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Intervenções não farmacológicas de enfermagem na gestão da dor em doentes em urgência básica

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Resumo:A dor é uma sensação comum e desagradável entre as pessoas que recorrem aos Serviços de Urgência Básica (SUB). Por conseguinte, a utilização de métodos adequados em gestão de dor , tais como Intervenções não Farmacológicas (InF) de Enfermagem, é uma prioridade. As InF de enfermagem assumem-se, não só como uma prioridade no Serviço de Urgência, mas também e sobretudo, como uma expressão relevante na visibilidade e autonomia de Enfermagem na Gestão da Dor. O objetivo da presente investigação consiste em reconhecer as Intervenções não Farmacológicas de Enfermagem na gestão da dor em doentes em Serviço de Urgência Básica. A nível do eixo de investigação, realizou-se um estudo quantitativo, descritivo- correlacional e transversal, realizado através dos resultados obtidos da aplicação da Escala de Práticas de Enfermagem na Gestão da Dor, validada para a população portuguesa por António (2019), a uma amostra de 157 enfermeiros a exercer funções em Serviço de Urgência Básica, tendo esta, sido divulgada a partir do Google Docs e enviado por email aos enfermeiros. No âmbito do estudo de investigação realizado, verificou-se que as Intervenções não Farmacológicas na gestão da dor executadas pelos enfermeiros no Serviço de Urgência Básica foram: a promoção do conforto, a adequação do posicionamento da pessoa, o conhecimento das intervenções não farmacológicas e a aplicação de calor e frio, quando adequado. Não se registam diferenças estatisticamente significativas (p>0,05) entre as variáveis sociodemográficas e a utilização de intervenções não farmacológicas de gestão da dor pelos enfermeiros em estudo. Os enfermeiros do género masculino, com idade superior a 55 anos, pós-graduados, com menos tempo de exercício profissional, bem como os enfermeiros que exercem funções em SUB há 21-30 anos pontuaram mais, indicando serem estes os participantes que mais conhecem as intervenções não farmacológicas para gestão da dor e as executam. O estudo revelou uma prevalência de enfermeiros sem formação em dor (52,2%), sendo que, numa análise por género predomina o masculino (62,8%). A formação na prática clínica em Enfermagem é uma componente essencial, através da qual o estudante beneficia plenamente da experiência in loco, com um feedback sobre o seu desempenho e aquisição de competências. Da investigação realizada conclui-se que há necessidade de maiores incentivos na promoção da formação nos serviços de saúde para o aumento de conhecimento e competências na gestão da dor através de intervenções não farmacológicas aos doentes que recorrem ao Serviço de Urgência Básica, como garantia na otimização da experiência do doente.
Autores principais:Alves, Sílvia Patrícia da Silva
Assunto:Enfermagem médico-cirúrgica Pessoa em situação crítica Dor Serviço de urgência básica Enfermagem Intervenções não farmacológicas
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A dor é uma sensação comum e desagradável entre as pessoas que recorrem aos Serviços de Urgência Básica (SUB). Por conseguinte, a utilização de métodos adequados em gestão de dor , tais como Intervenções não Farmacológicas (InF) de Enfermagem, é uma prioridade. As InF de enfermagem assumem-se, não só como uma prioridade no Serviço de Urgência, mas também e sobretudo, como uma expressão relevante na visibilidade e autonomia de Enfermagem na Gestão da Dor. O objetivo da presente investigação consiste em reconhecer as Intervenções não Farmacológicas de Enfermagem na gestão da dor em doentes em Serviço de Urgência Básica. A nível do eixo de investigação, realizou-se um estudo quantitativo, descritivo- correlacional e transversal, realizado através dos resultados obtidos da aplicação da Escala de Práticas de Enfermagem na Gestão da Dor, validada para a população portuguesa por António (2019), a uma amostra de 157 enfermeiros a exercer funções em Serviço de Urgência Básica, tendo esta, sido divulgada a partir do Google Docs e enviado por email aos enfermeiros. No âmbito do estudo de investigação realizado, verificou-se que as Intervenções não Farmacológicas na gestão da dor executadas pelos enfermeiros no Serviço de Urgência Básica foram: a promoção do conforto, a adequação do posicionamento da pessoa, o conhecimento das intervenções não farmacológicas e a aplicação de calor e frio, quando adequado. Não se registam diferenças estatisticamente significativas (p>0,05) entre as variáveis sociodemográficas e a utilização de intervenções não farmacológicas de gestão da dor pelos enfermeiros em estudo. Os enfermeiros do género masculino, com idade superior a 55 anos, pós-graduados, com menos tempo de exercício profissional, bem como os enfermeiros que exercem funções em SUB há 21-30 anos pontuaram mais, indicando serem estes os participantes que mais conhecem as intervenções não farmacológicas para gestão da dor e as executam. O estudo revelou uma prevalência de enfermeiros sem formação em dor (52,2%), sendo que, numa análise por género predomina o masculino (62,8%). A formação na prática clínica em Enfermagem é uma componente essencial, através da qual o estudante beneficia plenamente da experiência in loco, com um feedback sobre o seu desempenho e aquisição de competências. Da investigação realizada conclui-se que há necessidade de maiores incentivos na promoção da formação nos serviços de saúde para o aumento de conhecimento e competências na gestão da dor através de intervenções não farmacológicas aos doentes que recorrem ao Serviço de Urgência Básica, como garantia na otimização da experiência do doente.