Publicação
Pedregosidade como indicador do estado de degradação física do solo: comparação entre solos climácicos e solos degradados
| Resumo: | O solo é um recurso natural, não renovável à escala da vida humana, e por isso é muito importante a preservação do mesmo. A pedregosidade (elementos grosseiros) dos solos é uma característica incontornável na análise de processos pedológicos, geoquímicos e geomorfológicos, sendo bastante significativa em várias áreas da Europa Mediterrânica, estando Trás-os-Montes incluído nessas áreas. Os efeitos da pedregosidade superficial são notáveis em vários solos, tendo um papel importante na redução da erosão. Os solos mais representativos em Trás-os-Montes são os Leptosolos, principalmente em áreas de xistos de maiores declives, caracterizando-se por serem limitados em profundidade e terem um elevado teor de elementos grosseiros. O principal objetivo deste trabalho é testar uma metodologia de avaliação do estado de degradação física dos solos, usando como indicador o teor de elementos grosseiros presente nos 20 cm superficiais do solo. Foram assim selecionadas duas áreas de amostragem: uma em condição assumida como climácica (Serra da Nogueira, sob carvalhal), ou seja um local representativo de degradação baixa do solo, e outra em áreas queimadas, onde a degradação do solo é severa (Aveleda, Parque Natural de Montesinho, sob mato ardido). Em 6 pontos aleatoriamente definidos em cada área, e numa superfície quadrada de 20 cm x 20 cm, foram colhidas amostras em diferentes camadas do solo, as quais se trataram em laboratório de forma a obter massa e volume dos elementos grosseiros, calculando-se o seu teor e densidade, bem como da densidade aparente do solo amostrado. A análise dos resultados obtidos mostra que em casos de degradação severa o teor em elementos grosseiros à superfície é maior do que em condição não degradada, situação explicada pela remoção seletiva de elementos finos por erosão hídrica acelerada naquelas áreas. |
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| Autores principais: | Pires, Ana Sofia Martins |
| Assunto: | Pedregosidade Erosão hídrica Solos climácicos Solos degradados |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O solo é um recurso natural, não renovável à escala da vida humana, e por isso é muito importante a preservação do mesmo. A pedregosidade (elementos grosseiros) dos solos é uma característica incontornável na análise de processos pedológicos, geoquímicos e geomorfológicos, sendo bastante significativa em várias áreas da Europa Mediterrânica, estando Trás-os-Montes incluído nessas áreas. Os efeitos da pedregosidade superficial são notáveis em vários solos, tendo um papel importante na redução da erosão. Os solos mais representativos em Trás-os-Montes são os Leptosolos, principalmente em áreas de xistos de maiores declives, caracterizando-se por serem limitados em profundidade e terem um elevado teor de elementos grosseiros. O principal objetivo deste trabalho é testar uma metodologia de avaliação do estado de degradação física dos solos, usando como indicador o teor de elementos grosseiros presente nos 20 cm superficiais do solo. Foram assim selecionadas duas áreas de amostragem: uma em condição assumida como climácica (Serra da Nogueira, sob carvalhal), ou seja um local representativo de degradação baixa do solo, e outra em áreas queimadas, onde a degradação do solo é severa (Aveleda, Parque Natural de Montesinho, sob mato ardido). Em 6 pontos aleatoriamente definidos em cada área, e numa superfície quadrada de 20 cm x 20 cm, foram colhidas amostras em diferentes camadas do solo, as quais se trataram em laboratório de forma a obter massa e volume dos elementos grosseiros, calculando-se o seu teor e densidade, bem como da densidade aparente do solo amostrado. A análise dos resultados obtidos mostra que em casos de degradação severa o teor em elementos grosseiros à superfície é maior do que em condição não degradada, situação explicada pela remoção seletiva de elementos finos por erosão hídrica acelerada naquelas áreas. |
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