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Resposta de feijão-comum (Phaseolus vulgaris L.) à adubação nitrogenada e à aplicação de um biofertilizante

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Resumo:O feijão (Phaseolus vulgaris L.) é uma leguminosa com grande importância na alimentação humana e na economia de vários países, pelo que melhorar sua produtividade é de fundamental importância. Dentro do manejo podem ser adotadas técnicas para melhorar a sua produção, sendo que o uso de nitrogênio é um dos mais importantes. Este trabalho teve como objetivo estudar a resposta de feijão-comum à adubação nitrogenada e à aplicação de um biofertilizante. Para isso se instalou um experimento a campo com esquema fatorial utilizando duas cultivares de feijão anão (‘Foicinha’ e ‘Rajada’) sob três regimes de adubação nitrogenada: T1 – 0 kg N ha-1 (testemunha); T2 – 80 kg N ha-1; T3 – 4 L de biofertilizante ha-1. Se realizaram análises de macronutrientes (azoto, fósforo, potássio, cálcio e magnésio) e micronutrientes (boro, cobre, ferro, manganês e zinco) nos tecidos da planta e se quantificou a produção de matéria seca da parte aérea, sem os grãos, dos grãos e total aos 42, 53, 73 e aos 93 dias após a semeadura. Ao final do ciclo da cultura ainda se avaliaram os seguintes caracteres de rendimento agronômico: número de vagens por planta; número de locos por vagem; número de locos falhos por vagem; número de grãos por vagem; massa de mil grãos; e rendimento de grãos. Os dados foram submetidos a analise de variância (ANOVA) e comparados pelo teste Duncan a 5% de probabilidade de erro. Todos os caracteres de rendimento agronômico, exceto número de locos por vagem, apresentaram diferenças significativas entre cultivares, porém nenhum apresentou diferença entre tratamentos. O rendimento de grãos foi superior na cultivar ‘Rajada’. Na cultivar ‘Foicinha’ encontraram-se diferenças entre tratamentos, onde T1 foi superior, diferindo estatisticamente de T3. A maior produção de matéria seca total foi encontrada na cultivar ‘Rajada’ em T2 ao final do ciclo (93 DAS). No ponto de vistanutricional, destaca-se o nitrogênio, que apresentou diferenças significativas entre cultivares em todas as datas de coleta, sendo que a cultivar ‘Foicinha’ apresentou teores superiores em todas as coletas em relação ‘Rajada’, seja nos grãos ou na matéria seca da fitomassa. A dinâmica deste nutriente foi a mesma em ambas as cultivares, sendo que ocorreu um descrescimo do teor na fitomassa entre as coletas e um acréscimo do teor nos grãos. Com este trabalho pode concluir-se que a produção de grãos mostrou-se genótipo dependente, a massa de mil grãos foi o único caracter que apresentou resposta em relação às diferentes adubações, a matéria seca total foi superior na cultivar ‘Foicinha’ com uso do biofertilizante e os teores de nitrogênio diferiram entre cultivares, enquanto que entre tratamentos não se registraram diferenças significativas.
Autores principais:Roman, Matheus Henrique
Assunto:Nitrogênio Rendimento de grãos Matéria seca
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O feijão (Phaseolus vulgaris L.) é uma leguminosa com grande importância na alimentação humana e na economia de vários países, pelo que melhorar sua produtividade é de fundamental importância. Dentro do manejo podem ser adotadas técnicas para melhorar a sua produção, sendo que o uso de nitrogênio é um dos mais importantes. Este trabalho teve como objetivo estudar a resposta de feijão-comum à adubação nitrogenada e à aplicação de um biofertilizante. Para isso se instalou um experimento a campo com esquema fatorial utilizando duas cultivares de feijão anão (‘Foicinha’ e ‘Rajada’) sob três regimes de adubação nitrogenada: T1 – 0 kg N ha-1 (testemunha); T2 – 80 kg N ha-1; T3 – 4 L de biofertilizante ha-1. Se realizaram análises de macronutrientes (azoto, fósforo, potássio, cálcio e magnésio) e micronutrientes (boro, cobre, ferro, manganês e zinco) nos tecidos da planta e se quantificou a produção de matéria seca da parte aérea, sem os grãos, dos grãos e total aos 42, 53, 73 e aos 93 dias após a semeadura. Ao final do ciclo da cultura ainda se avaliaram os seguintes caracteres de rendimento agronômico: número de vagens por planta; número de locos por vagem; número de locos falhos por vagem; número de grãos por vagem; massa de mil grãos; e rendimento de grãos. Os dados foram submetidos a analise de variância (ANOVA) e comparados pelo teste Duncan a 5% de probabilidade de erro. Todos os caracteres de rendimento agronômico, exceto número de locos por vagem, apresentaram diferenças significativas entre cultivares, porém nenhum apresentou diferença entre tratamentos. O rendimento de grãos foi superior na cultivar ‘Rajada’. Na cultivar ‘Foicinha’ encontraram-se diferenças entre tratamentos, onde T1 foi superior, diferindo estatisticamente de T3. A maior produção de matéria seca total foi encontrada na cultivar ‘Rajada’ em T2 ao final do ciclo (93 DAS). No ponto de vistanutricional, destaca-se o nitrogênio, que apresentou diferenças significativas entre cultivares em todas as datas de coleta, sendo que a cultivar ‘Foicinha’ apresentou teores superiores em todas as coletas em relação ‘Rajada’, seja nos grãos ou na matéria seca da fitomassa. A dinâmica deste nutriente foi a mesma em ambas as cultivares, sendo que ocorreu um descrescimo do teor na fitomassa entre as coletas e um acréscimo do teor nos grãos. Com este trabalho pode concluir-se que a produção de grãos mostrou-se genótipo dependente, a massa de mil grãos foi o único caracter que apresentou resposta em relação às diferentes adubações, a matéria seca total foi superior na cultivar ‘Foicinha’ com uso do biofertilizante e os teores de nitrogênio diferiram entre cultivares, enquanto que entre tratamentos não se registraram diferenças significativas.