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Mercado dos fertilizantes: há novidades no setor?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O mercado de fertilizantes nacional sofreu uma revolução extraordinária, sobretudo nos últimos 20 anos. Em alternativa ou complemento aos fertilizantes convencionais, surgiu uma gama diversificadíssima de produtos, em número superior a 2000 se forem consideradas marcas e formulações. A diversidade inclui produtos para aplicação ao solo, por via foliar e/ou na água de rega. Muitos incluem substâncias húmidas, extratos de algas, mecanismos que regulam a biodisponibilidade dos nutrientes, microrganismos, etc.. Estes produtos têm uma estratégia comercial orientada, suportada em fundamentos teóricos aceitáveis, mas que, devido à tremenda diversidade, nada se sabe sobre a real performance em campo de muitos deles. Estes produtos trazem associada uma imagem de modernidade e inovação, frequentemente associada ao respeito pelo ambiente, à qual os produtores são recetivos, embora os preços tendencialmente elevados restrinjam a sua generalização. Neste contexto, o CIMO tem uma linha de trabalho que consiste na avaliação da performance agronómica de produtos inovadores e que são representativos da diversidade que chega ao mercado. Foram realizados estudos com adubos de libertação lenta, adubos de libertação controlada, adubos estabilizados com inibidores da nitrificação, adubos controlados na rizosfera, estimulantes do vingamento, biofertilizantes e uma gama diversificada de corretivos orgânicos. Os resultados indicam que é difícil obter vantagens da utilização destes produtos relativamente aos fertilizantes convencionais. Muitos produtos foram desenvolvidos para condições ecológicas específicas, mas que são depois comerciados em territórios mais alargados. O reduzido trabalho de investigação que tem sido feito pelo sistema científico nacional nesta matéria torna este assunto um duelo praticamente exclusivo entre comerciais e produtores, com prejuízo potencial para os segundos.
Autores principais:Arrobas, Margarida
Outros Autores:Rodrigues, M.A.
Assunto:Adubos de libertação lenta Adubos de libertação controlada Adubos estabilizados Estimulantes do vingamento Biofertilizantes
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O mercado de fertilizantes nacional sofreu uma revolução extraordinária, sobretudo nos últimos 20 anos. Em alternativa ou complemento aos fertilizantes convencionais, surgiu uma gama diversificadíssima de produtos, em número superior a 2000 se forem consideradas marcas e formulações. A diversidade inclui produtos para aplicação ao solo, por via foliar e/ou na água de rega. Muitos incluem substâncias húmidas, extratos de algas, mecanismos que regulam a biodisponibilidade dos nutrientes, microrganismos, etc.. Estes produtos têm uma estratégia comercial orientada, suportada em fundamentos teóricos aceitáveis, mas que, devido à tremenda diversidade, nada se sabe sobre a real performance em campo de muitos deles. Estes produtos trazem associada uma imagem de modernidade e inovação, frequentemente associada ao respeito pelo ambiente, à qual os produtores são recetivos, embora os preços tendencialmente elevados restrinjam a sua generalização. Neste contexto, o CIMO tem uma linha de trabalho que consiste na avaliação da performance agronómica de produtos inovadores e que são representativos da diversidade que chega ao mercado. Foram realizados estudos com adubos de libertação lenta, adubos de libertação controlada, adubos estabilizados com inibidores da nitrificação, adubos controlados na rizosfera, estimulantes do vingamento, biofertilizantes e uma gama diversificada de corretivos orgânicos. Os resultados indicam que é difícil obter vantagens da utilização destes produtos relativamente aos fertilizantes convencionais. Muitos produtos foram desenvolvidos para condições ecológicas específicas, mas que são depois comerciados em territórios mais alargados. O reduzido trabalho de investigação que tem sido feito pelo sistema científico nacional nesta matéria torna este assunto um duelo praticamente exclusivo entre comerciais e produtores, com prejuízo potencial para os segundos.