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Papéis e interacções no processo de supervisão: um olhar dos orientdores cooperantes

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A diversidade de papéis e interações destinados/estabelecidos na escola e entre os intervenientes no processo de supervisão constitui um aspeto crucial na formação de educadores e professores. Esta comunicação faz parte integrante de um estudo mais abrangente, envolvendo educadores e professores cooperantes da Escola Superior de Educação de Bragança (quer da Licenciatura em Educação Básica quer dos Mestrados profissionalizantes para a Educação Pré-escolar, Ensino do 1.º Ciclo e Ensino 2.º Ciclo do E.B.) e refere-se às perceções/vivências dos orientadores do 2.º Ciclo acerca do processo de supervisão. É um estudo de natureza qualitativa e interpretativa. A recolha de dados centra-se num questionário com perguntas abertas, incluindo várias categorias. Nesta comunicação serão enfatizadas duas delas: i) papéis desempenhados no processo de supervisão; ii) interações/relações estabelecidas entre a instituição de formação e o contexto escolar. Os dados obtidos foram cruzados com perspetivas teóricas, nomeadamente com o modelo ecológico e socioconstrutivista de supervisão. Relativamente aos papéis desempenhados no processo de supervisão, os dados mostraram uma variedade de opiniões. A título de exemplo, há orientadores que consideram que os papéis são adequados, mas outros apontam para a necessidade de uma definição diferenciada de papéis. Em nossa opinião, importa valorizar o papel do supervisor (incluindo o supervisor da instituição formadora e o orientador cooperante) na criação de ambientes supervisivos facilitadores do desenvolvimento e promotores da autonomia do estagiário. Quanto às interações estabelecidas entre a instituição de formação e o contexto escolar onde foi realizado o estágio, são percebidas, pela maioria dos professores, como positivas. É, contudo, apontada a necessidade de mais momentos de interação entre o estagiário, o professor cooperante e o professor supervisor, no sentido de promover uma melhor organização do processo de supervisão. É portanto visível a importância da colaboração, constituindo-se esta como um meio facilitador de desenvolvimento profissional.
Autores principais:Martins, Cristina
Outros Autores:Gonçalves, Adorinda
Assunto:Formação de professores Iniciação à prática profissional Supervisão
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A diversidade de papéis e interações destinados/estabelecidos na escola e entre os intervenientes no processo de supervisão constitui um aspeto crucial na formação de educadores e professores. Esta comunicação faz parte integrante de um estudo mais abrangente, envolvendo educadores e professores cooperantes da Escola Superior de Educação de Bragança (quer da Licenciatura em Educação Básica quer dos Mestrados profissionalizantes para a Educação Pré-escolar, Ensino do 1.º Ciclo e Ensino 2.º Ciclo do E.B.) e refere-se às perceções/vivências dos orientadores do 2.º Ciclo acerca do processo de supervisão. É um estudo de natureza qualitativa e interpretativa. A recolha de dados centra-se num questionário com perguntas abertas, incluindo várias categorias. Nesta comunicação serão enfatizadas duas delas: i) papéis desempenhados no processo de supervisão; ii) interações/relações estabelecidas entre a instituição de formação e o contexto escolar. Os dados obtidos foram cruzados com perspetivas teóricas, nomeadamente com o modelo ecológico e socioconstrutivista de supervisão. Relativamente aos papéis desempenhados no processo de supervisão, os dados mostraram uma variedade de opiniões. A título de exemplo, há orientadores que consideram que os papéis são adequados, mas outros apontam para a necessidade de uma definição diferenciada de papéis. Em nossa opinião, importa valorizar o papel do supervisor (incluindo o supervisor da instituição formadora e o orientador cooperante) na criação de ambientes supervisivos facilitadores do desenvolvimento e promotores da autonomia do estagiário. Quanto às interações estabelecidas entre a instituição de formação e o contexto escolar onde foi realizado o estágio, são percebidas, pela maioria dos professores, como positivas. É, contudo, apontada a necessidade de mais momentos de interação entre o estagiário, o professor cooperante e o professor supervisor, no sentido de promover uma melhor organização do processo de supervisão. É portanto visível a importância da colaboração, constituindo-se esta como um meio facilitador de desenvolvimento profissional.