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Educação de adultos seniores e construção de (novas) narrativas sobre envelhecimento

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A atualidade apresenta-se como um tempo de aparentes contradições e paradoxos principalmente na forma como organizamos as perceções sobre o envelhecimento. É verdade que ninguém nega que o envelhecimento consubstancia ganhos sociais importantes que representam mais acesso a cuidados de saúde, aumento da esperança vida, melhores condições e maior qualidade de vida, contudo, persistem ideias e conceitos culturalmente definidos que nos fazem associar o envelhecimento a perdas, incapacidades e limitações. Neste sentido, importa (re)conceptualizar a terceira idade, compreendê-la como segmento meramente analítico na vida das pessoas, ou seja, perceber o envelhecimento não só como contínuo, mas, sobretudo em continuidade com o percurso de vida passado, presente e também futuro. A educação de adultos pode ter um papel fundamental no processo de reconstrução de narrativas de envelhecimento diversificadas centradas no que se aprendeu, no que se sabe e também no que se pode e deve ensinar a partir do lugar de quem já experienciou. Partindo destas premissas parece-nos pertinente salientar o valor de educar no processo de desconstrução de estereótipos associados ao envelhecimento e de construir, a partir das experiências pessoais, novas formas de interpretar a adultez sénior.
Autores principais:Bergano, Sofia
Assunto:Envelhecimento Educação ao longo da vida
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A atualidade apresenta-se como um tempo de aparentes contradições e paradoxos principalmente na forma como organizamos as perceções sobre o envelhecimento. É verdade que ninguém nega que o envelhecimento consubstancia ganhos sociais importantes que representam mais acesso a cuidados de saúde, aumento da esperança vida, melhores condições e maior qualidade de vida, contudo, persistem ideias e conceitos culturalmente definidos que nos fazem associar o envelhecimento a perdas, incapacidades e limitações. Neste sentido, importa (re)conceptualizar a terceira idade, compreendê-la como segmento meramente analítico na vida das pessoas, ou seja, perceber o envelhecimento não só como contínuo, mas, sobretudo em continuidade com o percurso de vida passado, presente e também futuro. A educação de adultos pode ter um papel fundamental no processo de reconstrução de narrativas de envelhecimento diversificadas centradas no que se aprendeu, no que se sabe e também no que se pode e deve ensinar a partir do lugar de quem já experienciou. Partindo destas premissas parece-nos pertinente salientar o valor de educar no processo de desconstrução de estereótipos associados ao envelhecimento e de construir, a partir das experiências pessoais, novas formas de interpretar a adultez sénior.