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Fertilizantes de libertação controlada e estabilizados originaram resultados equivalentes à aplicação fracionada de nitrato de amónio num sistema de produção de forragem de milho e aveia

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Resumo:A adubação de cobertura do milho necessita de equipamentos especializados que não coloquem adubo no cone formado pelas folhas superiores, o que causaria queimaduras nos tecidos. No norte de Portugal muitas explorações dispõem apenas de distribuidores centrífugos de adubos, equipamentos que são claramente desadequados para aplicar o adubo em cobertura. Nestas situações, é importante encontrar que dispensem a adubação de cobertura. Os adubos de libertação fracionada e estabilizados podem dispensar as aplicações de cobertura, uma vez que a disponibilidade dos nutrientes para as plantas fica retardada. Neste estudo foi comparado o uso de um fertilizante de libertação controlada e um fertilizante estabilizado com 3,4-dimetilpirazol fosfato com a aplicação de um fertilizante convencional, dividido em duas aplicações equivalentes, na cultura de milho forragem. O sistema de cultivo incluiu também aveia não fertilizada, usada como intercalar de inverno. No milho foram utilizados 100 e 200 kg N ha-1 dos diferentes fertilizantes, além de uma testemunha sem adubação. A produção de matéria seca de milho aumentou significativamente com a dose de azoto apenas no segundo ano, em 2019, com a testemunha a apresentar o menor valor médio (7,1 t ha-1). Os tratamentos com maior dose de azoto (200 kg N ha-1) originaram as maiores produções de matéria seca, variando entre 14,2 e 16,7 t ha-1, e sem diferenças significativas entre eles. A aveia teve um papel relevante como cultura intercalar, recuperando azoto residual que poderia ter sido perdido durante o inverno. A concentração de nitratos no caule do milho mostrou-se muito sensível à adubação azotada (variando de 150,4 a 1945,6 mg kg-1 em 2018 e de 494,9 a 1574,9 mg kg-1 em 2019), mostrando grande potencial como indicador de disponibilidade de azoto no solo. Todas as três estratégias de fertilização pareceram ser opções válidas que os agricultores podem considerar, após incorporar informação técnico-económica relacionada à adequação dos equipamentos e ao preço dos fertilizantes.
Autores principais:Rodrigues, M.A.
Outros Autores:Arrobas, Margarida
Assunto:Adubação de coberturA Adubos de libertação lenta Avena sativa Eficiência de uso do azoto Nitratos nos caules Zea mays
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A adubação de cobertura do milho necessita de equipamentos especializados que não coloquem adubo no cone formado pelas folhas superiores, o que causaria queimaduras nos tecidos. No norte de Portugal muitas explorações dispõem apenas de distribuidores centrífugos de adubos, equipamentos que são claramente desadequados para aplicar o adubo em cobertura. Nestas situações, é importante encontrar que dispensem a adubação de cobertura. Os adubos de libertação fracionada e estabilizados podem dispensar as aplicações de cobertura, uma vez que a disponibilidade dos nutrientes para as plantas fica retardada. Neste estudo foi comparado o uso de um fertilizante de libertação controlada e um fertilizante estabilizado com 3,4-dimetilpirazol fosfato com a aplicação de um fertilizante convencional, dividido em duas aplicações equivalentes, na cultura de milho forragem. O sistema de cultivo incluiu também aveia não fertilizada, usada como intercalar de inverno. No milho foram utilizados 100 e 200 kg N ha-1 dos diferentes fertilizantes, além de uma testemunha sem adubação. A produção de matéria seca de milho aumentou significativamente com a dose de azoto apenas no segundo ano, em 2019, com a testemunha a apresentar o menor valor médio (7,1 t ha-1). Os tratamentos com maior dose de azoto (200 kg N ha-1) originaram as maiores produções de matéria seca, variando entre 14,2 e 16,7 t ha-1, e sem diferenças significativas entre eles. A aveia teve um papel relevante como cultura intercalar, recuperando azoto residual que poderia ter sido perdido durante o inverno. A concentração de nitratos no caule do milho mostrou-se muito sensível à adubação azotada (variando de 150,4 a 1945,6 mg kg-1 em 2018 e de 494,9 a 1574,9 mg kg-1 em 2019), mostrando grande potencial como indicador de disponibilidade de azoto no solo. Todas as três estratégias de fertilização pareceram ser opções válidas que os agricultores podem considerar, após incorporar informação técnico-económica relacionada à adequação dos equipamentos e ao preço dos fertilizantes.