Publicação
Práticas de acessibilidade web: estudo preliminar
| Resumo: | Na era atual, a tecnologia é parte essencial da rotina diária das sociedades modernas, isto é, usufruímos dos recursos digitais como smartphones, laptops, relógios ou pulseiras inteligentes etc., para fins laborais, lazer, acesso a serviços e, principalmente, para comunicar e interagir com outros indivíduos. A pandemia COVID-19 tornou-nos mais dependentes de tais tecnologias, uma vez que, segundo dados estatísticos atualizados, cerca de 5,18 bilhões de pessoas utilizam a internet, ou seja, cerca de 61% da população mundial. Somente entre julho de 2020 e julho de 2021, houve um aumento exponencial nestes números devido, provavelmente, aos confinamentos e teletrabalho, para além da concretização das aulas e ações de formação totalmente online, por exemplo, em modalidade de e-learning ou outras. Se a dependência da WWW é assim tão abrangente, será que todos a usamos sem barreiras? Com o avanço da tecnologia, a criação de aplicativos e produtos de mídia foram aperfeiçoados, passando a ser concebidos de forma mais compreensiva. O foco muda um grupo específico de consumidores finais para toda e qualquer pessoa, independente das dificuldades no âmbito comunicacional que esta venha a ter – designamos esta abordagem como desenho universal ou para todos. Houve também a mudança de pensamento no que diz respeito aos consumidores finais: os perfis diversos deveriam atuar proativamente desde o início da criação destes produtos, não após a sua conclusão, de forma reativa; ou seja, passariam de meros validadores no final do processo a participantes desde o momento da criação dos produtos. Com essa nova tendência de promover a internet para todos e, a fim de incentivar e normalizar os aspectos a serem atendidos no planejamento e concepção de uma página web/software acessível, o consórcio W3C/WCAG 2.0 propõe uma série de boas práticas no âmbito da acessibilidade digital. Em Portugal, à luz da WCAG, temos o DL n.º 83/2018, uma diretiva que versa sobre a acessibilidade das páginas web e dos aplicativos dos organismos do setor público. Apesar deste contexto legal favorável e da existência de boas práticas, estamos a passos lentos na aplicação eficaz destas diretrizes, tanto no âmbito privado quanto no institucional. Será que perduram as preconcepções de que a criação de uma página web acessível é dispendiosa ou demorada? Ou será que falta à equipe responsável por esta criação o conhecimento sobre as ferramentas de acessibilidade? Ademais, pensando nesta equipe, quais os contributos que as figuras do tradutor audiovisual e do consultor (pessoa com deficiência auditiva, visual ou cognitiva/intelectual) poderiam vir a trazer ao cenário da acessibilidade digital? Partindo desses pressupostos, este trabalho tem por objetivo responder às questões aqui levantadas e identificar as boas práticas aplicadas preliminarmente no projeto de dissertação do mestrado de Tradução do Instituto Politécnico de Bragança, Portugal. Também, será exposto o processo de planejamento e concepção da página web “Festival de Cinema Acessível” em formato totalmente acessível, levando em consideração o moto “nothing about us without us”. Por fim, tentaremos desconstruir o pensamento de que uma página web plenamente acessível é algo impossível de ser executado. Para isso, adota-se a metodologia de investigação-ação e de estudo descritivo-exploratório, contando com a participação de especialistas da área de informática, para além da aplicação de questionários aos públicos-alvo para validação das etapas planejadas. Os resultados esperados conduzirão à sistematização das referidas etapas, a fim de serem utilizadas como parâmetros em futuros projetos. |
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| Autores principais: | Almeida, Sarah |
| Outros Autores: | Martins, Cláudia; Gonçalves, Bruno F. |
| Assunto: | Acessibilidade digital Barreiras comunicacionais Tecnologias Tradutor audiovisual Consultor W3C/WCAG Research Subject Categories::INTERDISCIPLINARY RESEARCH AREAS::Technology and social change |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Na era atual, a tecnologia é parte essencial da rotina diária das sociedades modernas, isto é, usufruímos dos recursos digitais como smartphones, laptops, relógios ou pulseiras inteligentes etc., para fins laborais, lazer, acesso a serviços e, principalmente, para comunicar e interagir com outros indivíduos. A pandemia COVID-19 tornou-nos mais dependentes de tais tecnologias, uma vez que, segundo dados estatísticos atualizados, cerca de 5,18 bilhões de pessoas utilizam a internet, ou seja, cerca de 61% da população mundial. Somente entre julho de 2020 e julho de 2021, houve um aumento exponencial nestes números devido, provavelmente, aos confinamentos e teletrabalho, para além da concretização das aulas e ações de formação totalmente online, por exemplo, em modalidade de e-learning ou outras. Se a dependência da WWW é assim tão abrangente, será que todos a usamos sem barreiras? Com o avanço da tecnologia, a criação de aplicativos e produtos de mídia foram aperfeiçoados, passando a ser concebidos de forma mais compreensiva. O foco muda um grupo específico de consumidores finais para toda e qualquer pessoa, independente das dificuldades no âmbito comunicacional que esta venha a ter – designamos esta abordagem como desenho universal ou para todos. Houve também a mudança de pensamento no que diz respeito aos consumidores finais: os perfis diversos deveriam atuar proativamente desde o início da criação destes produtos, não após a sua conclusão, de forma reativa; ou seja, passariam de meros validadores no final do processo a participantes desde o momento da criação dos produtos. Com essa nova tendência de promover a internet para todos e, a fim de incentivar e normalizar os aspectos a serem atendidos no planejamento e concepção de uma página web/software acessível, o consórcio W3C/WCAG 2.0 propõe uma série de boas práticas no âmbito da acessibilidade digital. Em Portugal, à luz da WCAG, temos o DL n.º 83/2018, uma diretiva que versa sobre a acessibilidade das páginas web e dos aplicativos dos organismos do setor público. Apesar deste contexto legal favorável e da existência de boas práticas, estamos a passos lentos na aplicação eficaz destas diretrizes, tanto no âmbito privado quanto no institucional. Será que perduram as preconcepções de que a criação de uma página web acessível é dispendiosa ou demorada? Ou será que falta à equipe responsável por esta criação o conhecimento sobre as ferramentas de acessibilidade? Ademais, pensando nesta equipe, quais os contributos que as figuras do tradutor audiovisual e do consultor (pessoa com deficiência auditiva, visual ou cognitiva/intelectual) poderiam vir a trazer ao cenário da acessibilidade digital? Partindo desses pressupostos, este trabalho tem por objetivo responder às questões aqui levantadas e identificar as boas práticas aplicadas preliminarmente no projeto de dissertação do mestrado de Tradução do Instituto Politécnico de Bragança, Portugal. Também, será exposto o processo de planejamento e concepção da página web “Festival de Cinema Acessível” em formato totalmente acessível, levando em consideração o moto “nothing about us without us”. Por fim, tentaremos desconstruir o pensamento de que uma página web plenamente acessível é algo impossível de ser executado. Para isso, adota-se a metodologia de investigação-ação e de estudo descritivo-exploratório, contando com a participação de especialistas da área de informática, para além da aplicação de questionários aos públicos-alvo para validação das etapas planejadas. Os resultados esperados conduzirão à sistematização das referidas etapas, a fim de serem utilizadas como parâmetros em futuros projetos. |
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