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Correlação entre o grau de complexidade e o grau de regularidade e de saturação de paradigmas derivacionais

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Resumo:Este trabalho analisa a correlação entre o grau de complexidade e o grau de regularidade e de saturação de paradigmas derivacionais do português, através da análise de corpora. Na morfologia, o conceito de paradigma tem sido tradicionalmente usado no estudo da flexão e não no da derivação. Esta visão tem sido contrariada por estudos como Štekauer (2014) e Antoniová & Štekauer (2015). Antoniová & Štekauer (2015) aplicam o conceito de saturação aos paradigmas derivacionais para quantificação da regularidade dos paradigmas. Saturação (Körtvélyessy 2015) consiste no grau de completude dos paradigmas com lexemas existentes. Partindo destes pressupostos, este trabalho visa avaliar o grau de saturação nos paradigmas derivacionais do português contemporâneo. Os resultados do estudo evidenciam uma correlação entre o grau de complexidade do paradigma (número de operações derivacionais envolvidas no paradigma, compreendendo-se nestas operações os processos fonológicos-morfológicos-sintáticos-semânticos) e o grau de regularidade e saturação do paradigma. O estudo determina que quanto mais complexa for a constituição do paradigma, maior a sua regularidade e saturação. Assim, paradigmas com maior grau de complexidade, i.e., com maior número de operações derivacionais envolvidas, como aqueles que envolvem as operações derivacionais pressupostas em amarelecimento (verbalização em -ec- e nominalização em -ment(o)) ou sustentabilidade (adjetivalização em -vel e nominalização em -idad(e)), apresentam maior regularidade e saturação do que paradigmas menos complexos, i.e., com menor número de operações derivacionais envolvidas, exemplificados por lexemas como varrimento (nominalização em -ment(o)) ou claridade (nominalização em -idad(e)).
Autores principais:Rodrigues, Alexandra Soares
Assunto:Paradigma Formação de palavras Regularidade Previsibilidade
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Este trabalho analisa a correlação entre o grau de complexidade e o grau de regularidade e de saturação de paradigmas derivacionais do português, através da análise de corpora. Na morfologia, o conceito de paradigma tem sido tradicionalmente usado no estudo da flexão e não no da derivação. Esta visão tem sido contrariada por estudos como Štekauer (2014) e Antoniová & Štekauer (2015). Antoniová & Štekauer (2015) aplicam o conceito de saturação aos paradigmas derivacionais para quantificação da regularidade dos paradigmas. Saturação (Körtvélyessy 2015) consiste no grau de completude dos paradigmas com lexemas existentes. Partindo destes pressupostos, este trabalho visa avaliar o grau de saturação nos paradigmas derivacionais do português contemporâneo. Os resultados do estudo evidenciam uma correlação entre o grau de complexidade do paradigma (número de operações derivacionais envolvidas no paradigma, compreendendo-se nestas operações os processos fonológicos-morfológicos-sintáticos-semânticos) e o grau de regularidade e saturação do paradigma. O estudo determina que quanto mais complexa for a constituição do paradigma, maior a sua regularidade e saturação. Assim, paradigmas com maior grau de complexidade, i.e., com maior número de operações derivacionais envolvidas, como aqueles que envolvem as operações derivacionais pressupostas em amarelecimento (verbalização em -ec- e nominalização em -ment(o)) ou sustentabilidade (adjetivalização em -vel e nominalização em -idad(e)), apresentam maior regularidade e saturação do que paradigmas menos complexos, i.e., com menor número de operações derivacionais envolvidas, exemplificados por lexemas como varrimento (nominalização em -ment(o)) ou claridade (nominalização em -idad(e)).