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Caraterização morfológica e química de acessos de tomate (Solanum lycopersicum L.) conservados no Banco Português de Germoplasma Vegetal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os trabalhos realizados no âmbito desta dissertação de mestrado basearam-se na caracterização morfológica e química de alguns acessos de variedades regionais de Solanum lycopersicum L., armazenadas no Banco Português de Germoplasma Vegetal. Para tal procedeu-se ao cultivo das plantas de cada acesso e à respetiva descrição morfológica, recorrendo a vários descritores relativos às principais características morfológicas e agronómicas das populações em ensaio. Algumas das variedades ensaiadas, correspondentes aos acessos 16388, 11363, 12506, 11350 e 11465, obtiveram os melhores resultados, e como tal têm nas suas populações plantas com caraterísticas mais vantajosas do ponto de vista morfológico e agronómico. Realizaram-se ainda estudos analíticos para avaliar as características nutricionais e bioativas dos frutos e de material vegetal correspondente a subprodutos da cultura. Concluímos que foram os acessos 13034 e 12260 que obtiveram os melhores resultados relativamente às caraterísticas nutricionais. Quanto aos subprodutos analisados, foram os lançamentos de poda em verde que obtiveram as maiores concentrações de fenóis e flavonoides, enquanto que a parte aérea das plantas em fim de ciclo de cultivo apresentaram melhores resultados de atividade captadora de radicais DPPH e poder redutor, e também maior concentração de clorofilas. Confirma-se que o tomate contém compostos com propriedades benéficas para a saúde, e que os subprodutos da planta são uma boa fonte de compostos bioativos que podem ser reutilizados pela indústria. A identificação e análise das principais diferenças entre os acessos de variedades regionais de tomate são uma forma de valorizar a informação acerca deste germoplasma conservado, o que facilita a sua utilização quer a nível agrícola como alimentar, em programas de reintrodução em cultura e melhoramento de plantas.
Autores principais:Martins, Valter
Assunto:Solanum lycopersicum L. Germoplasma vegeta
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Os trabalhos realizados no âmbito desta dissertação de mestrado basearam-se na caracterização morfológica e química de alguns acessos de variedades regionais de Solanum lycopersicum L., armazenadas no Banco Português de Germoplasma Vegetal. Para tal procedeu-se ao cultivo das plantas de cada acesso e à respetiva descrição morfológica, recorrendo a vários descritores relativos às principais características morfológicas e agronómicas das populações em ensaio. Algumas das variedades ensaiadas, correspondentes aos acessos 16388, 11363, 12506, 11350 e 11465, obtiveram os melhores resultados, e como tal têm nas suas populações plantas com caraterísticas mais vantajosas do ponto de vista morfológico e agronómico. Realizaram-se ainda estudos analíticos para avaliar as características nutricionais e bioativas dos frutos e de material vegetal correspondente a subprodutos da cultura. Concluímos que foram os acessos 13034 e 12260 que obtiveram os melhores resultados relativamente às caraterísticas nutricionais. Quanto aos subprodutos analisados, foram os lançamentos de poda em verde que obtiveram as maiores concentrações de fenóis e flavonoides, enquanto que a parte aérea das plantas em fim de ciclo de cultivo apresentaram melhores resultados de atividade captadora de radicais DPPH e poder redutor, e também maior concentração de clorofilas. Confirma-se que o tomate contém compostos com propriedades benéficas para a saúde, e que os subprodutos da planta são uma boa fonte de compostos bioativos que podem ser reutilizados pela indústria. A identificação e análise das principais diferenças entre os acessos de variedades regionais de tomate são uma forma de valorizar a informação acerca deste germoplasma conservado, o que facilita a sua utilização quer a nível agrícola como alimentar, em programas de reintrodução em cultura e melhoramento de plantas.