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Percepções sobre a morte e o morrer em estudantes de saúde

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A morte acompanha a vida do ser vivo, mas a vivência desta sofreu alterações ao longo da história humana comunitária. A forma como tem sido percecionada e as diversas respostas face à mesma têm sido motivo de estudo nas diversas áreas da saúde. Objetivos: Saber quais os níveis de medo dos estudantes da área da saúde face à morte e ao processo de morrer de si próprio e dos outros e que diferenças são apresentadas entre os estudantes de diferentes cursos da saúde, idade e género. Métodos: Estudo de natureza quantitativa, analítica e transversal, onde se aplicou a escala de avaliação do medo da Morte de Collett Lester numa amostra de 312 estudantes de Saúde, com idade média de 21 anos (DP = 3,82), 84.9% do género feminino. Foi realizada para as variáveis uma análise estatística descritiva, coeficiente de correlação de Pearson e testes t de Student e One-Way Anova. Resultados: Todos os participantes apresentaram medo moderado-alto da morte e processo de morrer, tendo-se verificado que a pontuação se encontra mais elevada na subescala medo da morte e processo de morrer dos outros. Os resultados indicaram a inexistência de uma correlação estatisticamente significativa entre a idade e o medo da morte e do processo de morrer. Embora no estudo os resultados revelarem uma diferença entre os participantes dos cursos de Enfermagem e Nutrição e Dietética e o nível de medo da morte e do processo de morrer e na subescala medo do processo de morrer próprio, embora o eta quadrado determinado revelou uma magnitude de efeito reduzida. Neste estudo verificou-se também a existência de uma diferença estatisticamente significativa de medo da morte e do processo de morrer entre os participantes do género feminino e masculino com elevada magnitude de efeito, sendo mais elevada no género feminino do que no género masculino Conclusões: Relevância no contributo para a reflexão social e científica sobre a importância de se delinearem programas de desenvolvimento de competências para gestão emocional associada à morte e processo de morrer.
Autores principais:Neto, Alexandra
Outros Autores:Neto, Félix; Costa, Patrício; Gomes, Maria José; Galvão, Ana Maria
Assunto:Morte Medo Estudantes de saúde Formação
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A morte acompanha a vida do ser vivo, mas a vivência desta sofreu alterações ao longo da história humana comunitária. A forma como tem sido percecionada e as diversas respostas face à mesma têm sido motivo de estudo nas diversas áreas da saúde. Objetivos: Saber quais os níveis de medo dos estudantes da área da saúde face à morte e ao processo de morrer de si próprio e dos outros e que diferenças são apresentadas entre os estudantes de diferentes cursos da saúde, idade e género. Métodos: Estudo de natureza quantitativa, analítica e transversal, onde se aplicou a escala de avaliação do medo da Morte de Collett Lester numa amostra de 312 estudantes de Saúde, com idade média de 21 anos (DP = 3,82), 84.9% do género feminino. Foi realizada para as variáveis uma análise estatística descritiva, coeficiente de correlação de Pearson e testes t de Student e One-Way Anova. Resultados: Todos os participantes apresentaram medo moderado-alto da morte e processo de morrer, tendo-se verificado que a pontuação se encontra mais elevada na subescala medo da morte e processo de morrer dos outros. Os resultados indicaram a inexistência de uma correlação estatisticamente significativa entre a idade e o medo da morte e do processo de morrer. Embora no estudo os resultados revelarem uma diferença entre os participantes dos cursos de Enfermagem e Nutrição e Dietética e o nível de medo da morte e do processo de morrer e na subescala medo do processo de morrer próprio, embora o eta quadrado determinado revelou uma magnitude de efeito reduzida. Neste estudo verificou-se também a existência de uma diferença estatisticamente significativa de medo da morte e do processo de morrer entre os participantes do género feminino e masculino com elevada magnitude de efeito, sendo mais elevada no género feminino do que no género masculino Conclusões: Relevância no contributo para a reflexão social e científica sobre a importância de se delinearem programas de desenvolvimento de competências para gestão emocional associada à morte e processo de morrer.