Publicação
Instalação de soutos demonstração com o porta-enxerto ColUTAD em situação climática contrastante no NE Transmontano
| Resumo: | Ao longo do tempo tem-se vindo a debater com mais frequência a temática das alterações climáticas; a preocupação no que diz respeito a este assunto tem vindo a aumentar, pois é um fator que interfere com alguns sistemas. Nas áreas de produção de castanha, cujas alterações climáticas influenciam diretamente, é reconhecida a necessidade de implementar medidas de adaptação e mitigação para que estas se tornem menos vulneráveis. Na sequência desta problemática foi realizado este estudo no qual se avaliaram dois Soutos de demonstração (SD) estrategicamente instalados em 2018 em situações climáticas contrastantes no NE transmontano, tendo sido o clone ColUTAD, bastante resistente à doença da tinta, o escolhido como porta-enxerto. Foram realizadas várias recolhas e analises para verificar as diferenças existentes entre ambos os soutos com o objetivo de encontrar metodologias de gestão adaptativa que os tornem mais resilientes às alterações climáticas. Para avaliar os parâmetros necessários para a realização deste trabalho foram feitas recolhas de amostras de solo e de vegetação do subcoberto de ambos os soutos. Assim, foi avaliada a percentagem de coberto, o fitovolume, biomassa e o número de espécies presentes (gramíneas, leguminosas, outras herbáceas e arbustivas) para caracterizar a biodiversidade dos soutos. Efetuou-se a caracterização química do solo com base nas amostras recolhidas in situ nos dois SD. Fez-se a análise microbiológica do solo na primavera e outono. Foram recolhidas amostras de solo em duas épocas do ano de 2018, primavera (maio) e outono (outubro), e uma na primavera (maio) de 2019 na profundidade de 0-10 cm para avaliar a atividade microbiana do solo, através do carbono da biomassa microbiana (CBM), respiração basal do solo (RBS) e efetuada a contagem de bactérias e fungos. Relativamente ao subcoberto verificou-se que Parada tem uma riqueza florística mais elevada, apesar de Salgueiros ter uma maior percentagem de coberto vegetal. Os Fungos predominam em relação às bactérias em ambos os Soutos de demonstração e foram encontradas diferenças significativas na taxa de mortalidade dos castanheiros ColUTAD instalados. Com esta análise verificamos que existem diferenças entre os dois locais em estudo que podem futuramente transladar para uma melhor ou pior adaptação dos SD às alterações climáticas. |
|---|---|
| Autores principais: | Diegues, Samuel Filipe da Fonseca |
| Assunto: | Estratégias de adaptação climática Castanheiro Agroflorestal Resiliência |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Ao longo do tempo tem-se vindo a debater com mais frequência a temática das alterações climáticas; a preocupação no que diz respeito a este assunto tem vindo a aumentar, pois é um fator que interfere com alguns sistemas. Nas áreas de produção de castanha, cujas alterações climáticas influenciam diretamente, é reconhecida a necessidade de implementar medidas de adaptação e mitigação para que estas se tornem menos vulneráveis. Na sequência desta problemática foi realizado este estudo no qual se avaliaram dois Soutos de demonstração (SD) estrategicamente instalados em 2018 em situações climáticas contrastantes no NE transmontano, tendo sido o clone ColUTAD, bastante resistente à doença da tinta, o escolhido como porta-enxerto. Foram realizadas várias recolhas e analises para verificar as diferenças existentes entre ambos os soutos com o objetivo de encontrar metodologias de gestão adaptativa que os tornem mais resilientes às alterações climáticas. Para avaliar os parâmetros necessários para a realização deste trabalho foram feitas recolhas de amostras de solo e de vegetação do subcoberto de ambos os soutos. Assim, foi avaliada a percentagem de coberto, o fitovolume, biomassa e o número de espécies presentes (gramíneas, leguminosas, outras herbáceas e arbustivas) para caracterizar a biodiversidade dos soutos. Efetuou-se a caracterização química do solo com base nas amostras recolhidas in situ nos dois SD. Fez-se a análise microbiológica do solo na primavera e outono. Foram recolhidas amostras de solo em duas épocas do ano de 2018, primavera (maio) e outono (outubro), e uma na primavera (maio) de 2019 na profundidade de 0-10 cm para avaliar a atividade microbiana do solo, através do carbono da biomassa microbiana (CBM), respiração basal do solo (RBS) e efetuada a contagem de bactérias e fungos. Relativamente ao subcoberto verificou-se que Parada tem uma riqueza florística mais elevada, apesar de Salgueiros ter uma maior percentagem de coberto vegetal. Os Fungos predominam em relação às bactérias em ambos os Soutos de demonstração e foram encontradas diferenças significativas na taxa de mortalidade dos castanheiros ColUTAD instalados. Com esta análise verificamos que existem diferenças entre os dois locais em estudo que podem futuramente transladar para uma melhor ou pior adaptação dos SD às alterações climáticas. |
|---|