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Sistemas de apoio aos idosos em Portugal

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Resumo:O apoio aos idosos está baseado na família e na institucionalização de origem pública, privada, ou em parceria. Vamos proceder uma síntese diacrónica da importância de cada um.Iniciando pela família, esta, tal como qualquer outra organização humana, está sujeita aos condicionalismos da pós-modernidade. A tendência geral, verificada em diferentes países e culturas, quer em espaço urbano quer em espaço rural, tem sido a substituição progressiva da família extensa pela família nuclear. Apesar desta mudança fundamental, e ao contrário da ideia generalizada pelos meios de comunicação social, a investigação sociológica mostra que as relações intergeracionais continuam a ser fortes nas sociedades industrializadas (Fernandes, 2008) (Bengtson, Rosenthal, & Burton, 1996) e que, paradoxalmente, alguns fenómenos que afetam a família, como o divórcio, a monoparentalidade e o desemprego, acabam por reforçar o papel da família, sobretudo dos elementos mais idosos (Bengtson et al., 1996).Passando à institucionalização, em Portugal, em 2008, existiam cerca de 5500 entidades proprietárias de equipamentos sociais, das quais a grande maioria (72%) pertence ao setor não-lucrativo (sobretudo as IPSS ) e 28% ao setor lucrativo (privado). Estes valores expressos na Carta Social 2008 ilustram bem o crescimento do setor social, assim como o esforço do estado na sua implementação (MTSS-GEP, 2009).
Autores principais:Pereira, Fernando A.
Assunto:Sistemas de apoio Idosos Institucionalização Cuidados gerontológicos
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O apoio aos idosos está baseado na família e na institucionalização de origem pública, privada, ou em parceria. Vamos proceder uma síntese diacrónica da importância de cada um.Iniciando pela família, esta, tal como qualquer outra organização humana, está sujeita aos condicionalismos da pós-modernidade. A tendência geral, verificada em diferentes países e culturas, quer em espaço urbano quer em espaço rural, tem sido a substituição progressiva da família extensa pela família nuclear. Apesar desta mudança fundamental, e ao contrário da ideia generalizada pelos meios de comunicação social, a investigação sociológica mostra que as relações intergeracionais continuam a ser fortes nas sociedades industrializadas (Fernandes, 2008) (Bengtson, Rosenthal, & Burton, 1996) e que, paradoxalmente, alguns fenómenos que afetam a família, como o divórcio, a monoparentalidade e o desemprego, acabam por reforçar o papel da família, sobretudo dos elementos mais idosos (Bengtson et al., 1996).Passando à institucionalização, em Portugal, em 2008, existiam cerca de 5500 entidades proprietárias de equipamentos sociais, das quais a grande maioria (72%) pertence ao setor não-lucrativo (sobretudo as IPSS ) e 28% ao setor lucrativo (privado). Estes valores expressos na Carta Social 2008 ilustram bem o crescimento do setor social, assim como o esforço do estado na sua implementação (MTSS-GEP, 2009).