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Qualidade do ar interior em habitações do Nordeste de Portugal: a influência dos sistemas de aquecimento doméstico

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Resumo:Atualmente são imensas as evidências que mostram que a qualidade do ar no interior das habitações se apresenta mais deteriorada do que a qualidade do ar em ambientes exteriores. A exposição ao ar interior tem, por isso, um efeito negativo na saúde humana, principalmente de crianças e idosos. As fontes que emitem gases ou partículas para o ar, como os sistemas de aquecimento a biomassa lenhosa, podem ser a principal causa dos problemas de Qualidade do Ar Interior (QAI). Este estudo teve por objetivo avaliar alguns parâmetros da QAI em diferentes habitações localizadas na cidade de Bragança (Portugal) e arredores, com o objetivo de procurar inferir a influência de diferentes sistemas de aquecimento doméstico (e.g. sistemas elétricos, lareiras abertas, recuperadores a ar, salamandras, caldeiras a biomassa, a gás natural e a gasóleo) na qualidade do ar destas habitações. As medições foram realizadas em 13 moradias unifamiliares e 12 apartamentos entre os meses de janeiro e março de 2018. Em cada habitação, foi realizada a monitorização da fração fina de material particulado (PM2,5), dióxido de carbono (CO2), monóxido de carbono (CO), compostos orgânicos voláteis (COV), temperatura e humidade relativa por um período de aproximadamente 24 horas. As situações mais críticas de qualidade do ar foram observadas em residências que utilizam biomassa lenhosa como fonte de energia térmica em lareiras abertas, estando particularmente relacionadas com as elevadas concentrações de PM2,5 e CO. Durante o período de funcionamento destes sistemas registaram-se valores médios horários máximos de PM2,5 superiores a 1400 μg/m³. Em sistemas fechados de queima de biomassa, os valores de PM2.5 foram mais baixos, embora tenha sido igualmente registada a ocorrência de situações igualmente críticas. Além da queima de biomassa, os resultados demonstram que existem outras fontes que podem interferir substancialmente com os parâmetros de QAI analisados, como a queima de incenso, a cocção de alimentos e a entrada de ar contaminado do exterior.A adoção de rotinas diárias de ventilação natural através da abertura de janelas ou portas, antes, durante ou após a utilização das principais fontes de contaminantes do ar é importante para evitar a ocorrência de situações críticas para a saúde humana.
Autores principais:Lira, Fabiane Soares
Assunto:Monitorização Ar interior Residências Sistemas de combustão Material particulado Contaminantes gasosos
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Atualmente são imensas as evidências que mostram que a qualidade do ar no interior das habitações se apresenta mais deteriorada do que a qualidade do ar em ambientes exteriores. A exposição ao ar interior tem, por isso, um efeito negativo na saúde humana, principalmente de crianças e idosos. As fontes que emitem gases ou partículas para o ar, como os sistemas de aquecimento a biomassa lenhosa, podem ser a principal causa dos problemas de Qualidade do Ar Interior (QAI). Este estudo teve por objetivo avaliar alguns parâmetros da QAI em diferentes habitações localizadas na cidade de Bragança (Portugal) e arredores, com o objetivo de procurar inferir a influência de diferentes sistemas de aquecimento doméstico (e.g. sistemas elétricos, lareiras abertas, recuperadores a ar, salamandras, caldeiras a biomassa, a gás natural e a gasóleo) na qualidade do ar destas habitações. As medições foram realizadas em 13 moradias unifamiliares e 12 apartamentos entre os meses de janeiro e março de 2018. Em cada habitação, foi realizada a monitorização da fração fina de material particulado (PM2,5), dióxido de carbono (CO2), monóxido de carbono (CO), compostos orgânicos voláteis (COV), temperatura e humidade relativa por um período de aproximadamente 24 horas. As situações mais críticas de qualidade do ar foram observadas em residências que utilizam biomassa lenhosa como fonte de energia térmica em lareiras abertas, estando particularmente relacionadas com as elevadas concentrações de PM2,5 e CO. Durante o período de funcionamento destes sistemas registaram-se valores médios horários máximos de PM2,5 superiores a 1400 μg/m³. Em sistemas fechados de queima de biomassa, os valores de PM2.5 foram mais baixos, embora tenha sido igualmente registada a ocorrência de situações igualmente críticas. Além da queima de biomassa, os resultados demonstram que existem outras fontes que podem interferir substancialmente com os parâmetros de QAI analisados, como a queima de incenso, a cocção de alimentos e a entrada de ar contaminado do exterior.A adoção de rotinas diárias de ventilação natural através da abertura de janelas ou portas, antes, durante ou após a utilização das principais fontes de contaminantes do ar é importante para evitar a ocorrência de situações críticas para a saúde humana.