Publicação
Efeito de condicionadores do solo à base de resíduos olivícolas no controle de processos de degradação do solo
| Resumo: | Os subprodutos das oliveiras estão arraigados na história portuguesa e na região transmontana, de forma que não é possível referir-se à um sem mencionar o outro. A cultura das oliveiras nas terras de Trás-os-Montes produz azeites de qualidade notável, e sua indústria é de suma importância para a região e para o país. Por ser uma região marcada pelo caráter semiárido mediterrânico, moldada por temperaturas rigorosas e pluviosidade baixa, características próprias de manejo do solo, dentre outros fatores, Trás-os-Montes apresenta hoje um dos cenários de maior risco quando o assunto é desertificação. Dados do INE/2011 apontam para uma tendência de ampliação das áreas suscetíveis à desertificação nessa zona, e tal fator está intrinsecamente ligado ao modo de produção das culturas e técnicas de uso e manejo, preparo e manutenção do solo transmontano e erosão hídrica. Ademais, aspetos relacionados ao uso dos subprodutos e resíduos dessa indústria merecem a devida atenção. O bagaço da azeitona se apresenta como um dos mais promissores subprodutos da fileira do azeite, tanto pelo seu potencial energético, quanto pela possibilidade de ser utilizado como um condicionador do solo. Neste contexto, o trabalho realizado teve como objetivo avaliar a erodibilidade e a destacabilidade do solo mais representado nos olivais transmontanos (Idox – Leptossolo Dístrico Xístico de Rochas e Afins) a partir da realização de simulações de chuvas, com avaliação de salpico, perda de solo e escoamento, em tabuleiros de 310,5 cm2, com 3 repetições (tratamento), utilizando três corretivos orgânicos à base de bagaço de azeitona advindos de pilhas de compostagem com concentração referente à 1,2 kg/m2 e dois corretivos orgânicos à base de bagaço extratado advindos de indústria extratora de óleo de bagaço de azeitona com concentração de 1,2 kg/m2, até, finalmente, em um cenário de menor vulnerabilidade, com o uso do polímero, a Poliacrilamida, PAM. Totalizando, foram realizadas 7 simulações de chuva de 30 minutos de duração cada uma, onde os solos eram submetidos a uma inclinação constante de 15% e intensidade da chuva padronizada de 59,36 mm/h. Pode-se concluir a partir deste trabalho uma clara eficácia do condicionador sintético frente aos demais tratamentos. Observou-se, também, a importância da concentração de matéria orgânica em se tratando da destacabilidade, uma vez que os solos tratados com o condicionador orgânico composto apresentaram valores de 31,63% inferiores quando comparados ao solo totalmente exposto com relação ao indicador destacabilidade. Em todos os casos que foram utilizados corretivos orgânicos, houve melhora nos parâmetros relacionados à erodibilidade, sendo que os dados revelam uma melhora de aproximadamente 11,20% quando comparados ao solo original. |
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| Autores principais: | Pereira, Agnes Dias Resende |
| Assunto: | Erosão hídrica Solos Bagaço de azeitona Condicionadores Simulador de chuva |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Os subprodutos das oliveiras estão arraigados na história portuguesa e na região transmontana, de forma que não é possível referir-se à um sem mencionar o outro. A cultura das oliveiras nas terras de Trás-os-Montes produz azeites de qualidade notável, e sua indústria é de suma importância para a região e para o país. Por ser uma região marcada pelo caráter semiárido mediterrânico, moldada por temperaturas rigorosas e pluviosidade baixa, características próprias de manejo do solo, dentre outros fatores, Trás-os-Montes apresenta hoje um dos cenários de maior risco quando o assunto é desertificação. Dados do INE/2011 apontam para uma tendência de ampliação das áreas suscetíveis à desertificação nessa zona, e tal fator está intrinsecamente ligado ao modo de produção das culturas e técnicas de uso e manejo, preparo e manutenção do solo transmontano e erosão hídrica. Ademais, aspetos relacionados ao uso dos subprodutos e resíduos dessa indústria merecem a devida atenção. O bagaço da azeitona se apresenta como um dos mais promissores subprodutos da fileira do azeite, tanto pelo seu potencial energético, quanto pela possibilidade de ser utilizado como um condicionador do solo. Neste contexto, o trabalho realizado teve como objetivo avaliar a erodibilidade e a destacabilidade do solo mais representado nos olivais transmontanos (Idox – Leptossolo Dístrico Xístico de Rochas e Afins) a partir da realização de simulações de chuvas, com avaliação de salpico, perda de solo e escoamento, em tabuleiros de 310,5 cm2, com 3 repetições (tratamento), utilizando três corretivos orgânicos à base de bagaço de azeitona advindos de pilhas de compostagem com concentração referente à 1,2 kg/m2 e dois corretivos orgânicos à base de bagaço extratado advindos de indústria extratora de óleo de bagaço de azeitona com concentração de 1,2 kg/m2, até, finalmente, em um cenário de menor vulnerabilidade, com o uso do polímero, a Poliacrilamida, PAM. Totalizando, foram realizadas 7 simulações de chuva de 30 minutos de duração cada uma, onde os solos eram submetidos a uma inclinação constante de 15% e intensidade da chuva padronizada de 59,36 mm/h. Pode-se concluir a partir deste trabalho uma clara eficácia do condicionador sintético frente aos demais tratamentos. Observou-se, também, a importância da concentração de matéria orgânica em se tratando da destacabilidade, uma vez que os solos tratados com o condicionador orgânico composto apresentaram valores de 31,63% inferiores quando comparados ao solo totalmente exposto com relação ao indicador destacabilidade. Em todos os casos que foram utilizados corretivos orgânicos, houve melhora nos parâmetros relacionados à erodibilidade, sendo que os dados revelam uma melhora de aproximadamente 11,20% quando comparados ao solo original. |
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