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Ensaios de resistência termomecânica em regime estacionário em Bloco de Terra Compactada (BTC)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A construção em terra assume-se como um método construtivo fundamental para o crescimento do fator sustentabilidade no setor da construção. A terra pode ter inúmeras vantagens no que se refere a sua capacidade e acessibilidade, assim como ao seu impacto mínimo no ambiente. Sendo assim, este método vem conquistando progressivamente o mercado da construção civil, principalmente nos países denominados “desenvolvidos”, devido ao melhoramento dos processos de construção com este material e à industrialização da produção. O bloco de terra compactada (BTC) é uma das técnicas de construção em terra com maior perspetiva de aceitação pelas sociedades atuais, dado que a sua tecnologia permite a padronização dos blocos, um maior controlo de qualidade no seu processo de produção com uma boa capacidade de resistência. No entanto, as incertezas normativas associadas ao comportamento dos BTC são as maiores barreiras para a sua aceitação universal, justificando, e com elevada importância, os estudos realizados. Este estudo baseia-se num conjunto de ensaios experimentais de resistência à compressão conduzidos em provetes cilíndricos de BTC. São analisadas cinco amostras com percentagens distintas de estabilizantes, cal e cimento, em relação às diferentes temperaturas, onde, para além de comparar os seus comportamentos, se pretende, compreender a influência dos estabilizadores e da temperatura na resistência mecânica do BTC. Os testes a temperaturas elevadas são realizados em regime estacionário. Adicionalmente, é analisada a resistência residual dos provetes da amostra M2 após exposição a tempereaturas elevadas. Os resultados permitem aferir qual a melhor mistura, ao nível do desempenho, considerando a resistência máxima, comportamento mecânico, economia e sustentabilidade. Seguindo esses fatores, a composição M2 com 5.0% cal e 7.5% cimento apresenta-se como a melhor opção. Com este estudo a segurança de estruturas em BTC quando sujeitas a situações de incêndio ficam mais claras através dos resultados de resistência atingida antes do seu colapso, com objetivo de garantir a segurança de pessoas e bens.
Autores principais:Lima, Diogo Pedro de
Assunto:BTC Bloco de Terra Compactada Ensaio de Resistência Temperaturas elevadas Resistência residual Fogo
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A construção em terra assume-se como um método construtivo fundamental para o crescimento do fator sustentabilidade no setor da construção. A terra pode ter inúmeras vantagens no que se refere a sua capacidade e acessibilidade, assim como ao seu impacto mínimo no ambiente. Sendo assim, este método vem conquistando progressivamente o mercado da construção civil, principalmente nos países denominados “desenvolvidos”, devido ao melhoramento dos processos de construção com este material e à industrialização da produção. O bloco de terra compactada (BTC) é uma das técnicas de construção em terra com maior perspetiva de aceitação pelas sociedades atuais, dado que a sua tecnologia permite a padronização dos blocos, um maior controlo de qualidade no seu processo de produção com uma boa capacidade de resistência. No entanto, as incertezas normativas associadas ao comportamento dos BTC são as maiores barreiras para a sua aceitação universal, justificando, e com elevada importância, os estudos realizados. Este estudo baseia-se num conjunto de ensaios experimentais de resistência à compressão conduzidos em provetes cilíndricos de BTC. São analisadas cinco amostras com percentagens distintas de estabilizantes, cal e cimento, em relação às diferentes temperaturas, onde, para além de comparar os seus comportamentos, se pretende, compreender a influência dos estabilizadores e da temperatura na resistência mecânica do BTC. Os testes a temperaturas elevadas são realizados em regime estacionário. Adicionalmente, é analisada a resistência residual dos provetes da amostra M2 após exposição a tempereaturas elevadas. Os resultados permitem aferir qual a melhor mistura, ao nível do desempenho, considerando a resistência máxima, comportamento mecânico, economia e sustentabilidade. Seguindo esses fatores, a composição M2 com 5.0% cal e 7.5% cimento apresenta-se como a melhor opção. Com este estudo a segurança de estruturas em BTC quando sujeitas a situações de incêndio ficam mais claras através dos resultados de resistência atingida antes do seu colapso, com objetivo de garantir a segurança de pessoas e bens.