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Armazenamento de carbono em comunidades de matos do Parque Natural de Montesinho (Nordeste de Portugal)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A concentração de Carbono na atmosfera tem vindo a aumentar e estima-se que duplique no decorrer do presente século. A perspectiva deste aumento tem suscitado o interesse por estratégias de redução das emissões ou pela implementação de práticas que as compensem, nomeadamente o armazenamento de Carbono em reservatórios terrestres. Existem diversas comunidades vegetais, de elevada representatividade espacial, cuja contribuição para a mitigação dos efeitos das alterações climáticas não está devidamente esclarecida. Com este trabalho pretende-se contribuir para o conhecimento do papel das comunidades vegetais qualificadas de matos, que ocupam cerca de um terço dos 75 mil ha do Parque Natural de Montesinho (PNM), no armazenamento de Carbono. De entre estas comunidades as mais representativas são os “estevais” (Cystus ladanifer), os “giestais” (Cytisus striatus) e os “urzais” (Erica umbellata). O delineamento experimental incluiu avaliações em áreas cobertas pelas três comunidades referidas, em diferentes condições topográficas (declive baixo, cerca de 5%; moderado, c. 15%; elevado, c. 25%), com três repetições, num total de 27 parcelas, com uma área de 1m2 cada. Em todas as parcelas foi colhida a biomassa vegetal aérea e subterrânea, os resíduos orgânicos depositados à superfície (horizonte O), e amostras de solo nas profundidades 0-5; 5-10 e 10-20cm. Também nas mesmas profundidades colheram-se amostras não disturbadas para determinação da densidade aparente. A biomassa aérea foi separada nas componentes caule, ramos, raminhos, folhas e frutos. Os resultados mostram que, nas condições estudadas, 80 a 90% do Carbono do sistema encontra-se armazenado no solo, verificando-se um acréscimo em profundidade. O contributo da biomassa subterrânea é mais expressivo no caso dos “urzais”, representando mais de 70% do armazenamento de Carbono na biomassa total. A massa total de Carbono por unidade de área segue a sequência “urzais” > “giestais” > “estevais”. O armazenamento global de Carbono é afectado pela topografia, variando positivamente com o declive.
Autores principais:Fonseca, Felícia
Outros Autores:Bompastor, Alice; Figueiredo, Tomás de
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A concentração de Carbono na atmosfera tem vindo a aumentar e estima-se que duplique no decorrer do presente século. A perspectiva deste aumento tem suscitado o interesse por estratégias de redução das emissões ou pela implementação de práticas que as compensem, nomeadamente o armazenamento de Carbono em reservatórios terrestres. Existem diversas comunidades vegetais, de elevada representatividade espacial, cuja contribuição para a mitigação dos efeitos das alterações climáticas não está devidamente esclarecida. Com este trabalho pretende-se contribuir para o conhecimento do papel das comunidades vegetais qualificadas de matos, que ocupam cerca de um terço dos 75 mil ha do Parque Natural de Montesinho (PNM), no armazenamento de Carbono. De entre estas comunidades as mais representativas são os “estevais” (Cystus ladanifer), os “giestais” (Cytisus striatus) e os “urzais” (Erica umbellata). O delineamento experimental incluiu avaliações em áreas cobertas pelas três comunidades referidas, em diferentes condições topográficas (declive baixo, cerca de 5%; moderado, c. 15%; elevado, c. 25%), com três repetições, num total de 27 parcelas, com uma área de 1m2 cada. Em todas as parcelas foi colhida a biomassa vegetal aérea e subterrânea, os resíduos orgânicos depositados à superfície (horizonte O), e amostras de solo nas profundidades 0-5; 5-10 e 10-20cm. Também nas mesmas profundidades colheram-se amostras não disturbadas para determinação da densidade aparente. A biomassa aérea foi separada nas componentes caule, ramos, raminhos, folhas e frutos. Os resultados mostram que, nas condições estudadas, 80 a 90% do Carbono do sistema encontra-se armazenado no solo, verificando-se um acréscimo em profundidade. O contributo da biomassa subterrânea é mais expressivo no caso dos “urzais”, representando mais de 70% do armazenamento de Carbono na biomassa total. A massa total de Carbono por unidade de área segue a sequência “urzais” > “giestais” > “estevais”. O armazenamento global de Carbono é afectado pela topografia, variando positivamente com o declive.