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Concordância entre a autoperceção e indicadores objetivos dos níveis de atividade física em jovens adultos portugueses

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Resumo:Introdução: A atividade física é um meio de prevenção de doenças e uma das melhores formas de promover a saúde de uma população. Apesar dos indivíduos conhecerem os inúmeros benefícios da sua prática, nem sempre o fazem, sobrestimando por vezes quando reportam a prática regular, originando resultados na literatura pouco consistentes. Portanto, há a necessidade de ter ambas as estimativas de atividade física, autoreportada e objetivamente medida, para verificar se esse viés persiste. Objetivo: Descrever as diferenças entre a autoperceção dos níveis de atividade física e indicadores objetivos de execução, em jovens adultos Portugueses. Metodologia: Na primeira avaliação, numa subamostra (n=50, 66% do sexo feminino) foi avaliada a atividade física através de questionário (Atividade física habitual) e de acelerómetro (4 dias consecutivos). Desta subamostra, 30 jovens adultos (70% do sexo feminino) compareceram ao follow-up, obtendo estimativas do dispêndio energético com recurso ao pedómetro (7 dias consecutivos) e questionário (IPAQ, últimos 7 dias). Foi calculado o coeficiente de correlação de Spearman para avaliar a correlação entre: questionário de Atividade física habitual e acelerómetro (1º momento); questionário IPAQ e o pedómetro (2º momento). Aplicou-se o teste de Wilcoxon para testar as diferenças entre os valores medianos de dispêndio energético nos diferentes métodos aplicados. Resultados: No 1º momento, não se observaram diferenças estatisticamente significativas entre o dispêndio energético mediano obtido pelo questionário quando comparado com os resultados via acelerometria. Do mesmo modo, no 2º momento de avaliação, não se revelaram diferenças estatisticamente significativas (p=0.289) nos valores medianos estimados de gasto calórico, entre os dois métodos de avaliação. Observou-se uma concordância entre a autoperceção e os indicadores objetivos dos níveis de atividade física, com valores de correlação moderados a altos (0,64-0,82). Conclusão: Em ambos os momentos de avaliação da atividade física (baseline e follow-up) não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre o dispêndio energético autoreportado e o estimado por métodos de maior precisão e validade.
Autores principais:Gomes, Joana Isabel Almendra
Assunto:Atividade física Dispêndio energético Pedómetro IPAQ Jovens adultos
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Introdução: A atividade física é um meio de prevenção de doenças e uma das melhores formas de promover a saúde de uma população. Apesar dos indivíduos conhecerem os inúmeros benefícios da sua prática, nem sempre o fazem, sobrestimando por vezes quando reportam a prática regular, originando resultados na literatura pouco consistentes. Portanto, há a necessidade de ter ambas as estimativas de atividade física, autoreportada e objetivamente medida, para verificar se esse viés persiste. Objetivo: Descrever as diferenças entre a autoperceção dos níveis de atividade física e indicadores objetivos de execução, em jovens adultos Portugueses. Metodologia: Na primeira avaliação, numa subamostra (n=50, 66% do sexo feminino) foi avaliada a atividade física através de questionário (Atividade física habitual) e de acelerómetro (4 dias consecutivos). Desta subamostra, 30 jovens adultos (70% do sexo feminino) compareceram ao follow-up, obtendo estimativas do dispêndio energético com recurso ao pedómetro (7 dias consecutivos) e questionário (IPAQ, últimos 7 dias). Foi calculado o coeficiente de correlação de Spearman para avaliar a correlação entre: questionário de Atividade física habitual e acelerómetro (1º momento); questionário IPAQ e o pedómetro (2º momento). Aplicou-se o teste de Wilcoxon para testar as diferenças entre os valores medianos de dispêndio energético nos diferentes métodos aplicados. Resultados: No 1º momento, não se observaram diferenças estatisticamente significativas entre o dispêndio energético mediano obtido pelo questionário quando comparado com os resultados via acelerometria. Do mesmo modo, no 2º momento de avaliação, não se revelaram diferenças estatisticamente significativas (p=0.289) nos valores medianos estimados de gasto calórico, entre os dois métodos de avaliação. Observou-se uma concordância entre a autoperceção e os indicadores objetivos dos níveis de atividade física, com valores de correlação moderados a altos (0,64-0,82). Conclusão: Em ambos os momentos de avaliação da atividade física (baseline e follow-up) não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre o dispêndio energético autoreportado e o estimado por métodos de maior precisão e validade.