Publicação

De A Bela Adormecida a A Princesa Atrevida: a (des)construção dos Contos de Fadas na Literatura de potencial receção infantil

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Com base na leitura comparada de duas obras de potencial receção infantil: A Bela Adormecida, um conto clássico escrito pelos irmãos Jacob (1785 -1863) e Wilhelm Grimm (1786 – 1859) e A Princesa Atrevida, estória escrita por Martin Waddell e ilustrada por Patrick Benson (1986), pretendemos provar como a Literatura contemporânea para a Infância se preocupa com a desconstrução de estereótipos e a (re)criação de mentalidades e formas de estar e pensar condicentes com um mundo global, plural e democrático. Sublinharemos, também, a importância de trabalhar esta literatura contemporânea, em contexto formal de educação, seja a nível do Pré-escolar, seja a nível do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Como forma de cumprir os objetivos que definimos, delineámos os aspetos teóricos considerados mais relevantes para a análise de conteúdo dos contos A Bela Adormecida e da sua versão parodiada: A Princesa Atrevida. Os aspetos que fundamentalmente guiaram o nosso estudo prendem-se com o facto de a leitura de qualquer dos contos ser, por essência, suscetível de várias interpretações e poder ser compreendida em vários planos, revelando-se multívoca e convidando a uma ‘leitura aberta’, ou mesmo a leituras sucessivas e múltiplas. Desta forma, procurámos fazer uma leitura pessoal fundamentada em alguns autores de referência, tais como: Bettleheim e Propp. Num primeiro ponto, apresentaremos os paralelismos e as diferenças que estabelecemos entre estes contos, fazendo a apresentação das personagens e algumas atribuições simbólicas. Num segundo ponto, apresentaremos os níveis da narrativa dos contos: Bela Adormecida e A Princesa Atrevida, no original: The tough princess, seguindo algumas das orientações relativas às categorias essenciais da narrativa defendidas por Bettleheim. Em seguida, sistematizaremos os pontos de convergência e de divergência das narrativas, ressalvando o modelo estrutural e sintetizado de Propp. No terceiro ponto, analisaremos o conto A Princesa Atrevida, enfatizando as simbologias renovadoras da narrativa de Waddell. Com esta reflexão, pretendemos também oferecer novas formas de pôr em prática a nossa criatividade ao nível da partilha e interpretação de histórias, que sejam capazes de tocar nos imaginários das crianças, fazendo-as refletir sobre os valores morais essenciais, a noção de família, a paridade de géneros, enfim, a organização da sociedade do tempo em que vivem.
Autores principais:Magalhães, Cristina
Outros Autores:Ribeiro, Maria do Céu; Guerreiro, Carla Alexandra do Espírito Santo
Assunto:Contos de fadas Simbologia Desconstrução Literatura para a infância
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Com base na leitura comparada de duas obras de potencial receção infantil: A Bela Adormecida, um conto clássico escrito pelos irmãos Jacob (1785 -1863) e Wilhelm Grimm (1786 – 1859) e A Princesa Atrevida, estória escrita por Martin Waddell e ilustrada por Patrick Benson (1986), pretendemos provar como a Literatura contemporânea para a Infância se preocupa com a desconstrução de estereótipos e a (re)criação de mentalidades e formas de estar e pensar condicentes com um mundo global, plural e democrático. Sublinharemos, também, a importância de trabalhar esta literatura contemporânea, em contexto formal de educação, seja a nível do Pré-escolar, seja a nível do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Como forma de cumprir os objetivos que definimos, delineámos os aspetos teóricos considerados mais relevantes para a análise de conteúdo dos contos A Bela Adormecida e da sua versão parodiada: A Princesa Atrevida. Os aspetos que fundamentalmente guiaram o nosso estudo prendem-se com o facto de a leitura de qualquer dos contos ser, por essência, suscetível de várias interpretações e poder ser compreendida em vários planos, revelando-se multívoca e convidando a uma ‘leitura aberta’, ou mesmo a leituras sucessivas e múltiplas. Desta forma, procurámos fazer uma leitura pessoal fundamentada em alguns autores de referência, tais como: Bettleheim e Propp. Num primeiro ponto, apresentaremos os paralelismos e as diferenças que estabelecemos entre estes contos, fazendo a apresentação das personagens e algumas atribuições simbólicas. Num segundo ponto, apresentaremos os níveis da narrativa dos contos: Bela Adormecida e A Princesa Atrevida, no original: The tough princess, seguindo algumas das orientações relativas às categorias essenciais da narrativa defendidas por Bettleheim. Em seguida, sistematizaremos os pontos de convergência e de divergência das narrativas, ressalvando o modelo estrutural e sintetizado de Propp. No terceiro ponto, analisaremos o conto A Princesa Atrevida, enfatizando as simbologias renovadoras da narrativa de Waddell. Com esta reflexão, pretendemos também oferecer novas formas de pôr em prática a nossa criatividade ao nível da partilha e interpretação de histórias, que sejam capazes de tocar nos imaginários das crianças, fazendo-as refletir sobre os valores morais essenciais, a noção de família, a paridade de géneros, enfim, a organização da sociedade do tempo em que vivem.