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Satisfação laboral dos enfermeiros nos serviços de urgência e cuidados intensivos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A temática da presente investigação prende-se com a satisfação laboral dos enfermeiros a exercer funções nos serviços de Urgência e Medicina Intensiva da ULS, Nordeste, essencialmente pela evidência científica que considera que a satisfação dos profissionais potencia também a satisfação dos utentes, a qualidade dos cuidados e a eficiente utilização dos recursos, numa ótica de custo-benefício. Objetivos: - Avaliar a satisfação laboral dos enfermeiros que prestam cuidados ao doente crítico no serviço de Urgência e Cuidados Intensivos. - Verificar se as caraterísticas sociodemográficas e profissionais se relacionam com a satisfação laboral dos enfermeiros a prestar cuidados ao doente crítico nos serviços de Urgência e Unidade de Cuidados Intensivos. - Propor um plano de intervenção que permita a melhoria das dimensões que apresentem níveis mais baixos de satisfação. Métodos: Estudo observacional, analítico e transversal, de cariz quantitativo, com a aplicação de um questionário estruturado a uma população de 96 Enfermeiros a exercer funções nos Serviços de Urgência e Cuidados Intensivos da ULS, Nordeste, tendo sido considerada uma amostra de 92 participantes. Resultados: A amostra apresenta uma média de idades de 39,65, com uma idade mínima de 25 anos e máxima de 56 anos de idade, sendo maioritariamente do sexo feminino, casados(as) ou em união de facto, licenciados e com pelo menos 1 filho. Os participantes são na sua maioria Enfermeiros(as), com contrato sem termo, a exercer funções, maioritariamente na Urgência de Bragança, em horário rotativo com trabalho noturno, entre 6 e 16 anos de exercício da profissão e entre 6 a 16 anos de tempo no serviço. A amostra perceciona baixos níveis de satisfação nos resultados globais da escala de Pais Ribeiro (2002). Verificaram-se resultados estatísticos significativos na relação idade e a dimensão relação com os colegas; estado civil e a dimensão satisfação com a profissão; habilitações literárias e a dimensão satisfação com a profissão; categoria profissional e as dimensões segurança com o futuro da profissão e satisfação com a profissão; tipo de vínculo e a dimensão condições físicas do trabalho; o serviço e as dimensões condições físicas do trabalho e o total global da escala; tipo de horários e as dimensões apoio da hierarquia e condições físicas do trabalho e no total global da escala. Conclusão: A amostra apresenta baixos níveis de satisfação laboral, o que transmite a necessidade de promover melhorias na gestão de recursos humanos, potenciando a produtividade e os níveis de desempenho dos profissionais apostando na melhoria dos fatores que podem interferir na sua satisfação laboral e consequentemente promover o aumento do nível de qualidade dos cuidados prestados.
Autores principais:Fernandes, Alexandra Sofia Vaqueiro
Assunto:Satisfação laboral Enfermeiros Urgência Medicina intensiva
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A temática da presente investigação prende-se com a satisfação laboral dos enfermeiros a exercer funções nos serviços de Urgência e Medicina Intensiva da ULS, Nordeste, essencialmente pela evidência científica que considera que a satisfação dos profissionais potencia também a satisfação dos utentes, a qualidade dos cuidados e a eficiente utilização dos recursos, numa ótica de custo-benefício. Objetivos: - Avaliar a satisfação laboral dos enfermeiros que prestam cuidados ao doente crítico no serviço de Urgência e Cuidados Intensivos. - Verificar se as caraterísticas sociodemográficas e profissionais se relacionam com a satisfação laboral dos enfermeiros a prestar cuidados ao doente crítico nos serviços de Urgência e Unidade de Cuidados Intensivos. - Propor um plano de intervenção que permita a melhoria das dimensões que apresentem níveis mais baixos de satisfação. Métodos: Estudo observacional, analítico e transversal, de cariz quantitativo, com a aplicação de um questionário estruturado a uma população de 96 Enfermeiros a exercer funções nos Serviços de Urgência e Cuidados Intensivos da ULS, Nordeste, tendo sido considerada uma amostra de 92 participantes. Resultados: A amostra apresenta uma média de idades de 39,65, com uma idade mínima de 25 anos e máxima de 56 anos de idade, sendo maioritariamente do sexo feminino, casados(as) ou em união de facto, licenciados e com pelo menos 1 filho. Os participantes são na sua maioria Enfermeiros(as), com contrato sem termo, a exercer funções, maioritariamente na Urgência de Bragança, em horário rotativo com trabalho noturno, entre 6 e 16 anos de exercício da profissão e entre 6 a 16 anos de tempo no serviço. A amostra perceciona baixos níveis de satisfação nos resultados globais da escala de Pais Ribeiro (2002). Verificaram-se resultados estatísticos significativos na relação idade e a dimensão relação com os colegas; estado civil e a dimensão satisfação com a profissão; habilitações literárias e a dimensão satisfação com a profissão; categoria profissional e as dimensões segurança com o futuro da profissão e satisfação com a profissão; tipo de vínculo e a dimensão condições físicas do trabalho; o serviço e as dimensões condições físicas do trabalho e o total global da escala; tipo de horários e as dimensões apoio da hierarquia e condições físicas do trabalho e no total global da escala. Conclusão: A amostra apresenta baixos níveis de satisfação laboral, o que transmite a necessidade de promover melhorias na gestão de recursos humanos, potenciando a produtividade e os níveis de desempenho dos profissionais apostando na melhoria dos fatores que podem interferir na sua satisfação laboral e consequentemente promover o aumento do nível de qualidade dos cuidados prestados.