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Produtividade do milho e eficiência de uso de nitrogênio pela aplicação de fertilizantes de libertação controlada, fertilizantes estabilizados e matéria orgânica

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Resumo:O nitrogênio (N) é o nutriente que maior impacta a produtividade das culturas e aquele que é utilizado em maior quantidade na cultura do milho. Contudo, o mesmo está suscetível a perdas por diversos fenômenos, como volatilização de amônia, lixiviação de nitratos e desnitrificação. Estas perdas podem ascender a mais de 30 a 50% do N aplicado como fertilizante. O presente estudo tem por objetivo avaliar o efeito de fertilizantes que liberam os nutrientes de forma gradual para as plantas nas propriedades do solo, em particular na dinâmica do N, no crescimento e produtividade da cultura do milho e na eficiência do uso de N. O experimento foi conduzido na Quinta do Poulão em Bragança, com delineamento experimental completamente casualizado. Os tratamentos fertilizantes utilizados foram: um fertilizante mineral (nitrato de amônio, 27 %N) em três doses (50, 100 e 200 kg N ha-1); um fertilizante composto NPK de liberação controlada e um fertilizante estabilizado com um inibidor da nitrificação, ambos nas doses de 100 e 200 kg N ha1; um corretivo orgânico (estrume de vaca) em uma dose correspondente à aplicação de 100 kg N ha-1; e uma modalidade testemunha sem fertilização. Para cada tratamento foram incluidas 3 repetições. Foram realizadas avaliações sobre o estado nutricional das plantas através dos indicadores NDVI e SPAD, bem como da concentração de nutrientes nas folhas. No final do ciclo vegetativo foi avaliada a produtividade de forragem, o teor de nitrato nos caules (Stalk Nitrate Test) e a exportação de nutrientes. Foi avaliado ainda o teor de N mineral no solo em précobertura (PSNT, Pre-sidedress Soil Nitrate Test). Os resultados encontrados no teste de nitratos no solo e do nitrogênio mineral mostraram que quanto maior a dose de N aplicada, maior o risco de perdas de N através de lixiviação, desnitrificação e erosão. A produtividade apresentou efeito positivo ao aumento das doses de N aplicado comparado à modalidade testemunha. A maior produtividade foi encontrada no tratamento com fertilizante estabilizado, na dose de 200 kg ha-1, porém, os fertilizantes de liberação gradual não apresentaram diferença significativa para o fertilizante mineral convencional. A fertilização com corretivo orgânico não apresentou benefício significativo nos parâmetros avaliados.
Autores principais:Hendges, Igor Pereira
Assunto:Zea mays Fertilizantes de liberação lenta Fertilizantes estabilizados Fertilizantes de liberação controlada Corretivo orgânico Nitratos no solo em pré-cobertura Nitratos no caule
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O nitrogênio (N) é o nutriente que maior impacta a produtividade das culturas e aquele que é utilizado em maior quantidade na cultura do milho. Contudo, o mesmo está suscetível a perdas por diversos fenômenos, como volatilização de amônia, lixiviação de nitratos e desnitrificação. Estas perdas podem ascender a mais de 30 a 50% do N aplicado como fertilizante. O presente estudo tem por objetivo avaliar o efeito de fertilizantes que liberam os nutrientes de forma gradual para as plantas nas propriedades do solo, em particular na dinâmica do N, no crescimento e produtividade da cultura do milho e na eficiência do uso de N. O experimento foi conduzido na Quinta do Poulão em Bragança, com delineamento experimental completamente casualizado. Os tratamentos fertilizantes utilizados foram: um fertilizante mineral (nitrato de amônio, 27 %N) em três doses (50, 100 e 200 kg N ha-1); um fertilizante composto NPK de liberação controlada e um fertilizante estabilizado com um inibidor da nitrificação, ambos nas doses de 100 e 200 kg N ha1; um corretivo orgânico (estrume de vaca) em uma dose correspondente à aplicação de 100 kg N ha-1; e uma modalidade testemunha sem fertilização. Para cada tratamento foram incluidas 3 repetições. Foram realizadas avaliações sobre o estado nutricional das plantas através dos indicadores NDVI e SPAD, bem como da concentração de nutrientes nas folhas. No final do ciclo vegetativo foi avaliada a produtividade de forragem, o teor de nitrato nos caules (Stalk Nitrate Test) e a exportação de nutrientes. Foi avaliado ainda o teor de N mineral no solo em précobertura (PSNT, Pre-sidedress Soil Nitrate Test). Os resultados encontrados no teste de nitratos no solo e do nitrogênio mineral mostraram que quanto maior a dose de N aplicada, maior o risco de perdas de N através de lixiviação, desnitrificação e erosão. A produtividade apresentou efeito positivo ao aumento das doses de N aplicado comparado à modalidade testemunha. A maior produtividade foi encontrada no tratamento com fertilizante estabilizado, na dose de 200 kg ha-1, porém, os fertilizantes de liberação gradual não apresentaram diferença significativa para o fertilizante mineral convencional. A fertilização com corretivo orgânico não apresentou benefício significativo nos parâmetros avaliados.