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Um olhar sobre as OCEPE: refletir o presente e perspetivar o futuro
| Summary: | A reflexão que apresento centra-se numa análise interpretativa que fiz ao documento das novas OCEPE (Silva, Marques, Mata & Rosa, 2016), tendo em conta três dimensões presentes no documento: o modo de fazer pedagógico; a imagem de criança; a imagem de educadora. Estes aspetos constituem, em meu entender, desafios à ação dos educado- res de infância. Sabemos que as interpreta- ções que cada um faz dos documentos de- pendem, em muito, das suas crenças e con- ceções. Por isso, naturalizam-se os discursos e as palavras passam a justificar práticas que nunca se transformam. O maior desafio é o de termos a capacidade de fazer uma leitura do documento que nos inquiete, que nos faça sair do conforto do vivido, que nos ajude a construir sentidos e, sobretudo, que se afirme na capacidade de construirmos uma outra intencionalidade educativa. Importa, por isso, assumir uma atitude problematizadora de investigar os “quês”, os “porquês” e os “comos” do fazer pedagógico. A minha leitura vai no sentido mais profundo de perceber o documento não como um caminho traçado, mas como um caminho a descobrir, perspetivando a qualidade educativa como uma construção quotidiana. |
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| Main Authors: | Mesquita, Cristina |
| Subject: | OCEPE Educação Pré-escolar Educadores de Infância |
| Year: | 2016 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | article |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Biblioteca Digital do IPB |
| Summary: | A reflexão que apresento centra-se numa análise interpretativa que fiz ao documento das novas OCEPE (Silva, Marques, Mata & Rosa, 2016), tendo em conta três dimensões presentes no documento: o modo de fazer pedagógico; a imagem de criança; a imagem de educadora. Estes aspetos constituem, em meu entender, desafios à ação dos educado- res de infância. Sabemos que as interpreta- ções que cada um faz dos documentos de- pendem, em muito, das suas crenças e con- ceções. Por isso, naturalizam-se os discursos e as palavras passam a justificar práticas que nunca se transformam. O maior desafio é o de termos a capacidade de fazer uma leitura do documento que nos inquiete, que nos faça sair do conforto do vivido, que nos ajude a construir sentidos e, sobretudo, que se afirme na capacidade de construirmos uma outra intencionalidade educativa. Importa, por isso, assumir uma atitude problematizadora de investigar os “quês”, os “porquês” e os “comos” do fazer pedagógico. A minha leitura vai no sentido mais profundo de perceber o documento não como um caminho traçado, mas como um caminho a descobrir, perspetivando a qualidade educativa como uma construção quotidiana. |
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