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Purificação a seco do biodiesel etanólico através de adsorção utilizando materiais à base de casca de amêndoa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A demanda global de energia continua crescendo, devido, principalmente, ao crescimento populacional, ao desenvolvimento econômico e a urbanização acelerada, ocorrendo majoritariamente nas economias emergentes [1]. Os combustíveis baseados em petróleo e fontes não renováveis continuam dominando a fonte de energia global. Porém, a distribuição desigual dos recursos de combustíveis fósseis pode resultar em tensões geopolíticas, além de que o uso destes combustíveis promove uma grande emissão de poluentes na atmosfera, incluindo gases com efeito de estufa como o dióxido de carbono [2]. Nesse contexto, o biodiesel é uma possível alternativa para satisfazer a demanda de energia global em substituição dos combustíveis não renováveis, já que é considerado uma das melhores alternativas para substituir o diesel, devido a suas propriedades compatíveis, biodegradabilidade e origem renovável [3]. O biodiesel é produzido, normalmente, através da reação de transesterificação, utilizando, principalmente, óleos vegetais comestíveis como fonte de triglicerídeos. Por outro lado, o óleo alimentar usado (OAU) é uma ótima alternativa de matéria prima, já que é um resíduo produzido em grandes quantidades por indústrias alimentares, sendo descartado, geralmente, de maneira incorreta prejudicando o meio ambiente. Dessa maneira, o uso de OAU na produção do biodiesel, além de ser benéfico ambientalmente, por ser um resíduo doméstico ou industrial, possui um custo mais baixo em relação aos óleos vegetais [4]. A purificação do biodiesel é uma etapa importante do processo, já que os contaminantes presentes no biodiesel bruto, como o glicerol, trazem prejuízos aos motores, sendo necessário retirá-los, possibilitando, assim, a comercialização do combustível. Diversos métodos de purificação podem ser aplicados, sendo o mais comum alavagem com água, que implica a geração de grandes quantidades de efluentes aquosos. Porém, a fim de solubilizar o glicerol e outras impurezas contidas no biodiesel, métodos mais sustentáveis como a lavagem a seco, envolvendo a utilização de materiais adsorventes, são atualmente objeto de estudo, nomeadamente através do aproveitamento de resíduos agrícolas como precursores na produção dosmateriais adsorventes, tornando o processo ainda mais significante ambientalmente [5].
Autores principais:Mezzalira, Melissa Giacomet
Outros Autores:Gomes, Maria Carolina Sérgi; Queiroz, Ana; Ribeiro, António E.; Brito, Paulo
Assunto:Biodiesel Casca de amêndoa
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A demanda global de energia continua crescendo, devido, principalmente, ao crescimento populacional, ao desenvolvimento econômico e a urbanização acelerada, ocorrendo majoritariamente nas economias emergentes [1]. Os combustíveis baseados em petróleo e fontes não renováveis continuam dominando a fonte de energia global. Porém, a distribuição desigual dos recursos de combustíveis fósseis pode resultar em tensões geopolíticas, além de que o uso destes combustíveis promove uma grande emissão de poluentes na atmosfera, incluindo gases com efeito de estufa como o dióxido de carbono [2]. Nesse contexto, o biodiesel é uma possível alternativa para satisfazer a demanda de energia global em substituição dos combustíveis não renováveis, já que é considerado uma das melhores alternativas para substituir o diesel, devido a suas propriedades compatíveis, biodegradabilidade e origem renovável [3]. O biodiesel é produzido, normalmente, através da reação de transesterificação, utilizando, principalmente, óleos vegetais comestíveis como fonte de triglicerídeos. Por outro lado, o óleo alimentar usado (OAU) é uma ótima alternativa de matéria prima, já que é um resíduo produzido em grandes quantidades por indústrias alimentares, sendo descartado, geralmente, de maneira incorreta prejudicando o meio ambiente. Dessa maneira, o uso de OAU na produção do biodiesel, além de ser benéfico ambientalmente, por ser um resíduo doméstico ou industrial, possui um custo mais baixo em relação aos óleos vegetais [4]. A purificação do biodiesel é uma etapa importante do processo, já que os contaminantes presentes no biodiesel bruto, como o glicerol, trazem prejuízos aos motores, sendo necessário retirá-los, possibilitando, assim, a comercialização do combustível. Diversos métodos de purificação podem ser aplicados, sendo o mais comum alavagem com água, que implica a geração de grandes quantidades de efluentes aquosos. Porém, a fim de solubilizar o glicerol e outras impurezas contidas no biodiesel, métodos mais sustentáveis como a lavagem a seco, envolvendo a utilização de materiais adsorventes, são atualmente objeto de estudo, nomeadamente através do aproveitamento de resíduos agrícolas como precursores na produção dosmateriais adsorventes, tornando o processo ainda mais significante ambientalmente [5].

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