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Estudos preliminares de populações de mexilhão-de-rio (Margaritifera margaritifera l.) nos rios Rabaçal e Tuela Nordeste de Portugal): análise do habitat e da qualidade da água e sedimentos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Permanecem pouco estudadas as condições ecológicas dos rios Rabaçal e Tuela que permitem a existência de populações viáveis de mexilhão-de-rio (Margaritifera margaritifera L.). Estudos preliminares realizados no Verão de 2009 permitiram caracterizar o habitat e microhabitat usado pela espécie assim como a qualidade da água e sedimentos. Relativamente ao habitat foi aplicada a metodologia RHS (River Habitat Survey) complementada com uma análise do microhabitat. Realizaram-se 30 transectos por cada troço de rio seleccionado e determinadas as variáveis da profundidade, substrato dominante e sub-dominante, velocidade da corrente, medida na coluna de água e no leito, e cobertura em cada área amostrada (0.25 cm2). A M. margaritifera apresentou uma distribuição espacial não aleatória, concentrando-se em zonas específicas. As curvas de preferência permitiram detectar diferenças entre os juvenis, presentes maioritariamente em habitats com corrente, menor profundidade e substrato grosseiro (pedras e seixos), e os adultos, de distribuição mais ampla, capazes de colonizar zonas lênticas, com maior profundidade, ausência de corrente e substrato de granulometria fina (areias). No que respeita à qualidade da água detectou-se baixo teor sais dissolvidos (condutividade < 50 µScm-1) e nutrientes (N-Total <0,1 mg/L) (POM <3 mg/L PIM < 0,01mg/L). Apesar da qualidade da água ser elevada foi detectada uma baixa concentração de coliformes totais na água e sedimento indicando alguma influência antropogénica. Como medida de conservação da espécie nestes rios afigura-se essencial a monitorização das descargas de efluentes domésticos, dos efeitos da regularização e sobrepesca com o intuito de evitar a regressão assinalada noutros rios de Portugal.
Autores principais:Teixeira, Amílcar
Outros Autores:Lima, Manuel; Machado, Jorge; Hinzmann, Mariana; Cortes, Rui M.V.; Varandas, Simone; Antunes, Filipa
Assunto:Margaritifera margaritifera Habitat Qualidade da água Sedimentos
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Permanecem pouco estudadas as condições ecológicas dos rios Rabaçal e Tuela que permitem a existência de populações viáveis de mexilhão-de-rio (Margaritifera margaritifera L.). Estudos preliminares realizados no Verão de 2009 permitiram caracterizar o habitat e microhabitat usado pela espécie assim como a qualidade da água e sedimentos. Relativamente ao habitat foi aplicada a metodologia RHS (River Habitat Survey) complementada com uma análise do microhabitat. Realizaram-se 30 transectos por cada troço de rio seleccionado e determinadas as variáveis da profundidade, substrato dominante e sub-dominante, velocidade da corrente, medida na coluna de água e no leito, e cobertura em cada área amostrada (0.25 cm2). A M. margaritifera apresentou uma distribuição espacial não aleatória, concentrando-se em zonas específicas. As curvas de preferência permitiram detectar diferenças entre os juvenis, presentes maioritariamente em habitats com corrente, menor profundidade e substrato grosseiro (pedras e seixos), e os adultos, de distribuição mais ampla, capazes de colonizar zonas lênticas, com maior profundidade, ausência de corrente e substrato de granulometria fina (areias). No que respeita à qualidade da água detectou-se baixo teor sais dissolvidos (condutividade < 50 µScm-1) e nutrientes (N-Total <0,1 mg/L) (POM <3 mg/L PIM < 0,01mg/L). Apesar da qualidade da água ser elevada foi detectada uma baixa concentração de coliformes totais na água e sedimento indicando alguma influência antropogénica. Como medida de conservação da espécie nestes rios afigura-se essencial a monitorização das descargas de efluentes domésticos, dos efeitos da regularização e sobrepesca com o intuito de evitar a regressão assinalada noutros rios de Portugal.