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Transparência orçamental/fiscal e corrupção na união europeia: análise empírica

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Resumo:A transparência é fundamental para a boa governação, como também um fator sine qua non no combate à corrupção. Estudos indicam que, apesar dos progressos alcançados, a corrupção e outras irregularidades no setor público dos países da União Europeia fazem com que o score de transparência orçamental esteja ainda abaixo do almejado. Este trabalho visa analisar estatisticamente e compreender a relação entre a transparência orçamental/fiscal, fatores políticos e económicos na União Europeia, focando o período de 2010-2019, utilizando informações estatísticas atualizadas. Trata-se de um estudo quantitativo, explicativo, aplicado e experimental, desenvolvido a partir de 12 hipóteses formuladas com base na Teoria da Agência. A variável dependente é o Índice do Orçamento Aberto (OBI), além de outras 24 variáveis das quais, independentes e de controlo. A amostra resultante do estudo é composta por 14 países: Alemanha, Bulgária, Croácia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, França, Hungria, Itália, Polónia, Portugal, República Tcheca, Roménia e Suécia. A análise bivariada revelou uma associação positiva entre a transparência orçamental/fiscal e variáveis como "Índice de Perceção de Corrupção", "Receitas e Despesas Públicas per capita", "Liberdade Económica" e "População Total". Uma associação negativa foi observada entre o OBI e o "PIB per capita". Não foram encontradas associações estatisticamente significativas entre o OBI e "Endividamento" e "Densidade Demográfica". Na análise multivariada, o modelo mais explicativo incluiu “Receita per capita", "PIB per capita", "Endividamento" e "Despesas Públicas", apresentando um coeficiente de determinação ajustado de 65,8%. Conclui-se que o estudo é relevante para compreender os fatores que mais influenciam a transparência orçamental na União Europeia, destacando-se a necessidade de maior eficiência nos regulamentos e de educação financeira pública. Futuros estudos devem incluir novas variáveis para aumentar o poder preditivo do modelo.
Autores principais:Pereira, Kelly Joyce Coronel
Assunto:Transparência orçamental/fiscal Corrupção União Europeia Setor Público
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A transparência é fundamental para a boa governação, como também um fator sine qua non no combate à corrupção. Estudos indicam que, apesar dos progressos alcançados, a corrupção e outras irregularidades no setor público dos países da União Europeia fazem com que o score de transparência orçamental esteja ainda abaixo do almejado. Este trabalho visa analisar estatisticamente e compreender a relação entre a transparência orçamental/fiscal, fatores políticos e económicos na União Europeia, focando o período de 2010-2019, utilizando informações estatísticas atualizadas. Trata-se de um estudo quantitativo, explicativo, aplicado e experimental, desenvolvido a partir de 12 hipóteses formuladas com base na Teoria da Agência. A variável dependente é o Índice do Orçamento Aberto (OBI), além de outras 24 variáveis das quais, independentes e de controlo. A amostra resultante do estudo é composta por 14 países: Alemanha, Bulgária, Croácia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, França, Hungria, Itália, Polónia, Portugal, República Tcheca, Roménia e Suécia. A análise bivariada revelou uma associação positiva entre a transparência orçamental/fiscal e variáveis como "Índice de Perceção de Corrupção", "Receitas e Despesas Públicas per capita", "Liberdade Económica" e "População Total". Uma associação negativa foi observada entre o OBI e o "PIB per capita". Não foram encontradas associações estatisticamente significativas entre o OBI e "Endividamento" e "Densidade Demográfica". Na análise multivariada, o modelo mais explicativo incluiu “Receita per capita", "PIB per capita", "Endividamento" e "Despesas Públicas", apresentando um coeficiente de determinação ajustado de 65,8%. Conclui-se que o estudo é relevante para compreender os fatores que mais influenciam a transparência orçamental na União Europeia, destacando-se a necessidade de maior eficiência nos regulamentos e de educação financeira pública. Futuros estudos devem incluir novas variáveis para aumentar o poder preditivo do modelo.