Publicação
A aveia como cultura de captura para a redução de lixiviação de nitratos durante o Inverno
| Resumo: | O trabalho experimental foi realizado na Quinta do Poulão em Bragança, NE Portugal nos anos de 2019 e 2020. Os objetivos foram verificar a capacidade da aveia em utilizar o nitrogênio (N) residual da cultura do milho cultivado na estação anterior e o N residual no solo no fim do verão (depois da coleta do milho) e na primavera (depois da coleta da aveia). O experimento foi conduzido em delineamento experimental completamente casualizado com 10 tratamentos fertilizantes e três repetições. Usaram-se quatro doses de N aplicado na forma de nitrato de amônio em duas aplicações (fundo + cobertura). As doses foram 0 (0+0), 50 (25+25), 100 (50+50) e 200 (100+100) kg N ha-1. Usou-se um fertilizante de libertação controlada e um fertilizante estabilizado com um inibidor na nitrificação, ambos em duas doses aplicadas em fundo (100 e 200 kg N ha-1). Usou-se estrume em dose equivalente a 100 kg N ha-1 aplicado em fundo e outro tratamento similar, mas reforçado com 100 kg N ha-1 aplicado em cobertura na forma de nitrato de amônio. Os fertilizantes referidos foram aplicados na cultura do milho em maio de 2019. A aveia não foi fertilizada. Os resultados mostram que as maiores doses de N (200 kg ha-1) aplicadas à cultura do milho correspondem a maior teor de N mineral residual no solo após a coleta, o que se refletiu no aumento da produtividade da aveia. À medida que houve incremento na produção de massa seca aumentou também a quantidade de N recuperado pela aveia. Devido ao cultivo da aveia ocorreu redução de até 87% do teor de N mineral residual no solo. Assim, pode atribuir-se à aveia uma elevada capacidade em recuperar o N disponível no solo e aumentar a eficiência na sua utilização reduzindo o risco de contaminação ambiental. Os adubos de liberação gradual demonstraram também menores teores de N mineral no solo e riscos de perdas de N para o ambiente. |
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| Autores principais: | Julio, Ana Carolina |
| Assunto: | Avena sativa Cultura de captura Nitrogênio Adubação nitrogenada Poluição por nitratos |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O trabalho experimental foi realizado na Quinta do Poulão em Bragança, NE Portugal nos anos de 2019 e 2020. Os objetivos foram verificar a capacidade da aveia em utilizar o nitrogênio (N) residual da cultura do milho cultivado na estação anterior e o N residual no solo no fim do verão (depois da coleta do milho) e na primavera (depois da coleta da aveia). O experimento foi conduzido em delineamento experimental completamente casualizado com 10 tratamentos fertilizantes e três repetições. Usaram-se quatro doses de N aplicado na forma de nitrato de amônio em duas aplicações (fundo + cobertura). As doses foram 0 (0+0), 50 (25+25), 100 (50+50) e 200 (100+100) kg N ha-1. Usou-se um fertilizante de libertação controlada e um fertilizante estabilizado com um inibidor na nitrificação, ambos em duas doses aplicadas em fundo (100 e 200 kg N ha-1). Usou-se estrume em dose equivalente a 100 kg N ha-1 aplicado em fundo e outro tratamento similar, mas reforçado com 100 kg N ha-1 aplicado em cobertura na forma de nitrato de amônio. Os fertilizantes referidos foram aplicados na cultura do milho em maio de 2019. A aveia não foi fertilizada. Os resultados mostram que as maiores doses de N (200 kg ha-1) aplicadas à cultura do milho correspondem a maior teor de N mineral residual no solo após a coleta, o que se refletiu no aumento da produtividade da aveia. À medida que houve incremento na produção de massa seca aumentou também a quantidade de N recuperado pela aveia. Devido ao cultivo da aveia ocorreu redução de até 87% do teor de N mineral residual no solo. Assim, pode atribuir-se à aveia uma elevada capacidade em recuperar o N disponível no solo e aumentar a eficiência na sua utilização reduzindo o risco de contaminação ambiental. Os adubos de liberação gradual demonstraram também menores teores de N mineral no solo e riscos de perdas de N para o ambiente. |
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