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Variabilidade da frequência cardíaca materna no 1ºtrimestre de gestação

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Resumo:A variabilidade da frequência cardíaca (VFC), ou principalmente, as contínuas mudanças dos batimentos cardíacos, medidas através do eletrocardiograma são em geral influenciadas pelo sistema nervoso central. No entanto, vários mecanismos subjacentes também estão envolvidos como os ritmos respiratórios, as alterações hormonais, a res-posta inflamatória e a regulação da pressão arterial, sendo todos eles alterados durante a gravidez normal ou patológica. A variabilidade da frequência cardíaca resulta do soma-tório de todas essas respostas e, portanto, deve ser plausível esperar vários comporta-mentos durante a gravidez normal e patológica. As medidas do eletrocardiograma foram realizadas durante o primeiro trimestre de gestação considerando vários fatores como a idade materna, índice de massa corporal, hábito de fumar e paridade. Sendo que estes fatores foram avaliados juntamente com os dados ecográficos fetais e os marcadores bioquímicos maternos, o PAPP-A e a fração livre da -hCG a fim de identificar possíveis correlações entre esses marcadores bioquímicos e os índices obti-dos através da análise da VFC. Entre os numerosos métodos matemáticos disponíveis para análise da VFC aplica-ram-se os de análise linear assim como a análise do sinal espectral. E ainda se conside-raram os métodos não-lineares que incluem os índices de complexidade. Com estes métodos foi possível quantificar, até certo nível, propriedades do sinal da VFC. Os resultados podem apoiar a ideia de que a mais forte modificação em relação à condição de não-gravidez pode revelar uma baixa adaptabilidade da gravidez e, portan-to, uma evolução não favorável da mesma. Esta "memória materna" pode ter vários fatores fisiológicos e psicológicos. Os resultados indicam também uma complexidade elevada no primeiro trimestre o que pode indicar um pior prognóstico para o desenvolvimento da gravidez. O incremen-to da complexidade no 1º trimestre pode ser um reflexo duma adaptação deficiente. Foi possível verificar a existência de uma relação entre os índices matemáticos calcu-lados com os dados ecográficos fetais e os dados bioquímicos maternos, sendo este estudo promissor no que concerne a esta relação. Que leva às questões, será que é possível determinar patologias maternas ou fetais na gravidez recorrendo a um sinal de ECG no primeiro trimestre de gestação? E uma análise do ECG pode dar uma indicação semelhante que é dada por estes parâmetros?
Autores principais:Oliveira, Carla Marisa Martins
Assunto:Variabilidade da frequência cardíaca Sistema nervoso autónomo Gravidez ECG materno
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A variabilidade da frequência cardíaca (VFC), ou principalmente, as contínuas mudanças dos batimentos cardíacos, medidas através do eletrocardiograma são em geral influenciadas pelo sistema nervoso central. No entanto, vários mecanismos subjacentes também estão envolvidos como os ritmos respiratórios, as alterações hormonais, a res-posta inflamatória e a regulação da pressão arterial, sendo todos eles alterados durante a gravidez normal ou patológica. A variabilidade da frequência cardíaca resulta do soma-tório de todas essas respostas e, portanto, deve ser plausível esperar vários comporta-mentos durante a gravidez normal e patológica. As medidas do eletrocardiograma foram realizadas durante o primeiro trimestre de gestação considerando vários fatores como a idade materna, índice de massa corporal, hábito de fumar e paridade. Sendo que estes fatores foram avaliados juntamente com os dados ecográficos fetais e os marcadores bioquímicos maternos, o PAPP-A e a fração livre da -hCG a fim de identificar possíveis correlações entre esses marcadores bioquímicos e os índices obti-dos através da análise da VFC. Entre os numerosos métodos matemáticos disponíveis para análise da VFC aplica-ram-se os de análise linear assim como a análise do sinal espectral. E ainda se conside-raram os métodos não-lineares que incluem os índices de complexidade. Com estes métodos foi possível quantificar, até certo nível, propriedades do sinal da VFC. Os resultados podem apoiar a ideia de que a mais forte modificação em relação à condição de não-gravidez pode revelar uma baixa adaptabilidade da gravidez e, portan-to, uma evolução não favorável da mesma. Esta "memória materna" pode ter vários fatores fisiológicos e psicológicos. Os resultados indicam também uma complexidade elevada no primeiro trimestre o que pode indicar um pior prognóstico para o desenvolvimento da gravidez. O incremen-to da complexidade no 1º trimestre pode ser um reflexo duma adaptação deficiente. Foi possível verificar a existência de uma relação entre os índices matemáticos calcu-lados com os dados ecográficos fetais e os dados bioquímicos maternos, sendo este estudo promissor no que concerne a esta relação. Que leva às questões, será que é possível determinar patologias maternas ou fetais na gravidez recorrendo a um sinal de ECG no primeiro trimestre de gestação? E uma análise do ECG pode dar uma indicação semelhante que é dada por estes parâmetros?