Publicação
Conhecimentos dos enfermeiros relativamente à infeção pelo vírus Zika
| Resumo: | A infeção pelo vírus Zika é uma doença viral geralmente assintomática ou de sintomatologia ligeira que se apresenta com febres, cefaleias, erupção cutânea dores articulares e conjuntivites, causada pelo vírus Zika transmitido usualmente pelo mosquito do género aedes, o mesmo vetor que transmite outras doenças como a dengue, febre-amarela, chikunguia e outros. A infeção por vírus Zika diferencia-se das outras doenças flavivíricas, pela sua rápida expansão a nível mundial e a sua ligação com o aumento de transtornos neurológicos e mal formações congénitas como a microcefalia em recém nascidos de mães infetadas com o vírus no primeiro trimestre da gestação e a síndrome de Guillain Barré (Focosi, Maggi, & Pistello, 2016). Esta investigação pretende identificar os conhecimentos de enfermeiros em dois contextos geográficos distintos relativamente à infeção pelo vírus Zika e definiram-se como principais objetivos: - Avaliar o nível de conhecimentos face à infeção pelo vírus Zika de enfermeiros prestadores de Cuidados de Saúde Primários no distrito de Bragança – Portugal e Cuanza Sul (Sumbe) – Angola estabelecendo a comparação entre os dois grupos. - Identificar as principais fontes de informação acerca da infeção pelo vírus Zika. A uma amostra por conveniência de 79 enfermeiros portugueses e 30 angolanos foi aplicado o questionário KAP desenvolvido pela OMS (2016) no sentido de desenvolver um estudo analítico de caráter transversal. Os principais resultados para as componentes transmissão, prevenção e riscos, evidenciam que nas duas primeiras componentes os resultados dos dois grupos são similares com um score mediano de 26,0 (p= 0,904), para componente transmissão e um score mediano de 7,5 (p=0,830) para a componente de prevenção. Já na componente riscos constatou-se uma diferença significativa entre os dois grupos na qual os enfermeiros portugueses apresentam um score mediano significativamente mais elevado (12,0 versus 9,0; p=0,004), resultados que evidenciam a necessidade de intervenção particularmente junto da comunidade de enfermeiros angolanos. |
|---|---|
| Autores principais: | Neto, Felizardo da Costa |
| Assunto: | Zika Conhecimentos Enfermeiros |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A infeção pelo vírus Zika é uma doença viral geralmente assintomática ou de sintomatologia ligeira que se apresenta com febres, cefaleias, erupção cutânea dores articulares e conjuntivites, causada pelo vírus Zika transmitido usualmente pelo mosquito do género aedes, o mesmo vetor que transmite outras doenças como a dengue, febre-amarela, chikunguia e outros. A infeção por vírus Zika diferencia-se das outras doenças flavivíricas, pela sua rápida expansão a nível mundial e a sua ligação com o aumento de transtornos neurológicos e mal formações congénitas como a microcefalia em recém nascidos de mães infetadas com o vírus no primeiro trimestre da gestação e a síndrome de Guillain Barré (Focosi, Maggi, & Pistello, 2016). Esta investigação pretende identificar os conhecimentos de enfermeiros em dois contextos geográficos distintos relativamente à infeção pelo vírus Zika e definiram-se como principais objetivos: - Avaliar o nível de conhecimentos face à infeção pelo vírus Zika de enfermeiros prestadores de Cuidados de Saúde Primários no distrito de Bragança – Portugal e Cuanza Sul (Sumbe) – Angola estabelecendo a comparação entre os dois grupos. - Identificar as principais fontes de informação acerca da infeção pelo vírus Zika. A uma amostra por conveniência de 79 enfermeiros portugueses e 30 angolanos foi aplicado o questionário KAP desenvolvido pela OMS (2016) no sentido de desenvolver um estudo analítico de caráter transversal. Os principais resultados para as componentes transmissão, prevenção e riscos, evidenciam que nas duas primeiras componentes os resultados dos dois grupos são similares com um score mediano de 26,0 (p= 0,904), para componente transmissão e um score mediano de 7,5 (p=0,830) para a componente de prevenção. Já na componente riscos constatou-se uma diferença significativa entre os dois grupos na qual os enfermeiros portugueses apresentam um score mediano significativamente mais elevado (12,0 versus 9,0; p=0,004), resultados que evidenciam a necessidade de intervenção particularmente junto da comunidade de enfermeiros angolanos. |
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