Publicação
A construção do portfólio no 1.o ciclo do ensino básico
| Resumo: | A introdução de um novo instrumento, de trabalho e de avaliação, na sala de aula, exige tempo para que, crianças e professores se apropriem dos seus reais objetivos e relevância no processo de ensino e aprendizagem. O portefólio, cuja atenção deverá ser orientada para os processos, envolve procedimentos que carecem de disponibilidade, empenho e dedicação de todos os que o elaboram. Entendemos que a sua construção deverá ser amplamente participada, autêntica e valorizada pelas crianças, assumindo o professor o papel de orientador e a criança será a protagonista. Desta forma, passar-se-ia a escutar as crianças, dando-lhes a possibilidade de refletirem sobre as atividades e trabalhos realizados, evidenciando os seus progressos ou retrocessos. O presente artigo surge no âmbito do relatório final de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico que teve como objetivos recorrer ao portefólio enquanto instrumento de avaliação e compreender o contributo da construção do portefólio para as aprendizagens das crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico, numa sala de 2.º ano de escolaridade, com 22 crianças. A metodologia adotada inscreve-se numa abordagem qualitativa e os dados foram recolhidos recorrendo à observação, notas de campo e a chek list para analisar o conteúdo dos portefólios. Os resultados mostram que a construção deste instrumento deverá ser gradual e progressiva para que as crianças entendam a sua funcionalidade e adquiram responsabilidade e autonomia na sua construção. A análise dos portefólios revela uma visão global do percurso da criança, das experiências e descobertas, bem como do processo de ensino e aprendizagem. Mostra também que ao envolver as crianças no processo de revisão, análise, reflexão e seleção de trabalhos a incluir no seu portefólio adquirem uma maior consciência sobre as suas aprendizagens podendo mais facilmente autoavaliarem-se. |
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| Autores principais: | Teixeira, Andreia Filipa Sampaio |
| Outros Autores: | Freire-Ribeiro, Ilda |
| Assunto: | Portefólio 1.º CEB Participação |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A introdução de um novo instrumento, de trabalho e de avaliação, na sala de aula, exige tempo para que, crianças e professores se apropriem dos seus reais objetivos e relevância no processo de ensino e aprendizagem. O portefólio, cuja atenção deverá ser orientada para os processos, envolve procedimentos que carecem de disponibilidade, empenho e dedicação de todos os que o elaboram. Entendemos que a sua construção deverá ser amplamente participada, autêntica e valorizada pelas crianças, assumindo o professor o papel de orientador e a criança será a protagonista. Desta forma, passar-se-ia a escutar as crianças, dando-lhes a possibilidade de refletirem sobre as atividades e trabalhos realizados, evidenciando os seus progressos ou retrocessos. O presente artigo surge no âmbito do relatório final de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico que teve como objetivos recorrer ao portefólio enquanto instrumento de avaliação e compreender o contributo da construção do portefólio para as aprendizagens das crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico, numa sala de 2.º ano de escolaridade, com 22 crianças. A metodologia adotada inscreve-se numa abordagem qualitativa e os dados foram recolhidos recorrendo à observação, notas de campo e a chek list para analisar o conteúdo dos portefólios. Os resultados mostram que a construção deste instrumento deverá ser gradual e progressiva para que as crianças entendam a sua funcionalidade e adquiram responsabilidade e autonomia na sua construção. A análise dos portefólios revela uma visão global do percurso da criança, das experiências e descobertas, bem como do processo de ensino e aprendizagem. Mostra também que ao envolver as crianças no processo de revisão, análise, reflexão e seleção de trabalhos a incluir no seu portefólio adquirem uma maior consciência sobre as suas aprendizagens podendo mais facilmente autoavaliarem-se. |
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