Publicação
Das histórias às palavras, à estética e às artes
| Resumo: | O poster que apresentámos intitulado Das histórias às palavras, à estética e às artes é o resultado do desenvolvimento de um projecto operacionalizado numa turma do 1.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Surgiu porque “Há muitos anos, havia um homem que roubava palavras…”. É assim que começa a história O ladrão de palavras de Francisco Duarte Mangas (2006). Esse usurpador “não as roubava todas, porque isso [dava] muito nas vistas. Ele aprisionava as palavras alegres, as mais luminosas, as nossas melhores palavras…”. Por tal, instalou-se uma nuvem de melancolia sobre os transeuntes que habitavam a história, permanecendo, estes, na escuridão como que “engaiolados” sem poderem explicar o mundo. Esta é uma história que se passa numa pequena aldeia… mas o ladrão de palavras luminosas, infelizmente, pode entrar nos mais variados contextos e neles fazer surgir nuvens taciturnas que coíbem as crianças de criarem asas e voarem pelos diferentes mundos dos discursos que decifram os fenómenos e desafiam as novas raízes do entendimento. Não podemos permitir que o tal ladrão entre na nossa sala de aula e iniba a criança de desenvolver os domínios da oralidade, escrita e leitura. No sentido das crianças vencerem esse ladrão de palavras convidaram-se fantoches mágicos, histórias, arte, imagens fantásticas e cartazes de códigos com o intuito de apoiarem e sustentarem diálogos, enriquecerem e alargarem o vocabulário e desenvolverem o poder argumentativo e a complexidade discursiva. Criou-se um clima de liberdade e confiança e deu-se voz às crianças, utilizando-se estratégias pedagógicas que envolveram a descrição de situações vividas e observadas, o planeamento de acções a realizar, o reconto oral de histórias, a prática intencional de jogos lúdicos com palavras e exercícios que visaram a adequação do discurso à situação. A multiplicidade de interpretações obtida através de combinações originais permitiu apelar aos sentidos e expandir o poder da linguagem oral e, consequentemente, as percepções diversificaram-se, ajudando a construir novos e diferentes modos de ver o mundo. O confronto da criança com o saber ouvir e o saber expressar-se permitiu desenvolver o seu nível de compreensão e expressão de ipseidade conduzindo-a pelo mundo da imaginação, ascendendo a um diferente nível de conhecimento e à apreensão das palavras luminosas. |
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| Autores principais: | Pereira, Ana |
| Outros Autores: | Mesquita, Elza; Prada, Maria Filomena |
| Assunto: | Ensino Básico |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | póster em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O poster que apresentámos intitulado Das histórias às palavras, à estética e às artes é o resultado do desenvolvimento de um projecto operacionalizado numa turma do 1.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Surgiu porque “Há muitos anos, havia um homem que roubava palavras…”. É assim que começa a história O ladrão de palavras de Francisco Duarte Mangas (2006). Esse usurpador “não as roubava todas, porque isso [dava] muito nas vistas. Ele aprisionava as palavras alegres, as mais luminosas, as nossas melhores palavras…”. Por tal, instalou-se uma nuvem de melancolia sobre os transeuntes que habitavam a história, permanecendo, estes, na escuridão como que “engaiolados” sem poderem explicar o mundo. Esta é uma história que se passa numa pequena aldeia… mas o ladrão de palavras luminosas, infelizmente, pode entrar nos mais variados contextos e neles fazer surgir nuvens taciturnas que coíbem as crianças de criarem asas e voarem pelos diferentes mundos dos discursos que decifram os fenómenos e desafiam as novas raízes do entendimento. Não podemos permitir que o tal ladrão entre na nossa sala de aula e iniba a criança de desenvolver os domínios da oralidade, escrita e leitura. No sentido das crianças vencerem esse ladrão de palavras convidaram-se fantoches mágicos, histórias, arte, imagens fantásticas e cartazes de códigos com o intuito de apoiarem e sustentarem diálogos, enriquecerem e alargarem o vocabulário e desenvolverem o poder argumentativo e a complexidade discursiva. Criou-se um clima de liberdade e confiança e deu-se voz às crianças, utilizando-se estratégias pedagógicas que envolveram a descrição de situações vividas e observadas, o planeamento de acções a realizar, o reconto oral de histórias, a prática intencional de jogos lúdicos com palavras e exercícios que visaram a adequação do discurso à situação. A multiplicidade de interpretações obtida através de combinações originais permitiu apelar aos sentidos e expandir o poder da linguagem oral e, consequentemente, as percepções diversificaram-se, ajudando a construir novos e diferentes modos de ver o mundo. O confronto da criança com o saber ouvir e o saber expressar-se permitiu desenvolver o seu nível de compreensão e expressão de ipseidade conduzindo-a pelo mundo da imaginação, ascendendo a um diferente nível de conhecimento e à apreensão das palavras luminosas. |
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