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Caracterização química e avaliação da atividade biológica das plantas silvestres Umbilicus rupestris e Raphanus raphanistrum

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A inclusão de plantas silvestres na alimentação humana continua a ser uma prática comum, não só devido à sua utilização em zonas rurais como também pela tendência crescente na procura de novos sabores. De uma forma geral, estas plantas possuem um grande valor nutricional, podendo ser também uma fonte de vitaminas, antioxidantes e minerais. Por este motivo, diversos estudos recentes têm incidido sobre a avaliação nutricional e a composição em compostos bioativos de várias plantas silvestres. Contudo, para algumas espécies silvestres comestíveis continua a ser escassa a informação disponível. Desta forma, este trabalho visou o estudo de duas plantas provenientes de Portugal, nomeadamente Raphanus raphanistrum L. e Umbilicus rupestris (Salisb.) Dandy, no que respeita a sua composição nutricional e o potencial bioativo, com o propósito último de estimular a sua inclusão em dietas contemporâneas Ambas as plantas apresentaram um teor elevado de humidade, seguindo-se o grupo dos glúcidos, proteínas e, em menor quantidade, os lípidos. As duas podem ser consideradas aptas para o consumo humano, com potencialidade de incorporação nas dietas como fonte de nutrientes e compostos bioativos, nomeadamente ácidos gordos, com particular ênfase para os ómega-3, vitamina E (tocoferóis), ácidos orgânicos e compostos fenólicos, mais especificamente flavonoides. Relativamente as bioatividades, ambas as espécies demonstraram potencial antioxidante nas diferentes metodologias testadas, nomeadamente captação do radical DPPH, poder redutor, β-caroteno e TBARS. Contudo, os extratos não evidenciaram atividade citotóxica e anti-inflamatória para as concentrações testadas. No que concerne a atividade microbiana, os extratos de ambas as plantas demonstraram possuir ação sobre bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, evidenciando um amplo espetro de atuação e sendo capazes de inibir o crescimento de alguns microrganismos normalmente envolvidos em doenças de origem alimentar.
Autores principais:Iyda, Júlia Harumi
Assunto:Plantas silvestres Umbilicus rupestris Raphanus raphanistrum
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A inclusão de plantas silvestres na alimentação humana continua a ser uma prática comum, não só devido à sua utilização em zonas rurais como também pela tendência crescente na procura de novos sabores. De uma forma geral, estas plantas possuem um grande valor nutricional, podendo ser também uma fonte de vitaminas, antioxidantes e minerais. Por este motivo, diversos estudos recentes têm incidido sobre a avaliação nutricional e a composição em compostos bioativos de várias plantas silvestres. Contudo, para algumas espécies silvestres comestíveis continua a ser escassa a informação disponível. Desta forma, este trabalho visou o estudo de duas plantas provenientes de Portugal, nomeadamente Raphanus raphanistrum L. e Umbilicus rupestris (Salisb.) Dandy, no que respeita a sua composição nutricional e o potencial bioativo, com o propósito último de estimular a sua inclusão em dietas contemporâneas Ambas as plantas apresentaram um teor elevado de humidade, seguindo-se o grupo dos glúcidos, proteínas e, em menor quantidade, os lípidos. As duas podem ser consideradas aptas para o consumo humano, com potencialidade de incorporação nas dietas como fonte de nutrientes e compostos bioativos, nomeadamente ácidos gordos, com particular ênfase para os ómega-3, vitamina E (tocoferóis), ácidos orgânicos e compostos fenólicos, mais especificamente flavonoides. Relativamente as bioatividades, ambas as espécies demonstraram potencial antioxidante nas diferentes metodologias testadas, nomeadamente captação do radical DPPH, poder redutor, β-caroteno e TBARS. Contudo, os extratos não evidenciaram atividade citotóxica e anti-inflamatória para as concentrações testadas. No que concerne a atividade microbiana, os extratos de ambas as plantas demonstraram possuir ação sobre bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, evidenciando um amplo espetro de atuação e sendo capazes de inibir o crescimento de alguns microrganismos normalmente envolvidos em doenças de origem alimentar.