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O BIM e a eficiência energética de edifícios habitacionais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em busca de edifícios cada vez mais eficientes energeticamente, foram sendo desenvolvidas ferramentas que pudessem auxiliar nesse processo. De forma a ultrapassar a barreira dos cálculos tradicionais, a simulação computacional é uma das ferramentas que permite a análise energética com resultados mais precisos, através de uma avaliação mais complexa. Dessa maneira, engenheiros e arquitetos utilizam a simulação energética para otimizar o desempenho de energia dos edifícios, proporcionando também melhor conforto térmico. Por trás da simulação, existem algumas metodologias que são a base de cálculo motor desse processo. Existe a metodologia BIM (Building Information Modeling), que agrega todas as propriedades do edifício, tornando-o mais perto da realidade possível, e para a especialidade da análise energética, o BEM (Building Energy Modeling) pode trabalhar paralelamente ao BIM. Como meio de facilitar esse processo, algumas plataformas foram criadas com ferramentas projetadas especificamente para dar suporte ao BIM e BEM, como é o caso do Revit, DesignBuilder e EnergyPlus. No presente trabalho, foi desenvolvido um estudo de caso que envolve realizar a simulação energética de um edifício unifamiliar, através de programas baseados nas metodologias BIM e BEM a fim de verificar de que forma o BIM agrega a essa otimização energética e como o BEM agrega nesse processo do BIM. Além disso, também foi avaliado o fluxo de dados e informações entre os dois, já que eles trabalham paralelamente, ou seja, verificar a interoperabilidade entre ambos. Para isso, foram criados três projetos: o primeiro projeto em Revit, o segundo em DesignBuilder, e por fim, a partir de um arquivo gbXML exportado do Revit, e importado ao DesignBuilder. Durante esse processo foram perceptíveis inúmeras diferenças entre programas, desde a modelagem e configurações energéticas, bem como o cálculo da resistência térmica total dos elementos construtivos e o cálculo das zonas térmicas, que são feitos de forma diferente entre os programas.
Autores principais:Cavalheiro, Erika Krawczyk
Assunto:BIM BEM Simulação computacional Eficiência energética Edifícios habitacionais
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Em busca de edifícios cada vez mais eficientes energeticamente, foram sendo desenvolvidas ferramentas que pudessem auxiliar nesse processo. De forma a ultrapassar a barreira dos cálculos tradicionais, a simulação computacional é uma das ferramentas que permite a análise energética com resultados mais precisos, através de uma avaliação mais complexa. Dessa maneira, engenheiros e arquitetos utilizam a simulação energética para otimizar o desempenho de energia dos edifícios, proporcionando também melhor conforto térmico. Por trás da simulação, existem algumas metodologias que são a base de cálculo motor desse processo. Existe a metodologia BIM (Building Information Modeling), que agrega todas as propriedades do edifício, tornando-o mais perto da realidade possível, e para a especialidade da análise energética, o BEM (Building Energy Modeling) pode trabalhar paralelamente ao BIM. Como meio de facilitar esse processo, algumas plataformas foram criadas com ferramentas projetadas especificamente para dar suporte ao BIM e BEM, como é o caso do Revit, DesignBuilder e EnergyPlus. No presente trabalho, foi desenvolvido um estudo de caso que envolve realizar a simulação energética de um edifício unifamiliar, através de programas baseados nas metodologias BIM e BEM a fim de verificar de que forma o BIM agrega a essa otimização energética e como o BEM agrega nesse processo do BIM. Além disso, também foi avaliado o fluxo de dados e informações entre os dois, já que eles trabalham paralelamente, ou seja, verificar a interoperabilidade entre ambos. Para isso, foram criados três projetos: o primeiro projeto em Revit, o segundo em DesignBuilder, e por fim, a partir de um arquivo gbXML exportado do Revit, e importado ao DesignBuilder. Durante esse processo foram perceptíveis inúmeras diferenças entre programas, desde a modelagem e configurações energéticas, bem como o cálculo da resistência térmica total dos elementos construtivos e o cálculo das zonas térmicas, que são feitos de forma diferente entre os programas.