Publicação
Greg: “Considero a escola preparatória a ideia mais estúpida alguma vez inventada”: as representações da escola nos diários juvenis (ficcionais)
| Resumo: | Na presente comunicação, temos como objetivo analisar diários juvenis publicados em Portugal (de autores nacionais e estrangeiros), selecionando como tópico charneira desse trabalho de análise as representações das vivências escolares que os autores/narradores desses diários apresentam. Lendo diários juvenis, verificamos que uma grande parte deles apresenta uma estrutura narrativa temporalmente organizada de acordo com o calendário escolar – muitos destes diários obedecem, portanto, a uma sequência temporal que se inicia com a abertura das aulas e termina no final do ano letivo (e mesmo aqueles em que tal organização não é tão evidente acabam sempre por construir narrativas em que o ciclo escolar é um elemento claramente significativo). Por outro lado, é inquestionável que a escrita diarística tem cumprido (particularmente na sociedade burguesa do Romantismo) uma inequívoca função didática, cuja relevância se impõe repensar à luz dos diários juvenis ficcionais recentemente publicados. Neste domínio, dois caminhos se abrem: um que se percorre pela análise dos diários efetivamente escritos por jovens; um outro está a ser desbravado pela (crescente) publicação de diários juvenis ficcionais, isto é, diários cujos autores são adultos, não se verificando todas as imposições do “pacto autobiográfico” definido por Philippe Lejeune (1975; 1996): a identidade entre autor, narrador e personagem. O diário de um Banana de Jeff Kinney, cujo narrador-personagem é Greg, é um dos mais conhecidos exemplos. Saber como é perspetivada a relação dos jovens/diaristas com a instituição «escola» (nas suas múltiplas facetas e interações – com a família e a comunidade) é a questão central deste nosso trabalho. |
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| Autores principais: | Teixeira, Carlos |
| Assunto: | Diário juvenil Vivênvias escolares Representações da escola |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Na presente comunicação, temos como objetivo analisar diários juvenis publicados em Portugal (de autores nacionais e estrangeiros), selecionando como tópico charneira desse trabalho de análise as representações das vivências escolares que os autores/narradores desses diários apresentam. Lendo diários juvenis, verificamos que uma grande parte deles apresenta uma estrutura narrativa temporalmente organizada de acordo com o calendário escolar – muitos destes diários obedecem, portanto, a uma sequência temporal que se inicia com a abertura das aulas e termina no final do ano letivo (e mesmo aqueles em que tal organização não é tão evidente acabam sempre por construir narrativas em que o ciclo escolar é um elemento claramente significativo). Por outro lado, é inquestionável que a escrita diarística tem cumprido (particularmente na sociedade burguesa do Romantismo) uma inequívoca função didática, cuja relevância se impõe repensar à luz dos diários juvenis ficcionais recentemente publicados. Neste domínio, dois caminhos se abrem: um que se percorre pela análise dos diários efetivamente escritos por jovens; um outro está a ser desbravado pela (crescente) publicação de diários juvenis ficcionais, isto é, diários cujos autores são adultos, não se verificando todas as imposições do “pacto autobiográfico” definido por Philippe Lejeune (1975; 1996): a identidade entre autor, narrador e personagem. O diário de um Banana de Jeff Kinney, cujo narrador-personagem é Greg, é um dos mais conhecidos exemplos. Saber como é perspetivada a relação dos jovens/diaristas com a instituição «escola» (nas suas múltiplas facetas e interações – com a família e a comunidade) é a questão central deste nosso trabalho. |
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