Publicação
Associação entre nível educacional e adequação nutricional de adolescentes
| Resumo: | Nos últimos anos têm-se acentuado as desigualdades socioeconómicas na distribuição da saúde, na prevalência de obesidade e na qualidade dos hábitos alimentares. Uma das variáveis usadas na avaliação do estatuto socioeconómico de adolescentes é o nível educacional (NE) dos progenitores, principalmente da mãe. Tem-se mostrado que adolescentes cujas mães têm um maior NE possuem uma alimentação nutricionalmente mais adequada. OBJETIVOS: Relacionar a adequação nutricional da alimentação de adolescentes com a educação parental. METODOLOGIA: Foram avaliados 179 adolescentes (100 raparigas) de uma amostra inicial de 302 estudantes da qual foram selecionados aqueles que reportaram adequadamente a sua ingestão (avaliado por métodos padrão). Os estudantes têm idades entre os 12 eos 19 anos; 82,1 % dos indivíduos apresentam índice de Massa Corporal (IMO) normal, 17,3% apresentam excesso de peso e ainda 0,6% têm obesidade (classificação de Gole). O NE parental foi avaliado sm 3 escalões, tendo em conta o grau de escolaridade: baixo (até ao 9° ano), médio (do 10° ao 12.° ano) e alto (mais do que o 12.° ano). Usaram-se diários alimentares de 3 dias (2 de semana e 1 de fim de semana) para avaliar o consumo alimentar, a partir dos quais foi calculada a média de Ingestão de cada nutriente e construído um score de adequação de 22 nutrientes. As associações foram estudadas através de um modelo de regressão GLM univariada, considerando-se a idade, sexo, IMO e ingestão energética como variáveis confundidoras. Utilizou-se o software SPSS 21.0. RESULTADOS: O score de adequação nutricional criado varia entre O (nenhum nutriente com ingestão adequada) e 22 (todos os nutrientes com Ingestão adequada). Na amostra em estudo, as raparigas classiflcaram-se neste score com uma média de 12, 77±1, 98 (mínimo 7 e máximo 18) e os rapazes obtiveram uma média de 13,84±2,33 nutrientes adequados (mínimo 10 e máximo '9). Analisando estes resultados consoante o NE materno verifica-se que adolescentes cujas mães têm um NE mais elevado têm uma adequação nutricional significativamente superior (13, 84±2, 25) à dos seus colegas cujas mães têm NE baixo (12, 66±1,95; p=0,012) ou médio (12, 86±2,11; p=0,032). Quando esta análise é efetuada para o NE paterno não são encontradas diferenças significativas. CONCLUSÕES: Existe uma relação positiva entre o NE materno, mas não paterno, e a adequação nutricional da alimentação de adolescentes. |
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| Autores principais: | Esteves, Raquel |
| Outros Autores: | Moreira, Pedro; Silva, Gustavo Gonçalves; Ferro-Lebres, Vera; Ribeiro, José Carlos |
| Assunto: | Nível educacional Adequação nutricional |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Nos últimos anos têm-se acentuado as desigualdades socioeconómicas na distribuição da saúde, na prevalência de obesidade e na qualidade dos hábitos alimentares. Uma das variáveis usadas na avaliação do estatuto socioeconómico de adolescentes é o nível educacional (NE) dos progenitores, principalmente da mãe. Tem-se mostrado que adolescentes cujas mães têm um maior NE possuem uma alimentação nutricionalmente mais adequada. OBJETIVOS: Relacionar a adequação nutricional da alimentação de adolescentes com a educação parental. METODOLOGIA: Foram avaliados 179 adolescentes (100 raparigas) de uma amostra inicial de 302 estudantes da qual foram selecionados aqueles que reportaram adequadamente a sua ingestão (avaliado por métodos padrão). Os estudantes têm idades entre os 12 eos 19 anos; 82,1 % dos indivíduos apresentam índice de Massa Corporal (IMO) normal, 17,3% apresentam excesso de peso e ainda 0,6% têm obesidade (classificação de Gole). O NE parental foi avaliado sm 3 escalões, tendo em conta o grau de escolaridade: baixo (até ao 9° ano), médio (do 10° ao 12.° ano) e alto (mais do que o 12.° ano). Usaram-se diários alimentares de 3 dias (2 de semana e 1 de fim de semana) para avaliar o consumo alimentar, a partir dos quais foi calculada a média de Ingestão de cada nutriente e construído um score de adequação de 22 nutrientes. As associações foram estudadas através de um modelo de regressão GLM univariada, considerando-se a idade, sexo, IMO e ingestão energética como variáveis confundidoras. Utilizou-se o software SPSS 21.0. RESULTADOS: O score de adequação nutricional criado varia entre O (nenhum nutriente com ingestão adequada) e 22 (todos os nutrientes com Ingestão adequada). Na amostra em estudo, as raparigas classiflcaram-se neste score com uma média de 12, 77±1, 98 (mínimo 7 e máximo 18) e os rapazes obtiveram uma média de 13,84±2,33 nutrientes adequados (mínimo 10 e máximo '9). Analisando estes resultados consoante o NE materno verifica-se que adolescentes cujas mães têm um NE mais elevado têm uma adequação nutricional significativamente superior (13, 84±2, 25) à dos seus colegas cujas mães têm NE baixo (12, 66±1,95; p=0,012) ou médio (12, 86±2,11; p=0,032). Quando esta análise é efetuada para o NE paterno não são encontradas diferenças significativas. CONCLUSÕES: Existe uma relação positiva entre o NE materno, mas não paterno, e a adequação nutricional da alimentação de adolescentes. |
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