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Relação entre empatia e sobrecarga em cuidadores informais de uma pessoa idosa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo procurou analisar a relação entre o perfil sociodemográfico do cuidador informal (CI), o perfil sociodemográfico e clínico da pessoa cuidada, as dimensões do cuidado e os níveis de sobrecarga e de empatia do CI e os níveis de empatia e de sobrecarga percebida pelo CI. Foram utilizados como instrumentos de recolha de dados um inquérito por questionário, o Índice de Barthel (Araújo et al., 2007), a Escala de Zarit de Sobrecarga do Cuidador (Sequeira, 2007) e o Índice de Reatividade Interpessoal (Limpo et al., 2010). A amostra não probabilística inclui 85 CI de uma pessoa idosa, residentes em Portugal, maioritariamente do sexo feminino (94,12%), casados ou em união de facto (60,0%), empregados (61,18%) e cuja média de idades é de 52,68 anos. De referir ainda que 40% dos participantes possuem um curso superior. A maioria das pessoas idosas cuidadas é do sexo feminino (71,76%), sendo a média de idades de 85,07 anos. Neste estudo 58,82% das pessoas cuidadas apresentam uma síndrome demencial e todas se encontram numa situação de dependência. Os resultados demonstram que os CI mais jovens (com idades de 19 aos 29 anos) evidenciam menores níveis de sobrecarga, e que quanto maior é a idade do CI, maiores são os níveis globais de sobrecarga. Cuidadores de uma pessoa idosa de menor idade apresentam menores níveis de sobrecarga. Destacase ainda deste estudo que CI com idades de 74 a 84 anos de idade apresentam menores níveis de empatia. O perfil sociodemográfico e clínico da pessoa cuidada não se relaciona com a capacidade empática dos CI. A existência de apoio informal está associada a menores níveis de sobrecarga e de empatia, enquanto a existência de apoio formal ao nível do Serviço de Apoio Domiciliário se associa a maiores níveis de sobrecarga e a menores níveis de empatia nos CI. Conclui-se ainda que CI com maiores níveis globais de empatia e, em particular, de empatia cognitiva, se caracterizam pela presença de menores níveis de sobrecarga. Estes resultados são analisados atendendo ao papel do Educador Social na intervenção com o CI de uma pessoa idosa em situação de dependência.
Autores principais:Oliveira, Joana Eduarda Fernandes
Assunto:Cuidador Informal Habilidades sociais Empatia Sobrecarga Pessoa dependente Educação social
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O presente estudo procurou analisar a relação entre o perfil sociodemográfico do cuidador informal (CI), o perfil sociodemográfico e clínico da pessoa cuidada, as dimensões do cuidado e os níveis de sobrecarga e de empatia do CI e os níveis de empatia e de sobrecarga percebida pelo CI. Foram utilizados como instrumentos de recolha de dados um inquérito por questionário, o Índice de Barthel (Araújo et al., 2007), a Escala de Zarit de Sobrecarga do Cuidador (Sequeira, 2007) e o Índice de Reatividade Interpessoal (Limpo et al., 2010). A amostra não probabilística inclui 85 CI de uma pessoa idosa, residentes em Portugal, maioritariamente do sexo feminino (94,12%), casados ou em união de facto (60,0%), empregados (61,18%) e cuja média de idades é de 52,68 anos. De referir ainda que 40% dos participantes possuem um curso superior. A maioria das pessoas idosas cuidadas é do sexo feminino (71,76%), sendo a média de idades de 85,07 anos. Neste estudo 58,82% das pessoas cuidadas apresentam uma síndrome demencial e todas se encontram numa situação de dependência. Os resultados demonstram que os CI mais jovens (com idades de 19 aos 29 anos) evidenciam menores níveis de sobrecarga, e que quanto maior é a idade do CI, maiores são os níveis globais de sobrecarga. Cuidadores de uma pessoa idosa de menor idade apresentam menores níveis de sobrecarga. Destacase ainda deste estudo que CI com idades de 74 a 84 anos de idade apresentam menores níveis de empatia. O perfil sociodemográfico e clínico da pessoa cuidada não se relaciona com a capacidade empática dos CI. A existência de apoio informal está associada a menores níveis de sobrecarga e de empatia, enquanto a existência de apoio formal ao nível do Serviço de Apoio Domiciliário se associa a maiores níveis de sobrecarga e a menores níveis de empatia nos CI. Conclui-se ainda que CI com maiores níveis globais de empatia e, em particular, de empatia cognitiva, se caracterizam pela presença de menores níveis de sobrecarga. Estes resultados são analisados atendendo ao papel do Educador Social na intervenção com o CI de uma pessoa idosa em situação de dependência.