Publicação
Prática de Ensino Supervisionada – Aprender cooperativamente nos primeiros anos: desafios e oportunidades
| Resumo: | Este relatório foi elaborado no âmbito da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada, integrada no Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Assim, o documento retrata detalhadamente a ação educativa realizada em diferentes contextos: creche, educação pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico, em que, em cada um destes contextos, desenvolvemos várias experiências de ensino e aprendizagem, considerando a articulação curricular e os interesses das crianças e atendendo ao seu ritmo de aprendizagem. Ao longo da nossa intervenção, para as planificações que a suportaram, procuramos recorrer a documentos oficiais e orientadores, como as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE), as Aprendizagens Essenciais e o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória (PASEO). A par da concretização, e reflexão, sobre as práticas, também nos preocupamos em estudar a importância da Aprendizagem Cooperativa no progresso de competências fundamentais para o desenvolvimento das crianças, como as que a seguir mencionamos. O interesse por investigar as próprias práticas acontece por considerarmos que esta metodologia pode ajudar a superar a falta de estimulação para a aprendizagem, nomeadamente dos mais jovens, que, por vezes, se verifica com o uso de metodologias mais tradicionais, muito centradas no professor e, muitas vezes, excessivamente expositivas e transmissivas. De entre as muitas dimensões que a metodologia cooperativa pode abranger, como a dimensão cognitiva, a dimensão social e a dimensão emocional, centramo-nos, no entanto, apenas em alguns aspetos da dimensão cognitiva, “olhando” para a Aprendizagem Cooperativa como potenciadora de competências como raciocínio lógico, memória, atenção, resolução de problemas, criatividade, compreensão, pensamento critico e a flexibilidade mental. Desta forma elegeram-se os seguintes objetivos: i) proporcionar experiências de aprendizagem ativas e significativas, recorrendo a métodos cooperativos; ii) criar hábitos de trabalho cooperativo nas crianças; e iii) perceber potencialidades da aprendizagem cooperativa para o desenvolvimento de competências cognitivas. O relatório foca-se numa abordagem de natureza qualitativa, em que recorremos a diferentes técnicas e instrumentos para a recolha de dados, tais como: observação participante, grelhas de registo, notas de campo, registos fotográficos e tratamento de análise de dados. As experiências de ensino e aprendizagem descritas permitem mostrar as realidades vividas, bem como algumas das atividades utilizadas nos diversos contextos pelos quais passamos. A diversidade de trabalho realizado em contexto de Prática de Ensino Supervisionada permite-nos assinalar que a utilização da Aprendizagem Cooperativa promove progressos significativos no desenvolvimento de competências cognitivas, em crianças de diferentes idades correspondeste à creche, à educação pré-escolar e ao 1.º CEB. Contudo, também revelou desafios, nomeadamente no que diz respeito à gestão do tempo e da dinâmica dos grupos em sala de aula, exigindo constante adaptação, escuta atenta e reorganização do planeamento para garantir que todas as crianças estivessem envolvidas e beneficiassem igualmente da experiência cooperativa. |
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| Autores principais: | Sá, Inês Rafaela Lopes de |
| Assunto: | Aprendizagem cooperativa competências cognitivas creche educação pré-escolar 1.º ciclo do ensino básico |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Este relatório foi elaborado no âmbito da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada, integrada no Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Assim, o documento retrata detalhadamente a ação educativa realizada em diferentes contextos: creche, educação pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico, em que, em cada um destes contextos, desenvolvemos várias experiências de ensino e aprendizagem, considerando a articulação curricular e os interesses das crianças e atendendo ao seu ritmo de aprendizagem. Ao longo da nossa intervenção, para as planificações que a suportaram, procuramos recorrer a documentos oficiais e orientadores, como as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE), as Aprendizagens Essenciais e o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória (PASEO). A par da concretização, e reflexão, sobre as práticas, também nos preocupamos em estudar a importância da Aprendizagem Cooperativa no progresso de competências fundamentais para o desenvolvimento das crianças, como as que a seguir mencionamos. O interesse por investigar as próprias práticas acontece por considerarmos que esta metodologia pode ajudar a superar a falta de estimulação para a aprendizagem, nomeadamente dos mais jovens, que, por vezes, se verifica com o uso de metodologias mais tradicionais, muito centradas no professor e, muitas vezes, excessivamente expositivas e transmissivas. De entre as muitas dimensões que a metodologia cooperativa pode abranger, como a dimensão cognitiva, a dimensão social e a dimensão emocional, centramo-nos, no entanto, apenas em alguns aspetos da dimensão cognitiva, “olhando” para a Aprendizagem Cooperativa como potenciadora de competências como raciocínio lógico, memória, atenção, resolução de problemas, criatividade, compreensão, pensamento critico e a flexibilidade mental. Desta forma elegeram-se os seguintes objetivos: i) proporcionar experiências de aprendizagem ativas e significativas, recorrendo a métodos cooperativos; ii) criar hábitos de trabalho cooperativo nas crianças; e iii) perceber potencialidades da aprendizagem cooperativa para o desenvolvimento de competências cognitivas. O relatório foca-se numa abordagem de natureza qualitativa, em que recorremos a diferentes técnicas e instrumentos para a recolha de dados, tais como: observação participante, grelhas de registo, notas de campo, registos fotográficos e tratamento de análise de dados. As experiências de ensino e aprendizagem descritas permitem mostrar as realidades vividas, bem como algumas das atividades utilizadas nos diversos contextos pelos quais passamos. A diversidade de trabalho realizado em contexto de Prática de Ensino Supervisionada permite-nos assinalar que a utilização da Aprendizagem Cooperativa promove progressos significativos no desenvolvimento de competências cognitivas, em crianças de diferentes idades correspondeste à creche, à educação pré-escolar e ao 1.º CEB. Contudo, também revelou desafios, nomeadamente no que diz respeito à gestão do tempo e da dinâmica dos grupos em sala de aula, exigindo constante adaptação, escuta atenta e reorganização do planeamento para garantir que todas as crianças estivessem envolvidas e beneficiassem igualmente da experiência cooperativa. |
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