Publicação

Caracterização química de Allium sativum L. de diferentes origens

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Desde a antiguidade que o alho (Allium sativum L.) é muito utilizado pelas populações quer para fins medicinais, para profilaxia e tratamento de várias patologias, quer em práticas culinárias, para dar aroma e sabor ao produto final. Neste estudo, caracterizaram-se quimicamente amostras de A. sativum provenientes de diferentes origens geográficas (uma variedade comercial Espanhola e duas variedades locais tradicionais, Transmontana e Algarvia). O alho espanhol e algarvio apresentaram elevado teor em glúcidos em comparação com o alho transmontano. A energia fornecida pelas amostras algarvias foi similar à das amostras espanholas. O teor em lípidos foi mais elevado nas amostras transmontanas, o teor em proteínas e açúcares totais foi maior nas amostras algarvias; estas também apresentaram elevada composição em ácidos gordos polinsaturados. No perfil individual de tocoferóis, apenas foi detetado o α-tocoferol, sendo mais abundante nas amostras espanholas, seguindose as amostras transmontanas e, finalmente, as algarvias. Os maiores teores de ácidos orgânicos foram encontrados no alho espanhol e algarvio. Os resultados obtidos são indicadores da variabilidade da espécie em termos de composição química, sendo de extrema importância a identificação das variedades comercializadas e a sua respetiva documentação.
Autores principais:Botas, Joana
Outros Autores:Fernandes, Ângela; Carvalho, Ana Maria; Barros, Lillian; Ferreira, Isabel C.F.R.
Assunto:Allium sativum L Alho Valor nutricional Composição química
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Desde a antiguidade que o alho (Allium sativum L.) é muito utilizado pelas populações quer para fins medicinais, para profilaxia e tratamento de várias patologias, quer em práticas culinárias, para dar aroma e sabor ao produto final. Neste estudo, caracterizaram-se quimicamente amostras de A. sativum provenientes de diferentes origens geográficas (uma variedade comercial Espanhola e duas variedades locais tradicionais, Transmontana e Algarvia). O alho espanhol e algarvio apresentaram elevado teor em glúcidos em comparação com o alho transmontano. A energia fornecida pelas amostras algarvias foi similar à das amostras espanholas. O teor em lípidos foi mais elevado nas amostras transmontanas, o teor em proteínas e açúcares totais foi maior nas amostras algarvias; estas também apresentaram elevada composição em ácidos gordos polinsaturados. No perfil individual de tocoferóis, apenas foi detetado o α-tocoferol, sendo mais abundante nas amostras espanholas, seguindose as amostras transmontanas e, finalmente, as algarvias. Os maiores teores de ácidos orgânicos foram encontrados no alho espanhol e algarvio. Os resultados obtidos são indicadores da variabilidade da espécie em termos de composição química, sendo de extrema importância a identificação das variedades comercializadas e a sua respetiva documentação.