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O impacto do efeito fiscal da tributação do lucro na rentabilidade dos capitais próprios

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As demonstrações financeiras fornecem informações que podem explicar a rentabilidade dos capitais próprios e, consequentemente, a performance das empresas. O modelo DuPont estendido identifica cinco rácios/indicadores chave que explicam o desempenho de uma empresa – efeito fiscal, encargos financeiros, margem EBIT, rotação de ativos e alavancagem financeira. Este estudo visa: (i) mensurar o impacto na rentabilidade dos capitais próprios de cada variável do modelo DuPont; (ii) mensurar o impacto do efeito fiscal na rentabilidade dos capitais próprios, considerando as variáveis do modelo DuPont no seu conjunto; (iii) verificar as diferenças do efeito fiscal por país; e (iv) constatar o efeito fiscal com base na área geográfica. Para fins do estudo selecionaram-se 516 empresas cotadas nas bolsas de valores de: Alemanha, Espanha, França e Portugal. Na investigação foi usado o método dos mínimos quadrados (OLS) e as ferramentas estatísticas GRETL e SPSS Statistics 24. No impacto na rentabilidade dos capitais próprios, o “efeito dos encargos financeiros” destacou-se como sendo a variável com mais impacto (1,635%). O “efeito fiscal” é a segunda componente com maior importância (1,198%). Seguidamente, o “efeito da margem EBIT”, o “efeito da alavancagem financeira” e o “efeito da rotação dos ativos”, respetivamente. Contudo, as duas últimas variáveis não têm um poder explicativo relevante no “ROE”. Na análise conjunta das variáveis, o “efeito fiscal” influencia significativamente o “ROE” (entre 0,944% e 1,112%). O “efeito fiscal” por país parece ser maior em Portugal (entre 0,631% e 1,681%) e na França (entre 0,908% e 1,274%). Porém, as diferenças com Espanha e Alemanha são moderadas. Por zona geográfica, o “efeito fiscal” parece ter maior impacto na Península Ibérica (entre 1,022% e 1,240%) face aos valores da zona franco-alemã (de 0,929% e 1,117%). Assim, o “efeito fiscal” é um fator determinante na rentabilidade dos capitais próprios e, portanto, na performance das empresas.
Autores principais:Ferreira, Liliana Raquel Coelho
Assunto:Efeito fiscal Rentabilidade dos capitais próprios Modelo DuPont Bolsa de valores
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:As demonstrações financeiras fornecem informações que podem explicar a rentabilidade dos capitais próprios e, consequentemente, a performance das empresas. O modelo DuPont estendido identifica cinco rácios/indicadores chave que explicam o desempenho de uma empresa – efeito fiscal, encargos financeiros, margem EBIT, rotação de ativos e alavancagem financeira. Este estudo visa: (i) mensurar o impacto na rentabilidade dos capitais próprios de cada variável do modelo DuPont; (ii) mensurar o impacto do efeito fiscal na rentabilidade dos capitais próprios, considerando as variáveis do modelo DuPont no seu conjunto; (iii) verificar as diferenças do efeito fiscal por país; e (iv) constatar o efeito fiscal com base na área geográfica. Para fins do estudo selecionaram-se 516 empresas cotadas nas bolsas de valores de: Alemanha, Espanha, França e Portugal. Na investigação foi usado o método dos mínimos quadrados (OLS) e as ferramentas estatísticas GRETL e SPSS Statistics 24. No impacto na rentabilidade dos capitais próprios, o “efeito dos encargos financeiros” destacou-se como sendo a variável com mais impacto (1,635%). O “efeito fiscal” é a segunda componente com maior importância (1,198%). Seguidamente, o “efeito da margem EBIT”, o “efeito da alavancagem financeira” e o “efeito da rotação dos ativos”, respetivamente. Contudo, as duas últimas variáveis não têm um poder explicativo relevante no “ROE”. Na análise conjunta das variáveis, o “efeito fiscal” influencia significativamente o “ROE” (entre 0,944% e 1,112%). O “efeito fiscal” por país parece ser maior em Portugal (entre 0,631% e 1,681%) e na França (entre 0,908% e 1,274%). Porém, as diferenças com Espanha e Alemanha são moderadas. Por zona geográfica, o “efeito fiscal” parece ter maior impacto na Península Ibérica (entre 1,022% e 1,240%) face aos valores da zona franco-alemã (de 0,929% e 1,117%). Assim, o “efeito fiscal” é um fator determinante na rentabilidade dos capitais próprios e, portanto, na performance das empresas.