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Cuidadores informais de pessoas com demência - perceções e necessidades socioeducativas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O número de pessoas com demência tem crescido exponencialmente o que implica a necessidade de prestação de cuidados. Os cuidados são maioritariamente informais, prestados essencialmente por elementos da família, em contexto domiciliário. Os cuidadores informais têm revelado várias necessidades decorrentes da prestação de cuidados, nomeadamente socioeducativas, as quais comprometem a sua qualidade de vida e consequentemente o bem-estar da pessoa cuidada. Neste estudo partimos da formulação da seguinte questão: como é que os cuidadores informais (com e sem apoio técnico/profissional) de pessoas com demência percecionam as suas necessidades socioeducativas? Em função desta questão, definimos os seguintes objetivos: conhecer as perceções e as necessidades socioeducativas dos cuidadores informais de pessoas com demência; identificar semelhanças e diferenças entre cuidadores informais com e sem apoio técnico/profissional relativamente às suas perceções e às necessidades socioeducativas; e reconhecer a importância do apoio técnico profissional para colmatar as necessidades socioeducativas do cuidador informal. O estudo realizado é de natureza qualitativa, utilizando como instrumento de recolha de dados a entrevista semiestruturada, dirigida a onze participantes, cujo guião foi criado especificamente para o efeito. Os principais resultados revelam-nos que os cuidadores informais mantêm uma ligação direta com as pessoas com demência, maioritariamente são cônjuges ou filhas, sentindo-se as pessoas mais indicadas para assumir esse papel e as principais motivações estão relacionadas com sentimentos de obrigação/dever. Para os cuidadores participantes do nosso estudo, os aspetos positivos da tarefa de prestar cuidados estão associados, essencialmente, com o facto de cumprirem uma missão e os aspetos negativos estão relacionados com a sobrecarga social, emocional e física. Quanto às necessidades socioeducativas, os cuidadores revelam falta de tempo para se relacionarem com outras pessoas e reconhecem possuírem conhecimentos insuficientes para lidar com a pessoa com demência. Apenas quatro cuidadores usufruem de apoio técnico/profissional, pelo que percebemos este apoio é dirigido sobretudo para a pessoa com demência, mais do que para o próprio cuidador. Não conseguimos apurar diferenças significativas a nível das perceções e necessidades socioeducativas entre cuidadores com e sem apoio técnico/profissional.
Autores principais:Monteiro, Carla Patrícia Preto
Assunto:Cuidador informal Necessidades socioeducativas Apoio técnico/profissional Demência Educador social
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O número de pessoas com demência tem crescido exponencialmente o que implica a necessidade de prestação de cuidados. Os cuidados são maioritariamente informais, prestados essencialmente por elementos da família, em contexto domiciliário. Os cuidadores informais têm revelado várias necessidades decorrentes da prestação de cuidados, nomeadamente socioeducativas, as quais comprometem a sua qualidade de vida e consequentemente o bem-estar da pessoa cuidada. Neste estudo partimos da formulação da seguinte questão: como é que os cuidadores informais (com e sem apoio técnico/profissional) de pessoas com demência percecionam as suas necessidades socioeducativas? Em função desta questão, definimos os seguintes objetivos: conhecer as perceções e as necessidades socioeducativas dos cuidadores informais de pessoas com demência; identificar semelhanças e diferenças entre cuidadores informais com e sem apoio técnico/profissional relativamente às suas perceções e às necessidades socioeducativas; e reconhecer a importância do apoio técnico profissional para colmatar as necessidades socioeducativas do cuidador informal. O estudo realizado é de natureza qualitativa, utilizando como instrumento de recolha de dados a entrevista semiestruturada, dirigida a onze participantes, cujo guião foi criado especificamente para o efeito. Os principais resultados revelam-nos que os cuidadores informais mantêm uma ligação direta com as pessoas com demência, maioritariamente são cônjuges ou filhas, sentindo-se as pessoas mais indicadas para assumir esse papel e as principais motivações estão relacionadas com sentimentos de obrigação/dever. Para os cuidadores participantes do nosso estudo, os aspetos positivos da tarefa de prestar cuidados estão associados, essencialmente, com o facto de cumprirem uma missão e os aspetos negativos estão relacionados com a sobrecarga social, emocional e física. Quanto às necessidades socioeducativas, os cuidadores revelam falta de tempo para se relacionarem com outras pessoas e reconhecem possuírem conhecimentos insuficientes para lidar com a pessoa com demência. Apenas quatro cuidadores usufruem de apoio técnico/profissional, pelo que percebemos este apoio é dirigido sobretudo para a pessoa com demência, mais do que para o próprio cuidador. Não conseguimos apurar diferenças significativas a nível das perceções e necessidades socioeducativas entre cuidadores com e sem apoio técnico/profissional.