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Competência digital dos professores do grupo de educação especial em Portugal: uma análise baseada na autopercepção

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Resumo:A sociedade da informação oferece diversas tecnologias que transformam o sistema educativo, exigindo maior capacitação digital dos docentes, inclusive para inclusão. No caso de estudantes com necessidades específicas, é essencial que os recursos sejam acessíveis, pois a pedagogia digital e as ferramentas utilizadas determinam sua participação e inclusão no processo de aprendizagem. Nesse sentido, essa pesquisa centra-se na autopercepção dos professores quanto às suas competências digitais, em particular no contexto da Educação Especial em Portugal. Objetiva compreender os conceitos, desafios e possibilidades relacionados às competências digitais destes e o modo como podem integrar as tecnologias digitais nos processos de inclusão e acessibilidade. Os principais achados do estudo revelam que os professores utilizam tecnologias digitais para atender necessidades específicas como dislexia, TDAH (PHDA) e altas habilidades/superdotação, mas a personalização de materiais para alunos com limitações visuais e auditivas é menos comum. Há um compromisso significativo na criação de ambientes de aprendizagem interativos para alunos com dificuldades de aprendizagem; contudo, a integração de recursos de acessibilidade em plataformas de e-learning e o uso de ferramentas de avaliação digital acessíveis ainda são pouco frequentes. A pesquisa indica que a maioria se sente confiante na escolha de tecnologias adequadas para promover a aprendizagem ativa, embora o uso de recursos digitais para explicar e visualizar novos conceitos varie entre eles. Além disso, os dados revelam uma prática limitada na avaliação sistemática das necessidades de inclusão dos alunos e uma falta de sensibilização das escolas quanto à importância das tecnologias assistivas. O questionário fundamentado no referencial DigCompEdu evidencia que a maioria dos professores se identifica como “Integradores”, demonstrando um compromisso ativo em garantir um acesso equitativo às tecnologias digitais. Em conclusão, a análise abrangente dos dados coletados revela um panorama complexo e multifacetado. Os resultados indicam que os professores se empenham em usar tecnologias digitais para atender às necessidades específicas dos alunos, promovendo práticas pedagógicas inclusivas. Contudo, ainda existem desafios na integração de tecnologias avançadas e na criação de ambientes acessíveis. Recomenda-se investir em formação contínua e suporte aos docentes para fortalecer competências digitais e fomentar uma educação inclusiva centrada no aluno.
Autores principais:Gonçalves, Dayse Cristina Guedes
Assunto:Competência digital docente Educação inclusiva Tecnologias assistivas
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A sociedade da informação oferece diversas tecnologias que transformam o sistema educativo, exigindo maior capacitação digital dos docentes, inclusive para inclusão. No caso de estudantes com necessidades específicas, é essencial que os recursos sejam acessíveis, pois a pedagogia digital e as ferramentas utilizadas determinam sua participação e inclusão no processo de aprendizagem. Nesse sentido, essa pesquisa centra-se na autopercepção dos professores quanto às suas competências digitais, em particular no contexto da Educação Especial em Portugal. Objetiva compreender os conceitos, desafios e possibilidades relacionados às competências digitais destes e o modo como podem integrar as tecnologias digitais nos processos de inclusão e acessibilidade. Os principais achados do estudo revelam que os professores utilizam tecnologias digitais para atender necessidades específicas como dislexia, TDAH (PHDA) e altas habilidades/superdotação, mas a personalização de materiais para alunos com limitações visuais e auditivas é menos comum. Há um compromisso significativo na criação de ambientes de aprendizagem interativos para alunos com dificuldades de aprendizagem; contudo, a integração de recursos de acessibilidade em plataformas de e-learning e o uso de ferramentas de avaliação digital acessíveis ainda são pouco frequentes. A pesquisa indica que a maioria se sente confiante na escolha de tecnologias adequadas para promover a aprendizagem ativa, embora o uso de recursos digitais para explicar e visualizar novos conceitos varie entre eles. Além disso, os dados revelam uma prática limitada na avaliação sistemática das necessidades de inclusão dos alunos e uma falta de sensibilização das escolas quanto à importância das tecnologias assistivas. O questionário fundamentado no referencial DigCompEdu evidencia que a maioria dos professores se identifica como “Integradores”, demonstrando um compromisso ativo em garantir um acesso equitativo às tecnologias digitais. Em conclusão, a análise abrangente dos dados coletados revela um panorama complexo e multifacetado. Os resultados indicam que os professores se empenham em usar tecnologias digitais para atender às necessidades específicas dos alunos, promovendo práticas pedagógicas inclusivas. Contudo, ainda existem desafios na integração de tecnologias avançadas e na criação de ambientes acessíveis. Recomenda-se investir em formação contínua e suporte aos docentes para fortalecer competências digitais e fomentar uma educação inclusiva centrada no aluno.