Publicação
Efeito do regime hídrico e da aplicação de caulino na mitigação do stresse hídrico da amendoeira (Prunus dulcis (Mill.) D.A. Webb)
| Resumo: | Na região de Trás-os-Montes, os pomares de amendoeiras são maioritariamente cultivados em condições de sequeiro, em que as árvores, durante parte do seu ciclo vegetativo, sofrem um stresse hídrico severo, com consequência na redução da produtividade. Tendo em conta as alterações climáticas em que a situação de secura estival tende a agravar-se, colocando em risco a sustentabilidade da cultura, o estudo de estratégias para mitigar o efeito do stresse hídrico é de interesse muito relevante. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo avaliar a resposta da amendoeira a duas estratégias de mitigação do efeito do stresse hídrico nas variedades Vairo e Constantí: a rega deficitária e a aplicação foliar de caulino. O estudo foi realizado num amendoal, situado em Alfândega da Fé (lat. 41°20'37.1"N; long. 6°56'32.8"W, alt. 550 m). Foi implementado um delineamento experimental em blocos causalizados com dois regimes hídricos: rega correspondente a 100% da evapotranspiração da cultura (100% ETc) e rega correspondente a 100%ETc até ao fim do crescimento do fruto (julho) e redução posterior para 35% da ETc (100/35% ETc), e um tratamento de caulino em cada regime hídrico, nas variedades Vairo e Constantí. Ao longo do ciclo vegetativo foram avaliados diferentes parâmetros fisiológicos (potencial hídrico, trocas gasosas, índice relativo de clorofila, índice de vegetação por diferença normalizada) e, no final, parâmetros físicos da qualidade da amêndoa (biometria, textura e cor) e parâmetros agronómicos (produtividade do amendoal e produtividade da água). Os resultados mostram o efeito positivo da rega que se traduz num maior conforto hídrico das amendoeiras regadas com 100% da ETc durante o ciclo vegetativo em comparação com as amendoeiras em que a rega foi reduzida a 35% da ETc. A aplicação de caulino não influenciou o estado hídrico das amendoeiras nos dois regimes hídricos estudados. O maior conforto hídrico não se traduziu, contudo, de forma significativa no comportamento fisiológico nem na generalidade dos parâmetros da qualidade da amêndoa. Relativamente aos parâmetros agronómicos, o tratamento com rega de 100% da ETc, da variedade Vairo, foi o que obteve maior produtividade em amêndoa com casca (2785 kg ha-1). Um dos aspetos mais importantes que pode ser retirado deste trabalho, refere-se ao facto de a rega deficitária não ter tido um impacto drástico na redução da produtividade, traduzindo-se esse facto num incremento da produtividade da água e, por essa via, contribuindo para a sustentabilidade do regadio no amendoal. |
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| Autores principais: | Capitão, Susana dos Anjos |
| Assunto: | Rega deficitária Caulino Stresse hídrico Amendoeira Trás-os-Montes |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Na região de Trás-os-Montes, os pomares de amendoeiras são maioritariamente cultivados em condições de sequeiro, em que as árvores, durante parte do seu ciclo vegetativo, sofrem um stresse hídrico severo, com consequência na redução da produtividade. Tendo em conta as alterações climáticas em que a situação de secura estival tende a agravar-se, colocando em risco a sustentabilidade da cultura, o estudo de estratégias para mitigar o efeito do stresse hídrico é de interesse muito relevante. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo avaliar a resposta da amendoeira a duas estratégias de mitigação do efeito do stresse hídrico nas variedades Vairo e Constantí: a rega deficitária e a aplicação foliar de caulino. O estudo foi realizado num amendoal, situado em Alfândega da Fé (lat. 41°20'37.1"N; long. 6°56'32.8"W, alt. 550 m). Foi implementado um delineamento experimental em blocos causalizados com dois regimes hídricos: rega correspondente a 100% da evapotranspiração da cultura (100% ETc) e rega correspondente a 100%ETc até ao fim do crescimento do fruto (julho) e redução posterior para 35% da ETc (100/35% ETc), e um tratamento de caulino em cada regime hídrico, nas variedades Vairo e Constantí. Ao longo do ciclo vegetativo foram avaliados diferentes parâmetros fisiológicos (potencial hídrico, trocas gasosas, índice relativo de clorofila, índice de vegetação por diferença normalizada) e, no final, parâmetros físicos da qualidade da amêndoa (biometria, textura e cor) e parâmetros agronómicos (produtividade do amendoal e produtividade da água). Os resultados mostram o efeito positivo da rega que se traduz num maior conforto hídrico das amendoeiras regadas com 100% da ETc durante o ciclo vegetativo em comparação com as amendoeiras em que a rega foi reduzida a 35% da ETc. A aplicação de caulino não influenciou o estado hídrico das amendoeiras nos dois regimes hídricos estudados. O maior conforto hídrico não se traduziu, contudo, de forma significativa no comportamento fisiológico nem na generalidade dos parâmetros da qualidade da amêndoa. Relativamente aos parâmetros agronómicos, o tratamento com rega de 100% da ETc, da variedade Vairo, foi o que obteve maior produtividade em amêndoa com casca (2785 kg ha-1). Um dos aspetos mais importantes que pode ser retirado deste trabalho, refere-se ao facto de a rega deficitária não ter tido um impacto drástico na redução da produtividade, traduzindo-se esse facto num incremento da produtividade da água e, por essa via, contribuindo para a sustentabilidade do regadio no amendoal. |
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