Publicação
Contributo para a caracterização da Santulhana uma cultivar minoritária produzida na Terra Fria Transmontana
| Resumo: | A presença de oliveiras nos países mediterrânicos acontece desde os primórdios da civilização, apresentando um papel muito importante do ponto de vista paisagístico, genético, cultural e econômico. Em Portugal, a região de Trás-os-Montes, localizada a norte do país, é caracterizada por parcelas oleícolas, que se desenvolvem maioritariamente em áreas pequenas, sendo que muitos olivais se caracterizam por serem tradicionais e em regime de sequeiro com uma predominância de algumas cultivares minoritárias e de dispersão localizada. A Santulhana, uma cultivar minoritária da “Terra Fria Transmontana”, possui alta expressividade nos concelhos de Bragança e Vimioso. Contudo, o conhecimento acerca do seu comportamento e composição química de seus azeites é escasso. O objetivo desse trabalho foi contribuir para o conhecimento desta cultivar acerca da fenologia, suscetibilidade a pragas e estudo da composição dos azeites monovarietais da cv. Santulhana após 3 e 12 meses da extração. Foi feito o acompanhamento de 3 olivais da região onde foi registrado a evolução dos estádios fenológicos e o acompanhamento da curva de voo da traça-da-oliveira (Prays oleae Bern.) e mosca-da-azeitona (Bactrocera oleae Rossi). Em relação a fenologia foi possível indicar o início dos estádios mais importantes para a determinação da produção como período de floração (30 de maio), formação de frutos (2 de junho) e lignificação do endocarpo (18 de julho). Já o estudo das pragas possibilitou relacionar a maior densidade populacional destes quanto ao estádio fenológico das oliveiras. Quanto aos azeites procedeu-se a avaliação dos parâmetros de qualidade, resistência a oxidação, atividade antioxidante e a análise sensorial descritiva. No que respeita aos parâmetros de qualidade, os azeites apresentaram baixos teores de acidez (0,2 a 0,3%), um índice de peróxido médio entre 3 a 6 mEqO2/kg de azeite, K232 entre 1,75 e 2,25, já K268 entre 0,13 e 0,19. Em relação à estabilidade oxidativa, esta permaneceu entre os intervalos de 10 a 12 horas estimadas, os teores de fenóis entre 300 e 400 mg de ácido gálico/kg de azeite e a inibição do radical livre 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH) entre 40 e 50%. Sensorialmente, após passados os 12 meses de extração os azeites evoluíram da predominância de um frutado verde para frutado maduro com notas intensas de frutos secos, maçã e tomate características do “terroir” transmontano. |
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| Autores principais: | Serafim, Ana Beatriz de Souza |
| Assunto: | Caracterização Azeite monovarietal Composição Fenologia Pragas chaves |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A presença de oliveiras nos países mediterrânicos acontece desde os primórdios da civilização, apresentando um papel muito importante do ponto de vista paisagístico, genético, cultural e econômico. Em Portugal, a região de Trás-os-Montes, localizada a norte do país, é caracterizada por parcelas oleícolas, que se desenvolvem maioritariamente em áreas pequenas, sendo que muitos olivais se caracterizam por serem tradicionais e em regime de sequeiro com uma predominância de algumas cultivares minoritárias e de dispersão localizada. A Santulhana, uma cultivar minoritária da “Terra Fria Transmontana”, possui alta expressividade nos concelhos de Bragança e Vimioso. Contudo, o conhecimento acerca do seu comportamento e composição química de seus azeites é escasso. O objetivo desse trabalho foi contribuir para o conhecimento desta cultivar acerca da fenologia, suscetibilidade a pragas e estudo da composição dos azeites monovarietais da cv. Santulhana após 3 e 12 meses da extração. Foi feito o acompanhamento de 3 olivais da região onde foi registrado a evolução dos estádios fenológicos e o acompanhamento da curva de voo da traça-da-oliveira (Prays oleae Bern.) e mosca-da-azeitona (Bactrocera oleae Rossi). Em relação a fenologia foi possível indicar o início dos estádios mais importantes para a determinação da produção como período de floração (30 de maio), formação de frutos (2 de junho) e lignificação do endocarpo (18 de julho). Já o estudo das pragas possibilitou relacionar a maior densidade populacional destes quanto ao estádio fenológico das oliveiras. Quanto aos azeites procedeu-se a avaliação dos parâmetros de qualidade, resistência a oxidação, atividade antioxidante e a análise sensorial descritiva. No que respeita aos parâmetros de qualidade, os azeites apresentaram baixos teores de acidez (0,2 a 0,3%), um índice de peróxido médio entre 3 a 6 mEqO2/kg de azeite, K232 entre 1,75 e 2,25, já K268 entre 0,13 e 0,19. Em relação à estabilidade oxidativa, esta permaneceu entre os intervalos de 10 a 12 horas estimadas, os teores de fenóis entre 300 e 400 mg de ácido gálico/kg de azeite e a inibição do radical livre 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH) entre 40 e 50%. Sensorialmente, após passados os 12 meses de extração os azeites evoluíram da predominância de um frutado verde para frutado maduro com notas intensas de frutos secos, maçã e tomate características do “terroir” transmontano. |
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