do Espontâneo (5,5 mg/g). O rizoma também se destacou pela presença de (+) -Catequina, com concentrações de 0,054 mg/g (Cascade), 0,089 mg/g (Espontâneo) e 0,051mg/g (Nugget), compostos que são reconhecidos pelo seu forte potencial antioxidante. A avaliação da atividade antimicrobiana, mostrou variabilidade entre as diferentes partes da planta. Para as duas cultivares e para o espontâneo avaliadas, o rizoma foi a parte da planta que se destacou com maior atividade antimicrobiana, especialmente contra bactérias Gram-positivas, como Listeria monocytogenes com valores de CMI de 0,3 mg/mL na cultivar Cascade e Espontâneo e Enterococcus faecalis com valores de CMI de 2,5 mg/mL (Nugget) e 0,3 mg/mL (Cascade). Também mostrou eficácia moderada, contra bactérias Gram-negativas, como Morganella morganii (CMI de 0,6 mg/mL). Há uma variabilidade considerável, na atividade antifúngica dos extratos das diferentes partes das plantas de lúpulo, com destaque para os extratos de folha e rizoma, que demonstraram melhor potencial antifúngico. É de salientar que apenas o Espontâneo apresentou ação fungistática para o Aspergillus brasiliensis com valores de CMIs entre 2,5 mg/mL (rizoma) e 5mg/mL (folha). Esses resultados indicam que o rizoma de Humulus lupulus L. possui um potencial antioxidante e antimicrobiano promissor, o que pode ser explorado em diversas indústrias, como a farmacêutica e alimentar. As folhas, por sua vez, demonstram um alto teor de compostos bioativos, especialmente os fenólicos, que também têm potencial para aplicações futuras.
Autores principais:Pires, Nelson Miguel Gonçalves
Assunto:Humulus lupulus L. Rizoma Antioxidante Antimicrobiana Compostos fenólicos
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Este estudo, teve como objetivo analisar, as propriedades bioativas e a composição química de diferentes partes da planta Humulus lupulus L. (lúpulo), incluindo flores, folhas e rizomas de duas cultivares (Cascade e Nugget) e um Espontâneo. Os principais parâmetros analisados, foram a capacidade antioxidante, a composição de compostos fenólicos, além da atividade antibacteriana e antifúngica dos extratos. Os resultados demonstraram, que o rizoma da cultivar Nugget, apresentou a maior atividade antioxidante, com um IC50 de 0,0635 mg/mL no ensaio DPPH, seguido pelo rizoma do Espontâneo com 0,079 mg/mL. As folhas também exibiram uma atividade antioxidante, com o IC50 variando entre 0,25 mg/mL (Cascade) e 0,077 mg/mL (Espontâneo). Por outro lado, as flores apresentaram a menor capacidade antioxidante, com valores de IC50 de 0,164 mg/mL (Espontâneo) e 0,39 mg/mL (Nugget). No ensaio de TBARS, que determina a inibição da peroxidação lipídica, os rizomas também se destacaram com 0,0004 mg/mL (Nugget). Em termos de compostos fenólicos, as flores destacaram-se, por apresentar a maior quantidade de compostos fenólicos totais a variar entre 5,74 mg/g (Cascade) e 7,2mg/g (Nugget). A flor da cultivar Cascade, apresentou o maior teor de ácidos fenólicos totais (2,04 mg/g), enquanto o maior conteúdo de flavonoides, foi encontrado nas folhas do Espontâneo (5,5 mg/g). O rizoma também se destacou pela presença de (+) -Catequina, com concentrações de 0,054 mg/g (Cascade), 0,089 mg/g (Espontâneo) e 0,051mg/g (Nugget), compostos que são reconhecidos pelo seu forte potencial antioxidante. A avaliação da atividade antimicrobiana, mostrou variabilidade entre as diferentes partes da planta. Para as duas cultivares e para o espontâneo avaliadas, o rizoma foi a parte da planta que se destacou com maior atividade antimicrobiana, especialmente contra bactérias Gram-positivas, como Listeria monocytogenes com valores de CMI de 0,3 mg/mL na cultivar Cascade e Espontâneo e Enterococcus faecalis com valores de CMI de 2,5 mg/mL (Nugget) e 0,3 mg/mL (Cascade). Também mostrou eficácia moderada, contra bactérias Gram-negativas, como Morganella morganii (CMI de 0,6 mg/mL). Há uma variabilidade considerável, na atividade antifúngica dos extratos das diferentes partes das plantas de lúpulo, com destaque para os extratos de folha e rizoma, que demonstraram melhor potencial antifúngico. É de salientar que apenas o Espontâneo apresentou ação fungistática para o Aspergillus brasiliensis com valores de CMIs entre 2,5 mg/mL (rizoma) e 5mg/mL (folha). Esses resultados indicam que o rizoma de Humulus lupulus L. possui um potencial antioxidante e antimicrobiano promissor, o que pode ser explorado em diversas indústrias, como a farmacêutica e alimentar. As folhas, por sua vez, demonstram um alto teor de compostos bioativos, especialmente os fenólicos, que também têm potencial para aplicações futuras.