Publicação
Importância dos mangais para a conservação: o caso do Parque Natural dos Tarrafes do Rio Cacheu − Guiné-Bissau
| Resumo: | Os mangais, também conhecidos como tarrafes em linguagem popular na Guiné-Bissau, são ecossistemas ricos e essenciais com elevado valor económico, ambiental e social na Guiné-Bissau. Essas áreas desempenham um papel crucial na cobertura do solo e atuam como uma interface protetora entre os ambientes marinho e terrestre. Além disso contribuem para a estabilização do clima, devido à grande potencialidade que possui no armazenamento de CO2, sendo fundamentais na mitigação às alterações climáticas. Outro ponto relevante é que esses ecossistemas fornecem nutrientes vitais para o desenvolvimento de recursos haliêuticos, favorecendo o ciclo de vida de diversas espécies. A Guiné-Bissau devido à sua localização, na costa do oceano atlântico, possui diversos estuários nos quais muitas espécies haliêuticas encontram condições ideais para reprodução, refúgio, alimentação e desenvolvimento. Grande parte destes estuários são ocupados por mangais, ricos em nutrientes muito importantes para as diferentes espécies marinhas. O Parque Natural dos Tarrafes do Rio Cacheu (PNTC), criado em 04 de dezembro 2000, abrange o estuário do rio Cacheu e possui uma grande extensão de mangais. A sua criação teve como objetivo principal a conservação destes ecossistemas, assegurando o equilíbrio entre a sua ecologia frágil e a utilização sustentável pelas comunidades locais. Com esta investigação pretendeu-se conhecer a perceção da população do Parque Natural dos Tarrafes do Rio Cacheu sobre a importância dos mangais na conservação ambiental. Pretendeu-se, ainda, identificar ações da população que conflituem com a conservação destes ecossistemas e a influência das ações de sensibilização realizadas pelas entidades competentes na mudança de comportamento das populações locais. Para atingir os objetivos realizou-se uma investigação de natureza mista, usando como instrumentos de recolha de dados questionários e entrevistas. A análise dos dados quantitativos realizou-se através de estatística descritiva, enquanto as entrevistas foram analisadas recorrendo à análise de conteúdo. Os resultados evidenciam que a prática de corte dos mangais ocorre com mais frequência na margem norte do que na margem sul. Consequentemente, as comunidades residentes ao largo do PNTC violam as leis da conservação, fazendo cortes para preparação dos campos agrícolas nas zonas baixas (mangrove), para a construção de habitações (madeiras), vedações das hortas e outras. Este problema ambiental é transversal (não tem fronteiras) e exige uma abordagem global, sendo que as soluções devem ser aplicadas localmente, isto é, dentro das comunidades (AGENDA-21). Concluímos, portanto, que a sensibilização e a educação ambiental continuas são da responsabilidade de todos, para promoção da mudança de comportamentos e o desenvolvimento de uma cidadania responsável, que estimule a participação ativa de cada cidadão. permitindo a concretização dos horizontes previstos no contexto dos objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS). |
|---|---|
| Autores principais: | Biofá, Augusto Indal |
| Assunto: | Parque Natural dos Tarrafes do Rio Cacheu Mangais Tarrafes Educação ambiental Guiné-Bissau |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Os mangais, também conhecidos como tarrafes em linguagem popular na Guiné-Bissau, são ecossistemas ricos e essenciais com elevado valor económico, ambiental e social na Guiné-Bissau. Essas áreas desempenham um papel crucial na cobertura do solo e atuam como uma interface protetora entre os ambientes marinho e terrestre. Além disso contribuem para a estabilização do clima, devido à grande potencialidade que possui no armazenamento de CO2, sendo fundamentais na mitigação às alterações climáticas. Outro ponto relevante é que esses ecossistemas fornecem nutrientes vitais para o desenvolvimento de recursos haliêuticos, favorecendo o ciclo de vida de diversas espécies. A Guiné-Bissau devido à sua localização, na costa do oceano atlântico, possui diversos estuários nos quais muitas espécies haliêuticas encontram condições ideais para reprodução, refúgio, alimentação e desenvolvimento. Grande parte destes estuários são ocupados por mangais, ricos em nutrientes muito importantes para as diferentes espécies marinhas. O Parque Natural dos Tarrafes do Rio Cacheu (PNTC), criado em 04 de dezembro 2000, abrange o estuário do rio Cacheu e possui uma grande extensão de mangais. A sua criação teve como objetivo principal a conservação destes ecossistemas, assegurando o equilíbrio entre a sua ecologia frágil e a utilização sustentável pelas comunidades locais. Com esta investigação pretendeu-se conhecer a perceção da população do Parque Natural dos Tarrafes do Rio Cacheu sobre a importância dos mangais na conservação ambiental. Pretendeu-se, ainda, identificar ações da população que conflituem com a conservação destes ecossistemas e a influência das ações de sensibilização realizadas pelas entidades competentes na mudança de comportamento das populações locais. Para atingir os objetivos realizou-se uma investigação de natureza mista, usando como instrumentos de recolha de dados questionários e entrevistas. A análise dos dados quantitativos realizou-se através de estatística descritiva, enquanto as entrevistas foram analisadas recorrendo à análise de conteúdo. Os resultados evidenciam que a prática de corte dos mangais ocorre com mais frequência na margem norte do que na margem sul. Consequentemente, as comunidades residentes ao largo do PNTC violam as leis da conservação, fazendo cortes para preparação dos campos agrícolas nas zonas baixas (mangrove), para a construção de habitações (madeiras), vedações das hortas e outras. Este problema ambiental é transversal (não tem fronteiras) e exige uma abordagem global, sendo que as soluções devem ser aplicadas localmente, isto é, dentro das comunidades (AGENDA-21). Concluímos, portanto, que a sensibilização e a educação ambiental continuas são da responsabilidade de todos, para promoção da mudança de comportamentos e o desenvolvimento de uma cidadania responsável, que estimule a participação ativa de cada cidadão. permitindo a concretização dos horizontes previstos no contexto dos objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS). |
|---|